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operacao pao e circo
Um esquema de cartel, fraude em licitações e corrupção envolvendo o setor de entretenimento é alvo da Operação Pão e Circo, deflagrada na manhã desta terça-feira (7) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em Santa Catarina. Entre os investigados está o empresário José Clemir Spinelli, alvo de um mandado de prisão preventiva.
Ao todo, foram cumpridos 49 dos 50 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça. As ações ocorreram em 19 cidades, sendo 18 em Santa Catarina e uma em Porto Alegre (RS), com diligências em residências, empresas e órgãos públicos.
Segundo o Ministério Público, as investigações apontam que empresários do ramo de eventos teriam formado um cartel para manipular licitações, eliminar a concorrência e controlar contratações de shows com artistas de projeção nacional. O grupo também é suspeito de recorrer ao pagamento de propina a agentes públicos e à lavagem de dinheiro para ocultar recursos obtidos de forma ilícita.
Por envolver investigados com foro por prerrogativa de função, os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões em bens e valores, além de medidas cautelares, como afastamento de funções públicas, proibição de contratar com o poder público e restrições de contato entre investigados e testemunhas.
Os mandados foram cumpridos nos seguintes municípios:
- Abdon Batista
- Apiúna
- Aurora
- Bombinhas
- Brusque
- Canoinhas
- Governador Celso Ramos
- Indaial
- Itaiópolis
- Itapema
- Laurentino
- Mafra
- Palhoça
- Porto Belo
- Pouso Redondo
- Santa Terezinha
- São Bento do Sul
- Três Barras
- Porto Alegre (RS)
Os materiais apreendidos serão submetidos à perícia da Polícia Científica. Após a análise, as evidências serão utilizadas para dar continuidade às investigações sobre o suposto esquema criminoso.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Teriam desrespeitado decisão do Supremo e, em tese, teriam autorizado pagamentos remuneratórios e indenizatórios superiores aos parâmetros constitucionais fixados".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) ao determinar que os presidentes de sete TJs (Tribunais de Justiça) expliquem indícios de descumprimento à tese da corte sobre os penduricalhos.