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orgaos com hiv
A ministra da saúde, Nísia Trindade, disse, nesta quarta-feira (16), que a pasta sabia dos casos de infecção por HIV em órgãos recebidos por pacientes transplantados no Rio de Janeiro um mês antes da denúncia feita pela Band News FM. Em entrevista à imprensa, a chefe do órgão informou que apesar do ministério ter ciência do caso antecipadamente, não acionou a polícia por não haver “indícios de crime”.
“O Ministério da Saúde tomou conhecimento no dia 14 de setembro de um caso lamentável de uma pessoa que foi infectada por HIV e tinha recebido um órgão e se constatou que o doador ao se resgatar o material tinha HIV”, disse Trindade.
Nísia afirmou ainda que não havia motivos para denunciar o caso à polícia.
“Apenas quando se caracteriza suspeição de possível ação criminosa é que a polícia deve ser acionada. E a partir do momento que novos casos foram verificados e que indícios começaram a ser levantados é que eu procurei a Polícia Federal que é o papel que cabe a uma instância federal”, revelou a ministra.
Segundo reportagem da TV Band, no último dia 14 de setembro, ao saber dos erros no RJ, a pasta enviou um ofício à central estadual de transplantes do estado cobrando medidas após a identificação das contaminações. No entanto, o caso só foi alvo de operação da polícia civil após denúncia da imprensa.
Um especialista em direito processual penal da Universidade de São Paulo (USP), ouvido pela reportagem da Band, indicou que o atraso em levar o caso à polícia pode ter prejudicado as apurações do crime.
“Nesse caso, esse fator surpresa exige que a primeira medida a ser tomada seja uma medida do inquérito. Então, por exemplo, uma busca e apreensão que tivesse sido realizada nos laboratórios antes de qualquer aviso prévio, ou mesmo do ponto de vista administrativo, de que poderia ter alguma irregularidade descoberta permitiria se recolher um conjunto de provas muito maior e mais completa para investigação prosseguir a partir daí”, explicou Gustavo Badaró a TV Band.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.