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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

mprj

MP apura ingressos acima do limite em setores do Maracanã e suspeita de receita fora dos borderôs
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

Uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apura se Flamengo e Fluminense disponibilizaram ingressos acima do limite permitido em setores específicos do estádio e se parte das entradas efetivamente comercializadas deixou de aparecer corretamente nos borderôs das partidas. As novas informações foram publicadas pelo jornalista Diogo Dantas, de O Globo, nesta sexta-feira (11).

 

Segundo a publicação, autoridades trabalham com a suspeita de que bilhetes excedentes comercializados não estejam sendo contabilizados da forma adequada nos documentos financeiros dos jogos. A estimativa levantada pela investigação aponta que a eventual diferença poderia abrir margem para um desvio de aproximadamente R$ 1 milhão por mês. O caso ainda está em apuração e, até o momento, não há conclusão do Ministério Público sobre a ocorrência de irregularidade ou responsabilização dos clubes.

 

Flamengo e Fluminense administram o estádio por meio da Fla-Flu Serviços S.A.. O inquérito civil foi instaurado pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ) em 26 de agosto e analisa partidas realizadas entre dezembro de 2025 e agosto de 2026.

 

O ponto central não é necessariamente o número total de pessoas dentro do estádio. O Ministério Público identificou partidas nas quais há indícios de que a quantidade de ingressos emitidos para determinados setores superou a capacidade oficial dessas áreas.

 

Isso explica situações em que o público geral de um jogo pode permanecer abaixo da capacidade total do Maracanã e, ainda assim, existir suspeita de superlotação. Cada setor possui um limite próprio, que precisa ser respeitado independentemente de haver lugares disponíveis em outras partes do estádio.

 

Para entender as diferenças encontradas, o MPRJ solicitou a relação completa de ingressos emitidos em cada partida investigada. O levantamento precisa discriminar, setor por setor, bilhetes vendidos, cortesias e gratuidades, além do total efetivamente utilizado pelos torcedores nos acessos ao estádio.

 

As autoridades também querem saber se existe alguma justificativa técnica para casos nos quais o número de entradas disponibilizadas ou de pessoas autorizadas a entrar tenha ficado acima da capacidade prevista para determinado setor.

 

Além da segurança provocada por uma eventual superlotação, a investigação passou a observar como os ingressos excedentes aparecem — ou deixam de aparecer — nos borderôs das partidas.

 

O borderô reúne as principais informações financeiras de um jogo, incluindo receitas com bilheteria e despesas da operação. A suspeita investigada é de que entradas efetivamente comercializadas acima das cargas regulares possam não estar sendo registradas de maneira correspondente nesses documentos.

 

É justamente a comparação entre carga disponibilizada, ingressos emitidos, público que efetivamente entrou no estádio e valores declarados que poderá indicar se existe apenas uma divergência operacional ou uma irregularidade financeira.

 

Vale destacar que receitas ligadas a programas de sócio-torcedor e outras fontes podem ter tratamento diferente no borderô. Em explicações anteriores sobre a operação do Maracanã, a própria administração do estádio já havia ressaltado que o documento não representa necessariamente toda a movimentação financeira existente em uma partida.

 

Além de Flamengo, Fluminense e da Fla-Flu Serviços, o Ministério Público enviou ofícios ao Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e às empresas FutebolCard e Cognitive Ruptix Solution, responsáveis por etapas da comercialização e logística dos ingressos.

 

O objetivo é cruzar os registros de diferentes agentes envolvidos na operação para determinar quantos bilhetes foram gerados, quantos foram comercializados e quantos torcedores efetivamente passaram pelos acessos.

 

LEI PREVÊ PUNIÇÃO PARA EXCESSO DE INGRESSOS
A Lei Geral do Esporte determina que arenas com mais de 20 mil lugares tenham sistemas eletrônicos capazes de controlar o público e a movimentação financeira das partidas. A legislação também prevê sanções caso uma organização coloque à venda ingressos em quantidade superior à capacidade da arena ou permita público acima do limite autorizado.

MP recomenda suspensão de Jovem Fla e Força Jovem por 10 jogos após confusão no Maracanã
Foto: Acervo Pessoal

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) recomendou a suspensão das torcidas organizadas Jovem Fla, do Flamengo, e Força Jovem, do Vasco, por dez jogos. A medida foi apresentada nesta segunda-feira (18) e tem relação com a briga generalizada registrada nos arredores do Maracanã após o clássico entre os clubes, no dia 3 de maio.

 

O episódio terminou com um jovem torcedor atingido por bala de borracha. Ele perdeu a visão após a confusão nas imediações do estádio.

 

A recomendação foi encaminhada pelo Grupo de Atuação Especializada em Desporto e Defesa do Torcedor ao Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe). Caso seja aplicada, as torcidas ficarão impedidas de entrar em estádios do Rio de Janeiro com faixas, bandeiras, instrumentos musicais, roupas ou qualquer item que as identifique.

 

A restrição também vale para o perímetro de segurança das arenas esportivas.

 

Segundo o MPRJ, Jovem Fla e Força Jovem descumpriram o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o órgão. O documento prevê punições em caso de envolvimento das organizadas em brigas, tumultos ou atos que coloquem em risco a ordem pública.

 

"Na hipótese de a torcida organizada se envolver em quaisquer atos de violência, como brigas, tumultos ou atos que, de qualquer maneira, coloquem em risco a ordem pública, bem como proceder à realização de concentração de seus membros em violação ao acordado na cláusula anterior, independentemente de na data haver a realização de evento esportivo, serão aplicadas as medidas educativas de advertência ou suspensão de comparecimento portando os seus apetrechos, em estádios que sediem eventos esportivos de futebol, seja em campeonato estadual, nacional ou internacional", diz trecho do TAC.

 

Além da recomendação de suspensão, o Ministério Público determinou que as duas torcidas apresentem, em até cinco dias, listas atualizadas com os nomes de seus integrantes. Jovem Fla e Força Jovem também deverão prestar esclarecimentos sobre os fatos ocorridos após o clássico.

Goleiro Bruno é preso no Rio de Janeiro após descumprir liberdade condicional
Foto: Divulgação / Boa Esporte

O goleiro Bruno, condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, foi preso no fim da noite desta quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Ele era considerado foragido da Justiça havia cerca de dois meses.

 

De acordo com as informações do g1 Rio, o mandado de prisão contra o ex-jogador do Flamengo foi expedido no dia 5 de março, após a Vara de Execuções Penais entender que Bruno descumpriu condições impostas para permanecer em liberdade condicional.

 

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o goleiro viajou para o Acre no dia 15 de fevereiro, sem autorização judicial, para atuar pelo Vasco-AC. Depois disso, não retornou ao regime semiaberto no prazo determinado pela Justiça.

 

O MPRJ também apontou outros descumprimentos. Entre eles, a falta de atualização de endereço por três anos, desrespeito a horários de recolhimento, presença em locais proibidos — como um jogo no Maracanã, em fevereiro — e viagens sem autorização judicial, incluindo ida a um estádio em Minas Gerais.

 

De acordo com a Polícia Militar, Bruno foi localizado no bairro Porto da Aldeia. Ele não resistiu à abordagem e colaborou com os agentes durante a ação.

 

Após a prisão, o goleiro foi levado inicialmente para a 125ª DP, em São Pedro da Aldeia, onde o mandado foi cumprido. Em seguida, o caso foi encaminhado para a 127ª DP, em Búzios, responsável pela continuidade dos procedimentos legais.

 

Segundo o comando do 25º BPM, de Cabo Frio, a prisão foi resultado de uma ação conjunta entre o setor de inteligência da unidade e o serviço de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais.

 

CASO ELIZA SAMUDIO
Bruno Fernandes foi preso em 2010 pelo assassinato de Eliza Samudio, sua ex-namorada. O crime teve grande repercussão nacional e internacional.

 

Em 2013, ele foi condenado a mais de 22 anos de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. A Justiça concluiu que Eliza foi morta após cobrar o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o jogador, Bruninho Samudio, que atualmente é goleiro das categorias de base do Botafogo. 

 

Bruno permaneceu em regime fechado de 2010 a 2019, quando progrediu para o semiaberto. Em 2023, recebeu liberdade condicional.

 

Desde que deixou o sistema prisional, o ex-goleiro tenta retomar a carreira no futebol. Aos 41 anos, seu último clube foi o Capixaba Sport Clube, do Espírito Santo, de onde foi desligado há cerca de uma semana.

Dado Dolabella é investigado por suspeita de agressão contra namorada
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Ministério Público do Rio de Janeiro confirmou, nesta quarta-feira (29), que o ator Dado Dolabella é investigado por suspeita de agredir a atual namorada, a modelo Marcela Tomaszewski. O caso contra o ator tomou repercussão no fim de semana, apesar da negativa da atual Miss Gramado. 

 

Segundo o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Família contra a Mulher (CAO VD/MPRJ), um inquérito policial foi aberto. O inquérito será distribuído ao MP-RJ para análise após nova declaração da vítima. 

 

Um boletim de ocorrência foi registrado e apresentado na 14ª DP do Rio de Janeiro, mas, durante depoimento Marcela negou as agressões e não compareceu ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito. 


ENTENDA O CASO
O ator Dado Dolabella vem sendo alvo de acusações de agressão contra sua namorada Marcela Tomaszewski, desde o último sábado (25). Segundo jornalistas, o casal teria se desentendido e a Miss Gramado sofrer agressões verbais e violência física. 


Por duas vezes, o casal veio a público negas as informações. No entanto, imagens publicadas por uma amiga de Marcela mostravam a Miss com ferimentos que teriam sido supostamente provocados pelo ator. A modelo se recuou a denunciar o artista e dispensou o seu advogado.
 

Operação Blasfêmia: MP-RJ e Polícia Civil investigam esquema de estelionato religioso que movimentou R$ 3 milhões
Foto: Reprodução

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e a Polícia Civil deflagraram, nesta quarta-feira (24), a Operação Blasfêmia, que apura um esquema de estelionato religioso via telemarketing com atuação em todo o país. Segundo as investigações, o grupo cobrava até R$ 1.500 por supostos “milagres” e “promessas de cura”. Nos últimos dois anos, eles movimentaram pelo menos R$ 3 milhões.

 

Agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares. Luiz Henrique dos Santos Ferreira, que se apresenta como pastor Henrique Santini ou profeta Santini, é apontado como chefe da organização criminosa. A Justiça determinou o uso de tornozeleira eletrônica, o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens.
 

“Essa organização criminosa em nada tem a ver com um culto religioso. A intenção era arrecadar dinheiro e enganar os fiéis”, afirmou o delegado Luiz Henrique Marques, de Niterói.

 

Ao todo, 23 pessoas foram denunciadas e se tornaram rés por estelionato, charlatanismo, curandeirismo, associação criminosa, falsa identidade, crime contra a economia popular, corrupção de menores e lavagem de dinheiro. As penas podem chegar a 29 anos de prisão.

 

Santini estava em casa quando a polícia chegou e resistiu a abrir a porta. Após a ameaça de arrombamento, os agentes entraram e apreenderam R$ 32 mil em espécie, moedas estrangeiras (dólar e euro), sete celulares, cartões bancários em nome de terceiros e um simulacro de pistola. O passaporte dele também foi recolhido.

 

Em entrevista à TV Globo, ele alegou ser vítima de perseguição religiosa.

 

“Sou surpreendido com um mandado de busca e apreensão, e até agora não encontraram nada que pudesse me incriminar. Colaborei, entreguei todas as coisas possíveis. Eu entendo isso como uma perseguição religiosa. Sou formado em teologia e atuo como pastor há 10 anos em duas igrejas diferentes”, declarou.

 

Ex-jogador do Vasco é denunciado por desvio de recursos em projeto da UERJ
Foto: Divulgação

O ex-jogador do Vasco, Fábio Braz do Nascimento, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por envolvimento em um esquema de desvio de aproximadamente R$ 244 mil em recursos públicos. Segundo a investigação, a fraude ocorreu no âmbito do projeto de extensão universitária “Escola Criativa e de Oportunidades”, vinculado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A informação inicial é do portal Lance!

 

A denúncia, oferecida pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada, foi protocolada na última quarta-feira (4) e tramita na 17ª Vara Criminal da Capital. Além de Fábio Braz, também foram denunciados João Daniel Bove Gomes de Souza e Ademar da Silva Braga Junior, ambos com vínculos de amizade e relações empregatícias anteriores com o ex-jogador.

 

De acordo com o MPRJ, o trio repassou seus dados pessoais para serem incluídos de forma irregular nas folhas de pagamento do projeto. Mesmo sem exercerem qualquer atividade efetiva, os denunciados receberam salários indevidos entre janeiro e dezembro de 2022. Os valores desviados individualmente foram:

 

  • R$ 97.580 – Ademar da Silva Braga Junior
  • R$ 77.080 – Fábio Braz do Nascimento
  • R$ 69.700 – João Daniel Bove Gomes de Souza

 

A Promotoria destacou que os recursos deveriam ser destinados à sociedade, em serviços essenciais como saúde, educação e segurança pública, mas foram desviados para benefício pessoal de apadrinhados.

 

A investigação revelou que a fragilidade na execução do projeto foi determinante para a ocorrência dos desvios. Um parecer técnico do Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE/MPRJ) apontou ausência de contrato formalizado entre a UERJ e a Secretaria de Estado de Educação, além de:

 

  • Falta de padronização na gestão do projeto
  • Ausência de mecanismos de controle interno
  • Falhas na prestação de contas
  • Inconsistências na gestão de pessoal

 

Essas brechas administrativas foram fundamentais para permitir que pessoas sem qualquer vínculo real com o projeto recebessem pagamentos mensais.

 

Este não é um caso isolado. Em janeiro deste ano, o MPRJ já havia denunciado 19 pessoas envolvidas em outro esquema de desvio de mais de R$ 6 milhões em projetos de extensão da UERJ, incluindo o próprio Escola Criativa e de Oportunidades. A prática, segundo os promotores, era baseada no uso indevido de cargos e favorecimento de pessoas próximas para recebimento de salários sem contraprestação de serviços.

Influenciadoras acusadas de 'racismo recreativo' por entregar banana a criança negra faltam audiência
Reprodução / Redes Sociais

As influenciadoras Kerollen Cunha e Nancy Gonçalves acusadas de injúria racial e "racismo recretativo" contra duas crianças negras, não compareceram na quinta-feira (13) à primeira audiência de instrução e julgamento sobre o caso no Fórum de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. As informações são do G1.

 

Segundo o Ministério Público de Rio de Janeiro (MP-RJ), a entrega de bananas e macaco de pelúcia a crianças negras é uma presunção racista em que pessoas pretas seriam associadas a macacos. O MP-RJ pede a condenação das duas influenciadoras, e o pagamento de R$ 20 mil para cada uma das vítimas, como indenização por dano moral.


 

De acordo com o G1, a juíza responsável remarcou a audiência para abril. O advogado da família das vítimas, João Marcos Viana de Moraes afirmou que há a possibilidade de que o não comparecimento é uma estratégia das acusadas para tentar se esquivar da Justiça.

 

RELEMBRE O CASO

 

Em 2023, Kerollen e Nancy gravaram dois vídeos com crianças negras em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, perto de onde elas moravam, em que aparecem entregando uma banana ao menino negro.

 

A gravação mostra Kerollen conversando com o menino na calçada e questiona se ele gostaria de ganhar um presente ou R$ 10. Ele opta pelo presente, mas, ao perceber que se tratava de uma banana, responde “só isso?”, afirma que não gostou e sai andando.

 

A conduta foi filmada e divulgada em rede social em tom de deboche, sendo considerada ofensiva à dignidade da criança, segundo o MP.

 

Veja vídeo:

 

 

 Ministério Público vai investigar as causas do incêndio na fábrica de óleo no RJ
Foto: Divulgação

O Ministério Público do Rio de Janeiro investigará as causas e consequências do incêndio que atingiu um galpão de óleo combustível, no último sábado (8), na Ilha do Governador. Um relatório técnico será solicitado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

 

Segundo o jornal O Globo, o Inea identificou resíduos oleosos, em decorrência do carregamento do material. As responsabilidades do incidente também serão apuradas pela Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio da Capital.

 

Os impactos ambientais da unidade onde o acidente ocorreu já eram objeto de atuação do MPRJ antes do incidente devido a uma ação civil pública de 2013 contra a proprietária da fábrica, ExxonMobil Química Ltda. Um inquérito civil de 2019 instaurado pela 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Meio Ambiente foi arquivado após laudos do Inea não apontarem irregularidades.

Presidente da Universal Music é denunciado pelo MP-RJ por internar ex-mulher à força
Foto: Reprodução/LinkedIn

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou em 21 de setembro Paulo Lima, presidente da Universal Music, pelos crimes de cárcere privado contra a ex-esposa, a escritora Helena Lahis, e de acesso ao e-mail dela sem permissão.

 

De acordo com o TAB UOL, Paulo Lima é acusado de internar compulsoriamente a mulher em outubro de 2019, após ela pedir o divórcio. Helena passou 22 dias numa clínica psiquiátrica e de reabilitação no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, impedida de contato com quem não fosse da família. 

 

Em 2021, Paulo Lima já havia sido indiciado pela Polícia Civil. O inquérito resultou na denúncia do MP-RJ, que inclui os médicos Maria Antonia Serra Pinheiro, amiga do casal, e Gabriel Landsberg, o diretor técnico da clínica. O processo corre em segredo de Justiça.

 

DENÚNCIA 

Ainda de acordo com o TAB UOL, o Ministério Público também denunciou a médica Maria Antonia Serra Pinheiro por cárcere privado. No documento consta que o internamento foi “indevido” e “abusivo”, que gerou sofrimento moral e mental à vítima.

 

Segundo o TAB UOL, o MP-RJ aponta que a médica nem “sequer apresentou à clínica - ou mesmo elaborou - laudo médico com o diagnóstico da paciente e as razões pelas quais entenderia imprescindível a sua internação forçada”.

 

Em nota ao TAB UOL em novembro do ano passado, o  advogado Alexandre Lopes, responsável pela defesa de Maria Antonia, disse que ela “apenas sugeriu a ida de Helena a uma clínica especializada para avaliação psiquiátrica, por conta de relatos da família”.

 

A defesa alegou ainda que Helena foi avaliada por outros médicos após internação e que “era visitada todos os dias por seus familiares”.

 

Ainda segundo o TAB UOL, com relação ao médico Gabriel Landsberg, diretor técnico da clínica Clif, o órgão entende que houve tentativa de fraude processual. Landsberg quis prejudicar o inquérito durante a saída de Helena da clínica, diz o promotor.

 

“Abordou a vítima, de forma insistente e incisiva, buscou convencê-la a assinar documento declarando que sua internação havia sido voluntária, retirando, portanto, o caráter coercitivo da presença de Helena naquele local”, diz a denúncia.  

Ministro da Justiça irá se reunir com procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro para tratar do caso Marielle Franco
Foto: Reprodução Facebook

O ministro da Justiça, Flávio Dino, declarou nessa quinta-feira (16) que irá se reunir com o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Luciano Mattos, para tratar do caso da vereadora Marielle Franco (Psol). O ministro disse ainda que será criada uma força-tarefa para para investigar o assassinato da vereadora e do motorista dela, Anderson Gomes, em março de 2018.

 

De acordo com o ministro, terá uma intensificação na parceria entre a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para investigar o caso.

 

“A reunião terá desdobramentos mediante essa cooperação que foi definida pelo procurador geral de justiça do RJ, com a designação de uma força tarefa de promotores para atuar no caso e o caminho que a policia federal vai trilhar nas próximas semanas é de intensificação dessa parceria visando que evoluam as investigações sobre o terrível homicídio da Marielle Franco”, declarou Dino.

 

A força-tarefa deve contar com investigadores da Polícia Civil do Rio, promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MJRJ) e integrantes da Polícia Federal (PF).

 

Há quase cinco anos sem resposta, a morte de Marielle Franco se tornou uma das prioridades do governo federal, que estuda passar a responsabilidade ao governo e ao Ministério Público Federal. Para que a federalização ocorra no entanto, será necessário reverter uma decisão de 2020 do Superior Tribunal de Justiça, que reconheceu a competência das autoridades estaduais na investigação.

 

Os ex-policiais Ronnie Lessa e Elcio Queiroz estão presos desde 2019 por terem efetuado os disparos que tiraram a vida de Marielle e Anderson. Eles aguardam marcação de julgamento. Entretanto, ainda não se sabe quem mandou matar a vereadora e o porquê.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

"Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta". 

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (7) que a campanha de primeiro turno deste ano foi a menos organizada entre todas as que disputou desde 1989. A declaração foi dada a aliados, ao lado de Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de reeleição do petista.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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