Artigos
Nordeste: um território de inteligência, inovação e crescimento
Multimídia
Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
medicacoes
Uma discussão entre usuários do Twitter questionou a forma mais correta de se conservar os medicamentos. Em uma foto postada na rede em 18 de junho, um usuário alegava que só conseguia se lembrar de tomar seus remédios ao usar um organizador de comprimidos dividido por dias da semana.
O post, porém, acabou levantando polêmica sobre os riscos de retirar os medicamentos da embalagem original. Afinal, os estojos de remédios semanais são ou não perigosos para a conservação dos remédios?
Para o professor de farmácia Tarcísio Palhano, representante do Conselho Federal de Farmácia (CFF), a retirada de comprimidos de sua embalagem original é uma conduta inadequada que pode comprometer a eficácia do remédio.
“As bulas sempre apresentam indicações de como os medicamentos devem ser conservados e muitas vezes não nos damos conta da importância disso. Mas retirar o produto da embalagem ou não respeitar a conservação pode acabar gerando até subprodutos tóxicos para quem usa”, explica Palhano.
O remédio que gerou toda a polêmica online foi o da PrEP, que é usado de forma preventiva para evitar a infecção pelo HIV. No caso dele, a bula não indica perdas ao ser retirado da embalagem original, mas afirma que é preciso manter uma conservação de temperaturas entre 15 e 30ºC. Esta é a temperatura ideal de manutenção da maioria dos remédios.
Em outros casos, porém, pode haver comprometimento grande se o medicamento for retirado da cartela. O remédio para controle de pressão alta nifedipino, por exemplo, perde a efetividade se exposto à luz e à umidade. Seu aspecto fica gorduroso em poucas horas, aponta Palhano.
“As embalagens são feitas pensando em cada produto, observando condições técnicas. Por isso, o ideal é evitar o uso de organizadores. É inegável que o estojinho dá mais adesão ao tratamento, diminui riscos de esquecer o remédio, mas o ideal é conversar com o farmacêutico e com o médico para saber como organizar”, ensina o farmacêutico.
O ideal, segundo Palhano, é manter o medicamento na embalagem original e programar despertadores para não se atrapalhar. Caso isso comprometa a organização do paciente, se pode partir para os organizadores de comprimidos, desde que não haja contraindicações expressas nas embalagens.
No caso de usar o estojo de remédios, o ideal é que não se misture diferentes pílulas sem consultar os farmacêuticos. Para pessoas que tomam muitos comprimidos por dia, o mais comum é manter dois ou mais dividindo o mesmo espaço, mas existe um risco de que eles interajam de forma tóxica.
Além disso, ao Metrópoles, o especialista aponta outras condutas arriscadas na hora de tomar remédios:
Não descarte a embalagem original, ela é essencial para observar o prazo de validade do produto. Além de não funcionar fora do prazo determinado, o medicamento vencido pode até fazer mal ao organismo;
- Não se deve partir comprimidos ao meio para mudar a dosagem, especialmente se forem revestidos;
- Não misturar pílulas diferentes no mesmo espaço do estojo de remédios;
- Não é recomendado tomar remédios com o auxílio de nenhum líquido que não seja água;
- Não se deve manter os comprimidos sobre geladeiras ou equipamentos que os mantenham aquecidos;
- Não é recomendado manter remédios no banheiro por ser um ambiente excessivamente úmido;
- Não se deve expor comprimidos à luz constante;
- Não é aconselhado triturar medicamentos, especialmente se a intenção for misturá-los com comida.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Marcius Gomes
"A Bahia não tem aprovação automática. Isso é um termo que vem sendo utilizado pela oposição, mas nós temos uma portaria, a portaria 190, que fala sobre a recuperação da aprendizagem. Eu sou da época que tinha a tal da ‘dependência’, acho que os ouvintes e os pais lembram bem disso. O que nós temos tido com a 190 é justamente isso, a gente não pode deixar o menino pelo caminho, a menina pelo caminho".
Disse o secretário de Educação do Estado, Marcius Gomes ao negar que a rede pública estadual de educação realize a “aprovação automática” dos alunos na Bahia.