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opera dos terreiros
O Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, será palco de uma apresentação única de Ópera dos Terreiros no dia 11 de novembro de 2026, às 20h. Criada pelo maestro Aldo Brizzi e pelo poeta Jorge Portugal, a obra retorna à capital baiana após uma trajetória de projeção internacional, reunindo história, cultura e espiritualidade afro-brasileiras.
Ambientada no Recôncavo Baiano de 1840, a trama acompanha o romance proibido entre Nzailu, um homem bantu que vive em um quilombo, e Dara, uma mulher nagô que trabalha na Casa-Grande. Em meio ao contexto da sociedade escravocrata, o relacionamento dos dois serve como ponto de partida para abordar a diáspora africana, a ancestralidade, a resistência e a formação do Brasil.
A narrativa entrelaça acontecimentos históricos ao universo dos orixás, de modo que Exu, Oxum, Iansã e a Dona do Tempo interferem no destino dos protagonistas. A composição cênica é acompanhada por uma trilha sonora que combina percussão afro-brasileira, música eletrônica, vozes líricas, coro e performance.
A união dos elementos resulta em uma ópera brasileira contemporânea, que coloca a perspectiva brasileira no centro da apresentação.
Lançada em 2020, Ópera dos Terreiros já foi exibida em canais como France Télévisions e TV5MONDE, além de ter sido premiada na Olimpíada Cultural de Paris, em 2024. Em 2025, a obra foi tema de enredo no Carnaval do Rio de Janeiro e, em agosto de 2026, participou da Biennale Vodun Hwendo, no Benin.
A apresentação integra a fase de operação-teste da Sala Principal do Teatro Castro Alves, após o período de reformas. Os ingressos custam entre R$ 20 e R$ 100 e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pela plataforma Sympla.
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O Núcleo de Ópera da Bahia (NOP) apresenta a “Ópera dos Terreiros” no dia 14 de março na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, dentro do projeto Concha Negra. A apresentação tem início às 18h30, com abertura do projeto Casalabê.
Com música e libreto de Aldo Brizzi e letras de Jorge Portugal, o coro do NOP sobe ao palco para realizar uma montagem que aborda o amor entre os personagens Nzailu e Dara, uma espécie de “Romeu e Julieta” das pessoas negras escravizadas para construir o Brasil.
Enquanto os bantos foram destinados ao trabalho pesado nas lavouras de cana-de-açúcar, café e mineração, sendo também foram os primeiros a montarem as resistências quilombolas, os nagôs chegaram depois e ficavam responsáveis por serviços domésticos. Por conta destas diferenças, a família de Dara, que é nagô, jamais consentiria seu casamento com Nzailu, que era banto, e, portanto, visto como “afeitos ao trabalho braçal” e cultuadores de inquices, não dos orixás.
SERVIÇO
O QUÊ: Núcleo de Ópera da Bahia (NOP) - “Ópera dos Terreiros”
QUANDO: Sábado, 14 de março, às 18h30
ONDE: Concha Acústica do Teatro Castro Alves – Salvador (BA)
VALOR: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.