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Uma operação do Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo resgatou 40 trabalhadores em condições análogas à escravidão nos municípios de Sussuapara, Floriano e Oeiras, no Piauí. A ação foi realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-PI), Polícia Federal (PF), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Defensoria Pública da União (DPU).
Em Sussuapara, 22 trabalhadores da construção civil foram resgatados, enquanto em Floriano, 8 trabalhadores, incluindo um adolescente de 17 anos, foram encontrados em condições degradantes na extração de palha de carnaúba. Em Oeiras, outros 10 trabalhadores também foram resgatados na mesma atividade.
As fiscalizações revelaram a ausência de direitos trabalhistas e condições precárias, como falta de instalações sanitárias, água imprópria, ausência de equipamentos de proteção individual (EPIs) e alojamentos superlotados. O procurador Edno Moura lamentou a persistência do trabalho escravo e destacou a necessidade de condições dignas de trabalho.
Os empregadores se comprometeram a pagar cerca de R$ 200 mil em verbas rescisórias e R$ 95 mil em danos morais individuais. Com os resgates de 2026, o Piauí totaliza 100 trabalhadores resgatados, um aumento significativo em relação aos anos anteriores.
O procurador enfatizou a importância da atuação integrada dos órgãos públicos e fez um apelo à população para denunciar situações de trabalho escravo, que podem ser feitas presencialmente ou pelo site do MPT-PI e WhatsApp.
Fundada no ano de 2010 em Oeiras, localidade próxima a Lisboa, em Portugal, com o objetivo de animar uma galeria dedicada predominantemente à arte africana e brasileira, a Associação Luso Afro Cultural Brasileira Muxima realiza a primeira edição da Semana Cultural da Bahia. “O primeiro evento que fizemos foi a celebração de um dia da África com um grupo de amigos baianos. Mais recentemente decidimos começar a organizar semanas culturais temáticas e fez todo o sentido iniciarmos com a Bahia”, explica Maria da Conceição de Almeida Santos, presidente da associação, revelando que a iniciativa acontece entre 25 e 27 de outubro, tem apoio da prefeitura de Oeiras e contará com atrações variadas como poesia, gastronomia, música, literatura e capoeira.
Além da participação de diversos artistas baianos residentes em Portugal, um dos destaques da programação será o show “Quilombo, luta e resistência”, do grupo cultural Quixabeira da Matinha, criado na zona rural de Feira de Santana no ano de 1989 pelo sambador Coleirinho da Bahia, autor da música “Alô meu Santo Amaro”. Formado por trabalhadores rurais que desenvolvem um samba marcado por diversas manifestações populares, a exemplo da bata de feijão, folia de reis, cantiga de roda e boi da roça, o grupo realizará ainda oficinas de samba de roda e de percussão, com o objetivo de apresentar ao público português a identidade musical do samba rural. Para realizar esta, que é sua primeira apresentação internacional, o Quixabeira da Matinha foi contemplado pelo Edital de Mobilidade Artística e Cultural, com apoio financeiro do Estado da Bahia, via Fundo de Cultura.
Outro ponto forte da programação da Semana Cultural da Bahia é um “showcooking” com degustação de cozinha baiana. “Quanto ao Chef nós convidámos vários e estamos agora num processo de seleção. Ainda não definimos qual deles vai ser. Tem também a ver com as propostas destes em relação às receitas que pretendem apresentar”, conta a presidente da associação Muxima, destacando que o evento contará também com uma exposição do pintor português Neves e Sousa, cuja obra tem grande influência da cultura baiana, já que ele viveu maior parte da vida na África e morou em Salvador por 20 anos, até sua morte, em 1995.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.