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masculinidade toxica
Após ter passado pelas cidades de Ipirá, Alagoinhas, Santo Estevão e Euclides da Cunha, o Grupo de Reflexão Masculino, proposto pela Defensoria Pública da Bahia (DP-BA) chegará em Santo Antônio de Jesus (SAJ) no dia 9 de maio. A atividade acontecerá às 14h, na Câmara Municipal.
O grupo tem o objetivo de promover espaços de acolhimento entre homens envolvidos em situações de violência doméstica e outros conflitos familiares para que repensem comportamentos de masculinidade tóxica e construam mudanças de atitude.
Durante os encontros, que ocorrerão mensalmente na sede da defensoria em SAJ, das 18h às 20h, serão realizadas dinâmicas em forma de educação em direitos, buscando desconstruir pensamentos machistas enraizados nos participantes.
“Ressalto que, diferente do que já foi feito em outras cidades, é a primeira vez que a Defensoria está propondo capacitar setores municipais para impulsionar a criação de outros grupos com públicos diversos, especialmente nas escolas. Isso ajudaria a prevenir violência doméstica”, explica a defensora Bianca Mourão, responsável pela iniciativa em SAJ junto ao defensor Claudino Silva Santos.
As inscrições começam oficialmente no dia do lançamento e vão até o final de junho. Para se inscrever, o interessado deve procurar a Defensoria, na Casa de Acesso à Justiça, e preencher o formulário de inscrição, que estará disponível na triagem. O primeiro encontro irá acontecer em julho, ainda sem data definida.
Após um longo período fora dos holofotes em mais um de seus "auto exílios", Tiago Iorc voltou à cena nesta quinta-feira (11), com “Masculinidade”, música com seis minutos de duração e letra existencialista (saiba mais).
A nova versão “desconstruída” do cantor, no entanto, parece não ter convencido uma das ex-pupilas do duo Anavitória, com quem Tiago teve um desentendimento num passado recente.
Em um storie em sua conta no Instagram, Vitória Falcão compartilhou um meme ironizando um tipo de homem conhecido popularmente como “esquerdomacho”. "Fiquem tranquilas, mulheres! Eu já pintei as unhas, estou pronto para destruir a masculinidade tóxica", diz a publicação.

A bronca entre Tiago Iorc e o Anavitória veio à público quando o duo revelou, durante uma live, que ele havia proibido que elas regravassem “Trevo (Tu)”, composta por ele em parceria com Ana Caetano (relembre).
NOVO SINGLE DE TIAGO IORC
Com letra autobiográfica, a faixa “Masculinidade” é o primeiro primeiro trabalho do artista desde junho de 2020. A canção remonta um pouco das inquietudes do cantor e aborda temas como masculinidade tóxica, fama, superexposição, saúde mental, pornografia, amor, família e vaidade.
“Eu tava numa de ficar sumido / Dinheiro, fama, tudo resolvido/ Fingi que não mas na verdade eu ligo/ Eu me achava mó legal/ Queria ser uma unanimidade/ Eu quis provar minha virilidade/ Eu duvidei da minha validade/ Na insanidade virtual/ Eu cuido pra não ser muito sensível/ Homem não chora, homem isso e aquilo/ Aprendi a ser indestrutível/ Eu não sou real”, diz trecho da canção.
A inserção do audiovisual no teatro, para além de um mero recurso cênico. Esta é a proposta de “Escorpião”, que estreia nesta quinta-feira (30), no Teatro Vila Velha, em Salvador. Com texto de Felipe Grego e direção de Marcus Lobo, a montagem é classificada como um “espetáculo estendido”, que não se encerra no palco. “O nosso jogo, na verdade, é da seguinte forma: o espetáculo é construído em formato cinematográfico. Durante a encenação a gente vai ter flashes desse filme, que as pessoas vão ter acesso após o final da peça. Então, quando termina, elas vão receber um QR code que dá acesso à continuidade. Elas vão assistir ao espetáculo e ficar com o final suspenso, digamos assim...”, explica o diretor. “Você sai e pode ter uma continuidade, que é um pouco do que acontece com as séries, com os episódios, que suspendem, termina naquele ápice, e aí, nossa, faltava alguma coisa. E então essa coisa que falta é o que a gente vai tentar mostrar através do filme pós-espetáculo”, detalha Lobo.
A ideia de unir teatro e cinema veio do desejo de Marcus de pesquisar a sétima arte, e, sobretudo sua interação com os palcos. “Entendemos que são linguagens que podem ser complementares e que as artes cênicas estão dentro do cinema, mas o cinema não está muito no teatro. É essa brincadeira, de trazer esse encontro das duas linguagens em uma tentativa de apresentação juntas”, diz o diretor. “A proposta de fazer dessa forma é porque o texto que o Felipe Grego escreveu contém bastante narrativas. Traz, através da escrita, detalhes de um universo marginal, que é a noite paulista, principalmente. Traz esses amores que são escondidos, essas masculinidades escondidas. E aí quando eu li eu pensei: ‘pô, isso aqui daria uma ótima série!’. A gente pensou: ‘por que não misturar as duas linguagens?’. Então entrou o Coletivo Salva!, justamente trazendo essa linguagem de audiovisual, e o Ateliê Voador, mais ligado ao trabalho do ator mesmo, ao trabalho físico presente do ator. E aí a gente vai fazendo esse jogo de interação”, lembra Marcus Lobo.

Conceito de vilão e mocinho se confunde na montagem | Foto: Giovani Rufino
O enredo será contado de forma intercalada entre cenas nas quais o elenco atua fisicamente, outras nas quais os atores interagem com os registros audiovisuais de suas memórias e, por fim, o complemento pós-espetáculo. “O filme já foi gravado antes. Paralelamente ao processo de montagem do espetáculo a gente fez a gravação. Então, muitas memórias que os personagens falam em cena são vistas como flashbacks, como geralmente acontece nos filmes, pra mostrar um pouco o passado do personagem”, lembra Lobo. “No espetáculo a gente vai ver um flashback que aconteceu antes da peça começar, e quando ela termina, você começa a assistir ao filme que mostra um pouco das motivações que levaram os personagens a fazerem o que eles fazem na peça. Porque é um grande suspense, na verdade”, explica.
Neste suspense em multiliguagem, o espectador acompanhará a história de Boris (Duda Woyda), Edu (Gleison Richelle) e Vera (Mariana Moreno), personagens cujas complexidades fogem à lógica maniqueísta do bem e do mal. “Começa com um assassinato, e aí um dos personagens é acusado. E o que acontece durante a encenação é um jogo suspenso, uma troca de poderes. Um personagem se sobressai como o vilão, e de repente o outro que a gente achava que era mocinho se torna o vilão”, explica o diretor, destacando que “são todos algozes e vítimas, digamos assim”. Marcus explica ainda que o formato – tanto a temática, quanto a linguagem – pretende atrair o público jovem, que se interessa pelas séries e pela estrutura contemporânea de interação.
O título do espetáculo, “Escorpião”, remete à fábula na qual um escorpião pede que um sapo o carregue nas costas para atravessar um rio, mas durante a travessia acaba picando e matando sua “carona”. Ao ser questionado, já que com a morte do sapo ele também estaria condenado a morrer, o escorpião diz ter ferroado porque aquela é sua natureza e que nada poderia fazer para mudar o destino. “Felipe Grego vem trazendo metáfora das pessoas que cometem traição na cadeia. O Boris matou uma pessoa, por motivo de traição. Ele descobriu tudo que interessava a ele, com relação àquela pessoa, e meio que dedurou para a polícia e aí foi tido como um traidor”, explica o diretor, destacando que a montagem discute também as naturezas violentas, “principalmente agora que a violência parece que está autorizada”.
SERVIÇO
O QUÊ: Escorpião – espetáculo de teatro-filme
QUANDO: 30 de maio a 9 de junho. Quinta a sábado, às 20h e domingo, às 19h
ONDE: Teatro Vila Velha – Salvador (BA)
VALOR: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.