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pacientes transplantados
Com denúncias sobre a transmissão do vírus HIV a pacientes transplantados no Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde requereu, nesta sexta-feira (11), a interdição cautelar do Laboratório PCS Lab Saleme. Até o momento, dois doadores e seis receptores testaram positivo para o vírus.
O Ministério também determinou que os testes de doadores de órgãos sejam realizados unicamente pelo Hemorio, com o teste NAT, e ordenou a retestagem do material dos doadores do laboratório denunciado.
Outra determinação vinda do Ministério foi sobre o recebimento de atendimento especializado para os pacientes receptores de transplantes de órgãos dos doadores infectados, bem como seus contatos.
Foi solicitada também pelo Ministério de Saúde, uma auditoria urgente pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS) no sistema de transplante do Rio de Janeiro para investigação de possíveis irregularidades na contratação do referido laboratório.
No bojo da apuração do caso, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) disse que irá investigar a situação por meio de uma sindicância.
O laboratório, responsável por exames de detecção do vírus, é vinculado contratualmente a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e tem como um de seus sócios Matheus Sales Teixeira Bandoli Vieira, primo do ex-secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Doutor Luizinho, hoje deputado federal e líder do PP na Câmara.
O Laboratório PCS Lab disse, em nota, que cumpriu os procedimentos adequados, ao passar os resultados de todos os exames de HIV realizados em amostras de sangue de doadores de órgãos entre 1º de dezembro de 2023 e 12 de setembro de 2024, à Central Estadual de Transplantes.
A empresa disse irá fornecer apoio médico e psicológico aos pacientes infectados com HIV e seus familiares e está a disposição das autoridades investigadoras.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Léo Kret
"Estou aqui ó, com meu pai, com minha mãe, na minha casa. Dizendo que eu estou presa. Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino".
Disse a ex-vereadora de Salvador e cantora Léo Kret ao se pronunciar após ter se tornado alvo de busca e apreensão durante uma operação do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).