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Artigos

Renata Carvalho
Nordeste: um território de inteligência, inovação e crescimento
Foto: Divulgação

Nordeste: um território de inteligência, inovação e crescimento

Durante muito tempo, construir uma marca forte no Brasil parecia depender, quase obrigatoriamente, de olhar para os grandes centros econômicos. Estratégias de comunicação, campanhas publicitárias, pesquisas de mercado e decisões de negócios costumavam partir de uma lógica concentrada no eixo Rio-São Paulo, como se fosse necessário buscar ali a validação para alcançar relevância nacional.

Multimídia

Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”

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A candidata ao Senado Federal pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), classificou a medida como uma das práticas mais “odiosas” no ambiente escolar. A educadora defendeu uma reformulação no ensino da Bahia.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

mes de conscientizacao

"Junho Verde" chamou a atenção da população mundial para a problemática da escoliose 
Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

Cerca de 2% da população universal sofre com algum tipo de escoliose, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, aproximadamente 6 milhões de pessoas vivem com esta condição, que deforma a coluna vertebral e impacta diretamente da qualidade de vida dos portadores. Para sensibilizar a sociedade mundial, desde 2013 o mês de junho é dedicado ao assunto.

 

Segundo a fisioterapeuta Monique Nery Luduvice, da clínica Vitalité e do Ambulatório de Ortopedia do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (HUPES/UFBA), ao longo dos últimos dias, a época é um chamado para que pais e responsáveis por crianças e adolescentes passem a observar e acompanhem tais pessoas para que possam ter acesso a um tratamento qualificado.

 

"Geralmente, a escoliose é identificada no dia a dia, quando, por exemplo, uma adolescente está se trocando perdo da outra, ou quando a mãe ou algum parente próximo, observa às vezes um ombro mais alto que o outro, a cabeça que não está centralizada com o restante do corpo, uma escápula mais evidente que a outra", exemplificou a profissional ao Bahia Notícias.

 


Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

 

De acordo com a entrevistada, é considerada como escoliose aquela deformidade que apresenta um ângulo de Cobb igual ou maior que dez graus. A medida, aferida com exames específicos, é utilizada para quantificar a magnitude da condição.

 

"Há também um teste que a gente pode fazer que é muito simples. Que é você ficar atrás da criança ou do adolescente, pedir para que ela junte as mãos e leve-as até o pé. Ou até onde puder. Fazer uma flexão anterior do tronco. E aí quem está atrás observa e vai observar uma gibosidade de um dos lados, ou dos dois lados se a escoliose for em S", pontuou Ludovice ao falar sobre outras maneiras de perceber a escoliose.

 

Mesmo tendo relação com a estrutura óssea e a coluna vertebral, a fisioterapeuta explicou ainda que não há nenhuma ligação entre a causa da doença com a realização de atividades cotidianas. "A escoliose não tem a ver com postura de trabalho, nem tem relação com atividades em que a pessoa passa muito tempo sentada", desmistificou.

 

Ela enumerou os principais tipos. "Existem alguns tipos de escoliose: tem a infantil, que vai de zero a três anos; a juvenil, que é de três a dez anos; a de adaptação, que é por conta, assim, de uma perna mais curta que a outra, ou depois de algum trauma; a congênita; a neurológica; e a antálgica, que é aquela escoliose que você quer fugir de alguma dor e começa a fazer um situação postural", enumerou.

 

Entretanto, uma é mais comum. "A escoliose mais comum é a idiopática, que é aquela que não tem causa definida. E é a que mais atinge a população. Cerca de 2% a 3% da população com idade de dez anos até a maturidade esquelética é acometida com ela", ressaltou, explicando que, por causas ainda indefinidas, as meninas são mais atingidas pelo problema.

 

Acompanhada de dor ou não, o sinal mais evidente da doença é a mudança na postura. "Ela não causa nenhum problema associado, agora se ela for uma escoliose muito acentuada, aí sim, pode haver a compreensão de determinadas vísceras, problemas nas costelas e pulmão pode ficar apertado de um lado", disse Monique Nery Luduvice.

 

Problemas psicológicos podem estar associados ao problema, impactando diretamente na qualidade de vida e no desempenho laboral. Conforme detalhou a terapeuta, a condição "mexe demais com a autoestima do adolescente". "As meninas geralmente se escondem, elas não querem usar traje de banho e até usam roupas folgadas para esconder o desvio postural", acrescentou.

 

Em alguns pacientes, apesar de terem passado boa parte da vida com a deformação vertebral, o diagnóstico só acontece na vida adulta. A descoberta tardia inviabiliza a redução do ângulo, mas ainda possibilita uma melhora na mobilidade e em quadros em que a dor está presente.

 

Apesar de não haver um tratamento medicamentoso, procedimentos, inclusive cirúrgicos, poderão ser realizadas para que haja uma melhora na condição de alguém que é acometido pelo problema. A definição da terapia vai depender do grau de curvatura apresentado nos exames específicos.

 

A Sociedade Internacional de Tratamento Ortopédico e de Reabilitação da Escoliose (SOSORT) indica os seguintes tratamentos, de acordo com os seguintes quadros:

  • De 0 a 10 graus só haverá a observação, mas se estiver acompanhado de rotação de vértebras, exercícios poderão ser indicados; 
  • De 10 a 25 graus, o paciente deverá ser submetido a exercícios exclusivos para escoliose;
  • De 25 até 45 ou 50 graus, a indicação é de colete ortopédico, associado aos exercícios;
  • Acima de 45 ou 50 graus, o paciente deverá se submeter a um procedimento cirúrgico.

 

Apesar de servir como uma referência, as indicações da SOSORT não são os únicos critérios de definição do procedimento adequado para o tratamento. "Nenhuma decisão é tomada apenas pelo profissional, mas de maneira conjunta, pela equipe multiprofissional, com a família e o paciente", afirmou Ludovice ao BN.

 

 

O ideal, ela explicou, seria que na escola houvesse um rastreio postural, ou que os pais ficassem atento a todos os sinais. Ela recomentou ainda que, ao contrário do que pensam, a pessoa acometida pela escoliose continue a fazer exercícios físicos, pois eles são importantes aliados para a mitigação de problemas posturais.

 

"Não é porque o adolescente tem escoliose que ele deve parar de se movimentar. Pelo contrário. É importantíssimo que o adolescente faça atividade física, faça um esporte que lhe dê prazer e não pare de se movimentar, porque a mobilidade do tronco é extremamente importante para o tratamento", finalizou.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Começou a festa da democracia! Mas parece que tem gente que tá economizando até no cento de salgados. Mas entre quem chora pitanga e quem ostenta nas redes, podemos esperar de tudo até outubro. Só confesso que não esperava Cunha procurando sarna pra se coçar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Hilton Coelho

Hilton Coelho
Foto: Reprodução Antena 1 Salvador

"Jerônimo, você se comprometeu, no último debate de TV, a baixar, em uma semana, o decreto para proteger a Serra da Chapadinha. Queria perguntar: cadê o decreto, governador?"

 

Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) ao cobrar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) a publicação do decreto estadual que prevê medidas de proteção à Serra da Chapadinha, unidade de conservação planejada para uma área localizada entre os municípios de Itaetê, Ibicoara e Mucugê, na Chapada Diamantina.

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