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A Bélgica não respondeu à polêmica apenas com nota oficial, recurso e reclamação nos bastidores. Respondeu com quatro gols, classificação e deboche. Após golear os Estados Unidos por 4 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, a seleção belga transformou a comemoração em recado direto sobre o caso Folarin Balogun.
O episódio aconteceu depois do quarto gol, marcado por Romelu Lukaku nos acréscimos. Em roda, jogadores belgas foram flagrados fazendo gestos associados à chamada “dança de Trump”, movimento em que o presidente dos Estados Unidos balança o quadril e movimenta os braços lentamente, gesto popularizado durante a campanha presidencial de 2024.
E para completar a HUMILHAÇÃO sofrida pelos EUA em casa, os jogadores belgas comemoraram o quarto gol com a dancinha de Trump!
— Análise Política (@analise2025) July 7, 2026
HAHAHAHAHAHAHAHA
Não sobrou nada para o pedófilo tirano! pic.twitter.com/rWC1NiJtdR
A brincadeira veio em meio à insatisfação belga com a decisão da Fifa de permitir que Balogun enfrentasse a equipe nas oitavas. O atacante dos Estados Unidos havia recebido cartão vermelho direto no jogo anterior, contra a Bósnia e Herzegovina, mas teve a aplicação da suspensão automática suspensa pela entidade.
A liberação aconteceu após Donald Trump afirmar que pediu à Fifa uma revisão do lance. O presidente norte-americano negou ter determinado qualquer mudança, mas comemorou publicamente a decisão e disse que a entidade corrigiu uma injustiça.
Dentro da Bélgica, o caso foi tratado como combustível. O meio-campista Nicolas Raskin afirmou que o elenco entrou em campo incomodado com o episódio.
"Muita coisa aconteceu fora de campo nos últimos dois dias. Houve um sentimento de injustiça no elenco, e estávamos determinados a responder em campo", afirmou.
Capitão da equipe, Youri Tielemans seguiu a mesma linha e disse que a resposta precisava vir no jogo.
"Dissemos a nós mesmos que tínhamos que responder em campo. Foi isso que fizemos", disse.
A provocação não parou no gramado. Após a classificação, a conta oficial da seleção belga publicou uma imagem de Lukaku com a mão na orelha e a legenda “anula isso”, em referência direta à discussão sobre a suspensão de Balogun.
Antes da partida, a Federação Belga de Futebol já havia manifestado surpresa com a decisão da Fifa. A entidade argumentou que o Código Disciplinar prevê suspensão automática para expulsões e afirmou que a liberação do atacante contrariava regras reforçadas pela própria Fifa em reuniões e circulares durante o torneio.
A Uefa também criticou a decisão e afirmou que a Fifa havia “cruzado uma linha vermelha” ao permitir que a punição não fosse cumprida imediatamente. A entidade europeia disse que o episódio colocava em risco a integridade da competição.
A Fifa, por sua vez, defendeu a legalidade do procedimento e afirmou que o cartão vermelho não foi anulado. Segundo a entidade, apenas a aplicação da suspensão foi adiada por período probatório, com base no Código Disciplinar.
Em campo, Balogun jogou, mas os Estados Unidos não resistiram. A Bélgica dominou a partida, construiu a goleada e eliminou uma das seleções anfitriãs da Copa. Com o resultado, os belgas avançaram às quartas de final, onde enfrentarão a Espanha.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Teriam desrespeitado decisão do Supremo e, em tese, teriam autorizado pagamentos remuneratórios e indenizatórios superiores aos parâmetros constitucionais fixados".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) ao determinar que os presidentes de sete TJs (Tribunais de Justiça) expliquem indícios de descumprimento à tese da corte sobre os penduricalhos.