Artigos
O Paraguaçu sob ataque
Multimídia
Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
mehdi taj
A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) confirmou, neste sábado (9), que a seleção disputará a Copa do Mundo FIFA de 2026. Apesar do acerto, a entidade informou que uma série de exigências foram apresentadas aos países-sede (Estados Unidos, México e Canadá), devido ao cenário de tensão no Oriente Médio.
O posicionamento da federação ocorre após o Canadá negar, no mês passado, a entrada de Mehdi Taj, presidente da FFIRI, para participar do Congresso da FIFA, em Vancouver. As autoridades canadenses justificaram a decisão pelos vínculos do dirigente com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, classificado como organização terrorista pelo país em 2024.
Mehdi afirmou à televisão estatal na sexta-feira que Teerã impôs dez condições para comparecer ao torneio, buscando garantias sobre a forma como o país será tratado.
As exigências incluem a concessão de vistos e o respeito aos membros da seleção, à bandeira e ao hino nacional durante a competição, além de segurança reforçada em aeroportos, hotéis e nos trajetos para os estádios.
“Todos os jogadores e a comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar no Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, devem receber os vistos sem qualquer problema”, afirmou o presidente.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reiterou que o Irã participará normalmente do Mundial e disputarão suas partidas nos Estados Unidos.
“Quero confirmar, sem ambiguidades, que o Irã vai participar da Copa do Mundo de 2026”, afirmou durante o 76º Congresso da entidade.
A seleção iraniana pretende estabelecer sua base em Tucson e fará sua estreia no dia 15 de junho contra a Seleção da Nova Zelândia, em Los Angeles. Depois enfrentará a Bélgica e o Egito, ainda pela fase de grupos.
“Definitivamente participaremos da Copa do Mundo de 2026, mas os anfitriões devem levar em conta nossas preocupações. Estaremos no torneio sem qualquer recuo em relação às nossas crenças, cultura e convicções”, publicou a federação iraniana em seu site oficial.
A Fifa convidou a Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI) para uma reunião em sua sede, em Zurique, na Suíça, antes do dia 20 de maio. O encontro tem como objetivo tratar da preparação da seleção iraniana para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho na América do Norte. A informação foi divulgada nesta terça-feira (5) pela AFP, com base em fontes próximas ao processo.
A participação do Irã no Mundial ainda gera atenção nos bastidores em meio à guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro, após bombardeios de Israel e dos Estados Unidos em território iraniano. Mesmo diante do cenário político e diplomático, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem afirmado publicamente que a seleção iraniana disputará normalmente suas partidas da fase de grupos em solo norte-americano.
"Quero confirmar, sem ambiguidades, que o Irã vai participar da Copa do Mundo de 2026. E, com certeza, o Irã jogará nos Estados Unidos", reiterou Infantino, durante a abertura do 76º Congresso da Fifa, realizado em Vancouver, no Canadá, em 30 de abril.
A posição do dirigente também recebeu sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração posterior.
"Se o Gianni falou, então estou de acordo", declarou Trump.
"Eu disse a ele: 'Faça o que quiser. Você pode ficar com eles' (...) Acho que eles devem poder jogar", acrescentou.
Em outras ocasiões, Trump havia indicado dúvidas sobre a segurança dos jogadores iranianos caso viajassem aos Estados Unidos. As declarações provocaram reação de dirigentes do futebol do Irã, que chegaram a avaliar um boicote antes de solicitar que os jogos da seleção fossem transferidos para o México. O pedido foi recusado pela Fifa.
Apesar da posição pública de Infantino, o Congresso da Fifa também expôs dificuldades operacionais envolvendo a presença do Irã no Mundial. A delegação iraniana cancelou sua participação no evento em Vancouver na véspera da abertura, alegando comportamento ofensivo por parte da polícia de imigração após a chegada ao aeroporto de Toronto.
O Canadá classifica a Guarda Revolucionária Iraniana, braço armado ideológico da República Islâmica, como grupo terrorista. O presidente da FFIRI, Mehdi Taj, é ex-integrante da organização.
Ao retornar ao Irã, Taj afirmou à imprensa local que pretendia ter "uma reunião" com a Fifa, na qual teria "muitas questões a tratar".
A entidade máxima do futebol espera uma resposta da federação iraniana até, no máximo, três semanas antes do início da Copa do Mundo.
O Irã está previsto para estrear no Mundial no dia 16 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. A segunda partida da seleção será contra a Bélgica, no dia 21, também em Los Angeles.
O encerramento da participação iraniana na fase de grupos está marcado para o dia 27 de junho, contra o Egito, em Seattle. Durante a competição, a seleção ficará concentrada em Tucson, no Arizona.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.