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Um homem de 21 anos, alvo da Operação Gênesis, foi preso na manhã desta quarta-feira (17), no bairro da Mata Escura, em Salvador. A operação começou na terça-feira (16) para desarticular uma organização criminosa com atuação em Salvador e ramificações interestaduais.
Com essa prisão, chega a 24 o número de alvos identificados ao longo da operação. De acordo com a Polícia Civil, o homem detido na Mata Escura é sobrinho da principal liderança da organização criminosa e assumiu posição de destaque dentro da estrutura do grupo após a morte de um antigo gerente durante a Operação Saigon.
Considerado de alta periculosidade, o suspeito atuava como integrante do braço armado da organização, sendo responsável pela logística de armamentos de grosso calibre, incluindo fuzis, além de receber determinações diretas das lideranças para a execução de ataques contra grupos rivais.
As investigações apontam ainda que ele exercia forte controle territorial em áreas dominadas pela organização criminosa, monitorando a movimentação das forças de segurança e impondo regras nas comunidades sob influência do grupo. O investigado também participava ativamente da venda e distribuição de entorpecentes nos pontos de venda controlados pela facção.
Segundo o inquérito policial, o suspeito também atuava como elo entre a organização criminosa e integrantes especializados em roubos de veículos, articulando a retirada de rastreadores e a utilização de veículos roubados na logística das atividades criminosas. Ele segue sob custódia e à disposição da Justiça.
A Operação Gênesis, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta terça-feira (16), prendeu 22 suspeitosidentificados como integrantes de uma organização criminosa responsável por pelo menos 15 homicídios registrados entre 2025 e 2026, em Salvador. Dos 22 alvos alcançados, 21 eram objeto de mandados de prisão preventiva e um foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.
Entre os investigados com ordens judiciais, dois resistiram às abordagens policiais e morreram em confronto. As equipes policiais efetuaram prisões em Salvador, Lauro de Freitas, na Região Metropolitana; em Macaé, no estado do Rio de Janeiro, e nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina.
Em Santa Catarina, sete integrantes da organização criminosa foram alcançados pela operação. Desses, cinco tiveram mandados de prisão cumpridos, um foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e outro morreu após confronto com as equipes policiais durante o cumprimento da ordem judicial.
Cinco mandados foram cumpridos contra investigados que já se encontravam custodiados no sistema prisional, sendo três na Bahia e dois em Santa Catarina. A ação é resultado de dois anos de trabalho conduzido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Coordenação de Operações e Inteligência (COI).
Durante a operação, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão. As equipes apreenderam armas de fogo, porções de entorpecentes, documentos, aparelhos celulares e equipamentos eletrônicos que serão submetidos à análise pericial e incorporados às apurações em andamento.

Foto: Polícia Civil da Bahia
INVESTIGAÇÃO EM CURSO
As apurações apontam que a organização criminosa possuía atuação estruturada e elevado grau de violência, utilizando barricadas, sistemas de videomonitoramento, câmeras e drones para monitorar a movimentação das forças de segurança e intimidar moradores das comunidades sob sua influência.
As investigações apontam que a organização criminosa atuava na região de Águas Claras e posteriormente expandiu suas atividades para o estado de Santa Catarina, onde mantinha um núcleo operacional voltado ao tráfico de drogas e à prática de homicídios.
O grupo tinha como principal liderança em liberdade Rogério de Andrade Gonçalves, de 33 anos. Durante o cumprimento de mandado de prisão preventiva no município de Retirolândia, o investigado reagiu à abordagem policial e efetuou disparos contra as equipes. Houve confronto, e ele foi atingido. Rogério chegou a ser socorrido para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com as apurações, ele exercia papel central na estrutura criminosa, sendo responsável por determinar ações relacionadas ao tráfico de drogas, homicídios e demais atividades ilícitas praticadas pelo grupo na região de Águas Claras.
As apurações prosseguem com a análise do material apreendido e o aprofundamento da responsabilização criminal dos integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (16), a Operação Gênesis, para cumprimento de mandados contra uma organização criminosa investigada por envolvimento em pelo menos 15 homicídios registrados entre os anos de 2025 e 2026. Os crimes estão relacionados a disputas territoriais e ao controle do tráfico de drogas, com atuação predominante nos bairros de Águas Claras e Cajazeiras 5, em Salvador.
As investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Coordenação de Operações e Inteligência (COI), apontam que a organização possui atuação estruturada e elevado grau de violência. As apurações indicam que os homicídios investigados não se tratam de fatos isolados, mas integram uma estratégia criminosa voltada à disputa pelo controle do tráfico de drogas na região.
A ofensiva tem como foco a desarticulação de lideranças, gerentes financeiros e executores da organização criminosa, buscando interromper o ciclo de violência armada que afeta comunidades baianas e consolidar elementos de autoria relacionados às execuções atribuídas ao grupo.

Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia
As medidas judiciais são cumpridas nos bairros de Águas Claras, Sussuarana e Nova Sussuarana, na capital baiana, além dos municípios de Lauro de Freitas e Retirolândia. A operação também alcança os estados do Rio de Janeiro, nas cidades de Nova Iguaçu e Macaé, e de Santa Catarina, nos municípios de Camboriú e Itapema.
Segundo os elementos reunidos ao longo das investigações, o grupo utilizava armamento de alto poder ofensivo, monitoramento permanente das forças de segurança e execuções sistemáticas de integrantes de grupos rivais e de pessoas apontadas como opositoras aos interesses da organização.
DESDOBRAMENTO DE OPERAÇÃO
A Operação Gênesis é resultado direto das investigações iniciadas a partir da Operação Saigon, deflagrada em setembro de 2023 contra o mesmo grupo criminoso. A atual fase incorpora elementos probatórios compartilhados judicialmente, além de novas provas produzidas ao longo de cerca de dois anos de investigações conduzidas pela Polícia Civil da Bahia.
Para garantir o cumprimento simultâneo das medidas judiciais, a operação mobiliza 80 equipes e mais de 300 policiais, configurando uma das maiores ações integradas de enfrentamento ao crime organizado realizadas pelo DHPP nos últimos anos.
A ação também conta com o apoio da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP/BA), por meio da Superintendência de Inteligência (SI), além das Polícias Civis dos estados do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Mais informações serão divulgadas após a consolidação dos resultados da operação.
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta terça-feira (25) a Operação Gênesis. A ação investiga uma suspeita de esquema de fraude em licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro em contratos da prefeitura de Itacaré, no Litoral Sul.
Além de Itacaré, cerca de 30 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Itabuna, Ilhéus, Itajuípe, Ubaitaba, Jequié, além de Cachoeiro de Itapemirim (ES).
A Justiça Federal também determinou o afastamento cautelar de sete agentes públicos e autorizou o sequestro de bens de investigados, que pode chegar a R$ 20 milhões.
Segundo a PF, as investigações apontam que o grupo atuou entre 2018 e 2024. Duas empresas locais, registradas em nome de laranjas e sem estrutura para executar contratos de grande porte, teriam recebido mais de R$ 30 milhões em recursos públicos.
Ainda conforme a corporação, parte expressiva desse valor foi desviada por agentes públicos municipais, com a participação de empresas e intermediários.
Nesta fase, a ação busca aprofundar a coleta de provas sobre o funcionamento do esquema e o envolvimento de cada investigado, além de garantir o ressarcimento ao erário.
Os suspeitos podem responder por fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. Outros crimes podem ser incluídos conforme o avanço das apurações.
O Tribunal Regional Federal liberou os 19 ônibus apreendidos durante a Operação Gênesis, realizada pela Polícia Federal, no Município de Porto Seguro, para combater uma organização criminosa na gestão da ex-prefeita Cláudia Oliveira, entre os anos de 2013 e 2016. Os veículos serão repassados à Prefeitura Municipal para serem utilizados no reforço à frota da rede municipal.
Operação Gênesis
A Operação Gênesis teve o objetivo de combater a máfia do transporte público na gestão da ex-prefeita Cláudia Oliveira que, juntamente com o marido, chegou a ser presa pela Polícia Federal por desvio de R$ 250 milhões da Educação do Municipio. Ambos foram encaminhados ao presídio de Teixeira de Freitas, onde ficaram presos.
Durante a operação, diversos ônibus foram apreendidos como parte das investigações devido a diversas irregularidades, corrupção e outros crimes, envolvendo empresas de transporte coletivo.
Nesta segunda-feira, 26/6, uma decisão judicial deliberou que os 19 ônibus apreendidos fossem devolvidos ao município.
Quanto aos desvios de mais de R$ 250 milhões da Educação, apurados pela Polícia Federal, na mesma gestão de Claúdia Oliveira, o município fica no aguardo de uma possível devolução para que esses recursos sejam aplicados em prol de melhores salários para os educadores!
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Nesse caso em especial, o deputado tá com seu advogado respondendo as questões na justiça. É um caso de justiça. E meu limite vai até aí".
Disse entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (30) ao programa Bahia Notícias no Ar, na Rádio Antena 1 Salvador, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), repercutiu a oficialização da pré-candidatura à reeleição do deputado estadual Binho Galinha (Avante).