Artigos
O Espectro Invisível das Pesquisas
Multimídia
Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
origem do samba
A secretária de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), Ângela Guimarães, relembrou a centralidade da população negra e do samba na composição do Carnaval baiano e brasileiro. Em entrevista à equipe do Bahia Notícias (BN) na Casa do Olodum, a secretária, nascida na Liberdade-Curuzu, reforçou que o samba é a matriz fundamental das expressões culturais afro-baianas.
Durante a conversa, Ângela Guimarães pontuou que a existência da festa é indissociável das manifestações culturais negras. "Não existe Carnaval na Bahia nem no Brasil sem a população negra, sem as manifestações culturais da população negra, sendo o samba a grande matriz de todas essas expressões culturais afro-baianas e afro-brasileiras", relembra.
Confira momentos da entrevista:
Ângela Guimarães relembra matriz negra e origem baiana do samba em Carnaval 2026
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 13, 2026
?? Confira pic.twitter.com/P0bcMWHEIA
A secretária também abordou o contexto histórico de repressão enfrentado pelas tradições negras. Segundo Guimarães, o samba e outras expressões rítmicas surgiram como forma de resistência em ambientes como terreiros e senzalas, enfrentando períodos de proibição oficial.
"O samba nasce no fundo dos terreiros, no fundo dessas senzalas, surgindo sempre contra o processo de silenciamento. Durante muito tempo, as religiões de matriz africana foram proibidas. O rufar dos tambores, o tocar os tambores era proibido", pontua a secretária.
Como uma pauta transversal que envolve artistas negros e manifestações como os blocos de matriz africana é o que define a identidade visual e cultural da folia contemporânea. "Samba é isso, essa grandiosidade. Aqui na Bahia temos a origem e boom do samba, seja blocos, seja os pioneiros. Sem o samba não existiria o Axé Music, nem o MPB (Música Popular Brasileira)", conclui.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.