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A amizade transcontinental do baiano Jorge Amado e do português José Saramago está eternizada por meio das correspondências trocadas pelos dois poetas, e que chegam ao público através do livro "Com o Mar por Meio - Uma Amizade em Cartas" (Companhia das Letras), organizado por Bete Capinan. Pelas cartas e bilhetes trocados a partir de 1992 eles debatiam assuntos dos mais diversos, como atualidades, política, literatura e as especulações sobre prêmios como Camões e Nobel, este último considerado por Saramago uma “invenção diabólica”. Paloma Amado, filha de Jorge, revelou que todo mês de outubro a casa vivia a mesma tensão. "Papai foi indicado ao Nobel por 34 anos seguidos e a pressão e a cobrança em torno do prêmio era muito grande. Não da parte dele, mas dos outros. O clima pesava nas semanas que antecediam o anúncio por causa disso", contou Paloma à Folha de S. Paulo. Esta expectativa em torno destes concursos aparece nas cartas publicadas no livro. “Para dizer toda a verdade, devo convir que os 950 mil dólares do Nobel cairiam muito bem no bolso de um romancista português ou brasileiro, pobre de marré, marré", brincou Jorge Amado em uma correspondência de 1994, ano em que levou o Camões. "Não podemos viver como se a salvação de nossas duas pátrias dependesse de termos ou não prêmio Nobel. Mas como cairia bem esse dinheiro!...", respondeu Saramago, que venceu o Prêmio Camões, em 1995, e o Nobel de Literatura, em 1998.
Com quase quatro meses após o anúncio do prêmio, o cantor Bob Dylan recebeu no último sábado (1), em Estocolmo, o Nobel de Literatura. O atraso ocorreu por que o artista não compareceu à cerimônia oficial de entrega dos diplomas e medalhas, no dia 10 de dezembro de 2016. A Academia Sueca tinha estipulado um prazo até 10 de junho para o artista aceitar o Nobel e receber oito milhões de coroas suecas (839 mil euros). O membro da Academia Horace Engdahl confirmou à TV pública sueca, SVT, que o músico recebeu o prêmio no último sábado.
Após a Academia Sueca dar um prazo para que Bob Dylan decidisse se receberia ou não o Nobel de Literatura (clique aqui), o cantor e compositor finalmente resolveu aceitar o prêmio. De acordo com informações publicadas no jornal O Globo, o artista, que viajará a Estocolmo para fazer shows neste fim de semana, aproveitará para visitar a sede da Academia Sueca, responsável por conceder a honraria. "A boa notícia é que a Academia Sueca e Bob Dylan decidiram se encontrar neste fim de semana", anunciou Sara Danius, secretária da organização. "A Academia vai entregar o certificado e a medalha do Nobel, e felicitá-lo pelo Prêmio Nobel de Literatura", concluiu.
Lançado no último domingo (9), o projeto conta ainda com uma websérie com oito episódios de 60 segundos cada, revista em quadrinhos e um aplicativo para dispositivos móveis com dicas sobre o consumo consciente. Na oportunidade, a apresentação do projeto foi seguida por um show para as crianças, que Brown pretende apresentar em outros locais. "Quero voltar a Cachoeira e fazer esse concerto na praça", avisa. Para o músico, o fortalecimento da união entre a música e a literatura, como se pôde ver com o prêmio Nobel de Bob Dylan (saiba mais aqui), só valoriza o encontro entre as linguagens. "A poesia cantada, a poesia musicada está ganhando outros valores. Você está diante disso e, sabendo que nós podemos nos comunicar através da música e da literatura, isso nos fortalece muito e nos dá ênfase pra criar melhor", afirma. A programação da Fliquinha, nesta sexta (14), será encerrada com a segunda edição do bate-papo com o público e autora Roseana Murray.
Autor de clássico africano diz que daria Nobel a Jorge Amado: 'ele deu a mim o seu Brasil'

Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.