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operacao jogo sujo
Um homem de 40 anos, investigado pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e fraude financeira no Ceará, foi preso em Salvador nesta quinta-feira (21). O cumprimento de mandado de prisão preventiva ocorreu no âmbito da Operação Jogo Sujo, deflagrada pelas Polícias Civis da Bahia e do Ceará.
O suspeito é apontado como integrante de uma organização criminosa responsável pela movimentação ilícita de aproximadamente R$15 milhões em um período de três anos, no Ceará. Ele foi localizado no bairro de Patamares.
O mandado foi expedido pela 3ª Câmara de Custódia e Garantias do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) e também determinava busca e apreensão domiciliar no local onde o investigado fosse encontrado. Com ele, foram apreendidos um notebook, um celular, pen drives, quantia em espécie em moeda estrangeira, um veículo e documentos.
O suspeito foi encaminhado para a unidade policial, onde teve o mandado de prisão preventiva cumprido, permanecendo custodiado à disposição do Poder Judiciário. A prisão do acusado foi acompanhada institucionalmente pela Ordem dos Advogados do Brasil Bahia (OAB-BA).
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (27) uma operação de combate a desvios de recursos públicos e fraudes em licitações em Gongogi, no Médio Rio de Contas, Sudoeste baiano.
Os casos teriam ocorrido na contratação de transporte escolar e obras de infraestrutura entre 2021 e 2024, durante primeiro mandato do prefeito, que foi reeleito, Adriano Mendonça (Avante). A operação foi denominada de Jogo Sujo.
Segundo a PF, as diligências realizadas apontam que as licitações teriam sido fraudados (direcionados) para beneficiar duas empresas de Gongogi, que juntas receberam mais de R$ 7 milhões no período investigado.
Os mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quinta visam a coleta de documentos (processos licitatórios, pagamentos) e mídias (celulares, computadores) para aprofundamento da investigação em relação à participação dos envolvidos e à (in)execução dos serviços pagos pela prefeitura.
Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da SSJ de Itabuna. A PF disse ainda que esta é a segunda investigação conduzida pela Delegacia de Polícia Federal em Ilhéus, no Sul, envolvendo contratos da prefeitura de Gongogi.
Sete mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos na manhã desta quarta-feira (29) em Vitória da Conquista, no Sudoeste baiano. As ações fazem parte das operações “Reciclagem” e “Jogo Sujo” que investigam homicídios ocorridos no município entre 2020 e 2023. Os investigados são apontados como membros de um grupo de extermínio, que também atuam também com jogos de azar.
Operações combatem grupo de extermínio em Vitória da Conquista; investigados também atuariam em jogos de azar
— BN Municípios (@BNMunicipios) May 29, 2024
Imagem: MP-BA pic.twitter.com/ITPUR9f3EP
Equipes do Ministério Público do Estado (MP-BA) e da Secretaria da Segurança Publica da Bahia (SSP-BA) trabalham nas ações. Segundo o MP-BA, o trabalho é desenvolvido por meio da Força Correcional Especial Integrada (Force) da Corregedoria Geral da SSP-BA e dos Grupos de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) do MP-BA.

Foto: Divulgação / MP-BA
As ações ainda contam com o apoio das Coordenadorias de Vitória da Conquista e de Brumado, além da Corregedoria da Polícia Militar. Os mandados judiciais foram expedidas pela Vara do Júri da Comarca de Vitória da Conquista.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.