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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

operacoes policiais

Estudo aponta que 64,8% dos mortos em operações policiais no Brasil em 2025 eram jovens negros de até 29 anos
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Jovens negros de até 29 anos, moradores de periferias e favelas, representaram 64,8% das vítimas de operações policiais no Brasil em 2025, segundo estudo da Rede de Observatórios da Segurança lançado nesta quarta-feira (1). Do total de 4.330 pessoas mortas pela polícia no ano, 2.804 eram jovens negros nessa faixa etária, entre elas 312 crianças e adolescentes. O número representa um aumento de 6,4% em relação ao ano anterior.

 

Os dados foram fornecidos pelas secretarias de segurança de nove estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo os pesquisadores, pessoas negras sofrem, na média dos estados monitorados, quatro vezes mais risco de serem mortas pela polícia do que pessoas brancas, com base nas taxas de mortes por 100 mil habitantes calculadas separadamente para cada grupo.

 

O estudo faz parte da sétima edição do relatório anual "Pele Alvo: entre racismo e letalidade, o amanhã", produzido pela Rede de Observatórios, iniciativa do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania dedicada a acompanhar políticas públicas de segurança e fenômenos de violência em nove estados brasileiros.

Quase todos os dias de 2025 registraram mortes causadas pela polícia na Bahia; 93,9% das vítimas eram negras
Foto: Reprodução / PM-BA

A Bahia, estado com maior população negra do país, cerca de 11 milhões de pessoas ou 79,9% dos habitantes, registrou 1.570 mortes causadas pela polícia em 2025, segundo o estudo "Pele Alvo: entre racismo e letalidade, o amanhã", lançado nesta quarta-feira (1) pela Rede de Observatórios da Segurança. Do total, 93,9% das vítimas eram negras, o equivalente a 1.243 mortes. Desde o início da série histórica, as operações policiais no estado acumulam quase 9 mil mortos.

 

Os homens representaram 99,6% das vítimas. Jovens de 18 a 29 anos responderam por 66,4% dos casos, com 1.043 mortes registradas. Adolescentes de 12 a 17 anos somaram 9,7% das vítimas, aproximadamente uma em cada dez mortes. No total, pessoas com até 29 anos responderam por mais de 76% das mortes no estado.

 

O levantamento aponta ainda que apenas 12 municípios concentraram metade de todas as mortes registradas na Bahia. Dos 365 dias do ano, 346 tiveram pelo menos uma morte por intervenção policial.

Após ação de ministério, Jerônimo diz que vai apurar “eventuais excessos” em operações policiais
Foto: Divulgação

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) usou as redes sociais para se posicionar sobre a movimentação do ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, que acionou a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos para acompanhar as apurações das mortes cometidas por policiais na Bahia.

 

O chefe do Executivo estadual disse que conversou com Almeida e que tem dialogado com o governo federal e órgãos do sistema de Justiça sobre segurança pública e redução da letalidade policial.

 

“O nosso compromisso é na apuração de casos de eventual excesso por parte de qualquer servidor, qualificação permanente da atuação  policial para garantir mais eficiência na ação, respeito à legislação e preservação da vida”, escreveu o governador em sua conta no Twitter, na noite de domingo (6).

 

Na última semana, ao menos 30 pessoas foram mortas em operações policiais no estado. No dia 28 de julho, sete homens morreram em confronto com a Polícia Militar em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

 

No dia 30, duas mulheres e seis homens morreram após confronto com a polícia, na localidade do Morro do Tigre, zona rural de Itatim, no interior da Bahia. No dia seguinte, mais quatro pessoas morreram em confronto com a PM no bairro de Cosme de Farias, em Salvador.

 

O Ministério Público estadual (MP-BA) abriu investigações para apurar as circunstâncias das mortes registradas durante ações policiais ocorridas nos municípios de Salvador, Camaçari e Itatim.

 

As investigações serão conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp), em conjunto com os promotores de Justiça criminais  das  respectivas comarcas. O MP também acompanhará o andamento dos inquéritos policiais instaurados na Polícia Civil para apuração dos fatos.

 

Imagem: Reprodução Twitter

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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