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operacao lobo mau
Um homem denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) foi condenado a 10 anos e seis meses de prisão por associação criminosa, publicação e armazenamento de conteúdos de exploração infantil na internet. A sentença encerra a investigação decorrente da "Operação Lobo Mau", que prendeu dois homens pelos crimes citados em duas cidades baianas em outubro de 2024. A decisão foi sentenciada na última sexta (21).
De acordo com o denunciante, o laudo de perícia técnica apontou que um dos presos mantinha em seu celular arquivos de exploração sexual de crianças e adolescentes e disponibilizava esse conteúdo a terceiros por meio de aplicativos de mensagem, integrando uma rede voltada à circulação deste material de cunho criminoso.
As prisões fizeram parte da ‘Operação Lobo Mau’, que foi deflagrada simultaneamente em 20 estados brasileiros com o objetivo de desarticular uma ampla rede criminosa envolvida na produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil. Na Bahia, a investida policial resultou na prisão em flagrante de dois homens na capital baiana e no município de Correntina, situado na Bacia do Rio Corrente.
Com a decisão, o suspeito, já preso, segue à disposição da Justiça e cumprirá grande parte da pena de 10 anos em regime fechado.
Dois homens foram presos na Bahia durante uma operação de âmbito nacional de combate a uma rede de abuso sexual infantil. Os suspeitos foram detidos nesta quinta-feira (31) em Salvador e em Correntina, no Extremo Oeste baiano.
Segundo o Ministério Público do Estado (MP-BA), os suspeitos foram detidos por armazenar, disponibilizar e trocar vídeos e fotografias pornográficas envolvendo crianças e adolescentes. Além das prisões, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, como celulares, usados para a produção e armazenamento do conteúdo. O material vai passar por análise e deve servir para identificar outros envolvidos na rede.
Intitulada de Lobo Mau, a operação descobriu um número expressivo de suspeitos que para chegar às vítimas, dissimulavam o fato de serem adultos e entravam em contato com crianças e adolescentes, por meio de variados tipos de plataformas digitais.
O objetivo era induzi-las a produzir conteúdo de nudez, e até mesmo de sexo, para consumir o material produzido e depois o distribuir em grupos fechados de troca de mensagens, como o Telegram, o Instagram, o Signal e o WhatsApp, inclusive em jogos como o Roblox.
As prisões ocorreram em uma ação integrada do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca) e da Polícia Civil por meio do Núcleo Especializado em Repressão a Crimes Contra Crianças e Adolescentes no Ambiente Virtual (Nercca).
A operação acontece em 20 estados do país e cumpre 94 mandados de busca e apreensão e um de prisão. O nome da operação faz referência ao tipo de predador sexual que se esconde atrás de uma fachada de normalidade para se aproximar da vítima, ganhar a confiança dela e depois atacá-la.
A situação seria potencializada no ambiente virtual, já que as pessoas não se veem.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.