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operacao soberania cacaueira
Quatro presos foram transferidos de Itabuna, no Sul, para o Conjunto Penal de Barreiras, no Extremo Oeste baiano, e para Salvador. O deslocamento ocorreu durante a Operação "Soberania Cacaueira" deflagrada nesta segunda-feira (17), no Conjunto Penal de Itabuna. A transferência foi feita pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), por meio da Polícia Penal.
Seap transfere para presídios de Barreiras e Salvador acusados de ordenar crimes no Sul baiano
— BN Municípios (@BNMunicipios) March 17, 2025
Imagem: Hildázio Santana / Seap-BA pic.twitter.com/NknnDWbc7M
Segundo a Seap, os quatro presos são acusados de exercer influência sobre grupos criminosos responsáveis pelo tráfico de drogas, homicídio e outros crimes violentos, naquela região. As ações da Operação Soberania Cacaueira também visam a garantia da ordem e da disciplina dentro do presídio de Itabuna, por meio das revistas em internos e a retirada de celulares e outros ilícitos de dentro das celas.
A Seap acredita que com as apreensões, a possibilidade de comunicação dos custodiados com o lado externo foi eliminada. As buscas são realizadas pelo Grupamento Especializado em Operações Prisionais (Geop) e policias penais com o apoio de policiais militares.
A megaoperação tem o acompanhamento do Ministério Público da Bahia, através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e do Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep) do Ministério Público da Bahia (MPBA) e da Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe/Cacaueira), da Cipe/Sudoeste e do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer) da Polícia Militar.
As atividades em campo, que são coordenadas pela Superintendência de Gestão Prisional (SGP), por meio da Diretoria de Segurança Prisional (DSP), também tem a participação de policiais penais da Central de Monitoramento Eletrônico de Pessoas (CMEP), da Coordenação de Monitoração e Avaliação do Sistema Prisional (CMASP).
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André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.