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operacao narco fluxo
O cantor MC Ryan SP deu a primeira entrevista após deixar a prisão na última semana, e não conteve as lágrimas ao falar sobre o período detido e a Operação Narco Fluxo, que investiga uma movimentação bilionária de lavagem de dinheiro através de jogos de azar e empresas de entretenimento.
Em entrevista ao Domingo Espetacular, Ryan, que é apontado como um dos líderes da organização crimonisa, afirmou que não movimentou R$ 1,6 bilhão em lavagem de dinheiro e declarou nunca ter visto essa quantia na vida.
Mc Ryan SP gagueja, sua e chora ao negar envolvimento em lavagem de dinheiro pro crime organizado. pic.twitter.com/5OwshuVKBM
— POPTime (@poptime) May 18, 2026
"Eu não liderei nada disso. Não lavo dinheiro para o PCC. Não lavo o dinheiro pro Comando Vermelho, não lavo o dinheiro para nada. Eu faço as minhas publicidades, como todo mundo faz. Tudo vai ser provado, tudo vai ser resolvido e lá na frente eu vou cantar o hino da vitória", disse.
O cantor, que não soube calcular o tamanho da própria fortuna, afirmou que toda movimentação financeira é responsabilidade os donos das plataformas de apostas.
"Eu acho que estou sendo acusado disso por eu ser um cara da mídia. Um funkeiro. Eu acho que é isso. Mas tudo vai se resolver, tudo vai ser provado e lá na frente eu vou cantar o hino da vitória, se Deus quiser. Eu divulgava bet, assim como quase todos os influencers do Brasil divulgam. Eu apenas divulguei a bet, só isso. [Sobre] O dinheiro das bets quem tem que falar é o dono das bets, o meu dinheiro é legal."
O funkeiro ainda chorou ao relembrar o período preso e confessou ter errado muito com a família e a esposa.
"Deus me colocou ali para me mostrar muita coisa da minha vida, pra dar valor a muita coisa que é importante. Dar valor verdadeiramente ao tempo, à liberdade, à minha mulher, à minha filha. Eu errei muito também. Errei com a minha esposa, errei com a minha família. [Na cadeia,] Eu chorava, olhava as fotos da minha filha e falava: 'Deus, por que eu estou aqui?'. Eu sofri muito na cadeia. Ficar longe da minha filha."
O cantor MC Ryan SP, solto na última quinta-feira (14) após dias em um presídio de São Paulo como alvo da Operação Narco Fluxo, repetiu o discurso dado por MC Poze do Rodo, que também foi liberado pela Justiça, no Rio de Janiro.
Ao deixar a Penitenciária 2 de Mirandópolis, no interior de São Paulo, o artista, que é apontado pela Polícia Federal como líder do esquema de lavagem de dinheiro, afirmou não ter ligação com nenhuma facção.
No Instagram, o funkeiro afirmou que o maior desejo dele atualmente é voltar para os palcos: "Não sou bandido, não sou faccionado, só quero cuidar da minha família e cantar funk. Ontem estava em uma cela, chorando, com saudade da minha família, de fazer show, e com saudades dos meus fãs".
As investigações da Polícia Federal apontaram que o cantor era suspeito de liderar uma engrenagem criminosa voltada à lavagem de dinheiro do crime organizado e do tráfico de drogas, com uso de bets, rifas ilegais e empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento.
Segundo os documentos da PF, os envolvidos transferiam participações societárias para familiares e "laranjas" do artista "para distanciar o capital ilícito de sua pessoa física antes de reinseri-lo na economia formal, mediante aquisição de imóveis, veículos de luxo, joias e outros ativos de alto valor".
De acordo com as investigações divulgadas pelo portal Metrópoles, o grupo teria movimentado valores de mais de três toneladas da droga. A Justiça Federal, por meio da 5ª Vara de Santos, autorizou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de 77 investigados na Operação, com base no lucro estimado dessas atividades ilícitas e nas movimentações financeiras identificadas.
A defesa do artista informou que todos os valores que transitam nas contas do funkeiro "possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos".
A Justiça Federal mandou soltar os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, e o dono da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, que foram presos no início de abril na Operação Narco Fluxo, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a casas de apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas.
De acordo com o UOL, o Tribunal Federal considerou que ainda não havia denúncia formal apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) contra os investigados.
No entanto, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares aos cantores e influenciadores. Entre elas, informar à Justiça o endereço onde podem ser encontrados e comunicar qualquer mudança, além de não poder deixar a cidade onde moram por mais de cinco dias sem autorização judicial e se apresentar mensalmente em juízo para comprovar suas atividades.
A decisão foi motivo de comemoração para a defesa dos investigados. Fernando Henrique Cardoso, advogado do MC Poze do Rodo, celebrou a soltura e considerou a prisão do funkeiro desnecessária e ilegal.
O advogado do dono da Choquei, Pedro Paulo, afirmou que ele seguirá colaborando com as autoridades no caso. "A revogação (...) reafirma a importância do devido processo legal, da presunção de inocência e das garantias constitucionais que regem o Estado Democrático de Direito".
Ryan é apontado pela Polícia Federal como líder do esquema de lavagem de dinheiro, utilizando de empresas de produção musical e entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos vindos das apostas ilegais e rifas digitais.
Operação bloqueou quantia bilionária e apreendeu veículos de luxo. O cantor, até o momento, não se pronunciou sobre o caso.
O funkeiro MC Ryan SP teve uma apresentação no litoral de São Paulo, na cidade de São Vicente, cancelada após ser preso pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento com organização criminosa que praticava lavagem de dinheiro.
Detido na Operação Narco Fluxo, o artista foi substituido pela organização do evento, que anunciou a alteração na grade por "motivos alheios" à vontade da empresa. A prisão não foi citada de forma direta.
"Informamos que, por motivos alheios à nossa vontade, o artista MC Ryan SP não poderá se apresentar. Contamos com a compreensão de todos."
Com isso, Ryan foi substituido por MC Lele JP, cantor que tem música em parceria com SP.
Na última quinta (16), a Justiça Federal manteve a prisão dos cantores MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e do empresário e influenciador digital Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil Choquei, após audiência de custódia realizada pelo Juízo da 5ª Vara Federal de Santos.
Ryan é apontado com um dos principais beneficiários do esquema criminoso que já movimentou mais de R$ 1,6 bilhão de forma ilícita. O funkeiro supostamente utilizava empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar o dinheiro que ganhava de forma legítima com o dinheiro de apostas ilegais e rifas digitais.
A Justiça Federal manteve a prisão dos cantores MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e do empresário e influenciador digital Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil Choquei, após audiência de custódia realizada pelo Juízo da 5ª Vara Federal de Santos.
O trio faz parte dos 33 investigados por suposto envolvimento com uma organização criminosa que faz lavagem de dinheiro, inclusive por meio de criptoativos, no Brasil e no exterior.
Poze e Ryan foram presos na operação Narco Fluxo da Polícia Federal, que deriva da Narco Bet, deflagrada em 2025. Ao todo, foram cumpridos 90 mandados judiciais, entre buscas e prisões.
Os mandados foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal, segundo a PF.
Poze do Rodo teria vínculo com empresas e estruturas financeiras relacionadas à circulação de recursos de rifas digitais e apostas, enquanto MC Ryan é apontado pela PF como líder e beneficiário econômico da engrenagem criminosa, utilizando empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar o dinheiro que ganhava de forma legítima com o dinheiro de apostas ilegais e rifas digitais.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.