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nucleo de equidade racial
A Defensoria Pública do Estado da Bahia, por meio da Ouvidoria Cidadã e do Núcleo de Equidade Racial (NER), foi ao Parque Pedra de Xangô, no bairro de Cajazeiras, em Salvador, para realizar uma escuta ativa da comunidade e de lideranças dos terreiros diretamente afetados pelas condições atuais do local.
Os depoimentos, colhidos na última quinta-feira (27), relataram a sensação de abandono do parque, evidenciada por situações como falta de segurança, iluminação precária e esgoto a céu aberto. Na ocasião, estiveram presentes a coordenadora do NER, Monica Antonieta, a ouvidora-geral, Tamikuã Pataxó, e a ouvidora-adjunta, Tiffany Odara, além de servidoras da Ouvidoria e do NER.
“Isso aqui não era para estar do jeito que está. Essa pedra pode emborcar qualquer dia. Eu peço por Deus, pelos Orixás, por Xangô que nos ajude. Isso me dói. Eu não gosto nem mais de vir aqui, eu choro mesmo, eu sinto uma dor pelo descaso, pelo abandono”, desabafou a Yá Dialá, matriarca da Pedra de Xangô.
A ideia de ir até o Parque nasceu de uma demanda apresentada à Ouvidoria Cidadã durante um evento realizado há dois meses. Diante dos relatos recebidos, a Ouvidoria convidou o NER para conhecer o território, ouvir quem convive cotidianamente com os problemas e compreender, a partir da própria comunidade, quais são as violações e necessidades mais urgentes. “Quando a gente pisa no território, a gente sente com a alma”, ressaltou a ouvidora-geral Tamikuã Pataxó.
Segundo Monica Antonieta, coordenadora do Núcleo de Equidade Racial, o objetivo do encontro foi ouvir as demandas para realizar intervenções pontuais e estratégicas e identificar se existem violações que vão desencadear um processo criminal ou se já existe algum tipo de investigação dentro da seara do racismo religioso. "O povo de santo quer respeito, quer reconhecimento, quer dignidade”, finalizou Monica.
A partir das quase três horas de escuta e das demandas apresentadas, a Defensoria vai dar encaminhamentos junto aos órgãos responsáveis pela manutenção, segurança, saneamento e preservação do espaço.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.