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martha graeff
A Justiça de São Paulo proibiu a dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano de divulgar trechos de um vídeo utilizado para ilustrar uma música que, segundo a ação, teria sido inspirada em conversas íntimas do banqueiro Daniel Vorcaro com sua ex-namorada Martha Graeff e outras mulheres. A decisão liminar foi assinada pela juíza Daniela Dejuste de Paula, da 29ª Vara Cível da capital paulista, na última quarta-feira (1º).
O processo foi movido pela influenciadora Karolina Trainotti, amiga de Vorcaro, que aparece em prints utilizados no vídeo. As informações são do jornal Estadão. O conteúdo, que já foi retirado do ar, serviu para ilustrar uma canção cujos versos fazem alusão a relacionamentos simultâneos. A música não cita o nome de Vorcaro, mas o vídeo publicado no perfil oficial da dupla exibia imagens dele, da ex-namorada e de outras mulheres mencionadas nas conversas.
Na decisão, a magistrada determinou que a dupla não use nem divulgue imagens ou qualquer conteúdo que permita identificar Karolina no contexto da música. Os versos iniciais da canção dizem: “Eu falava bom dia pra uma/escrevia bom dia pra outra/eu ouvia eu te amo de uma/e eu lia eu te amo da outra”.
A defesa de Karolina pede indenização por danos morais. Em trecho da ação, os advogados afirmam que ela passou por uma situação vexatória com a divulgação do conteúdo. “A gravidade se intensifica quando se observa que o conteúdo veiculado expõe a autora em contexto nitidamente vexatório, ao reproduzir e explorar aspectos de sua vida íntima de forma descontextualizada, sensacionalista e voltada à captação de atenção do público”, diz a defesa.
Ouça a música:
A influenciadora e modelo Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, fez sua primeira manifestação pública sobre as investigações envolvendo o Banco Master. Em carta divulgada nesta sexta-feira (27), ela afirmou estar vivendo as “piores semanas” de sua vida e negou qualquer conhecimento prévio sobre os supostos esquemas.
“Não, eu não sabia. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa”, escreveu.
Na manifestação, Martha rebateu suspeitas de que teria participado ou se beneficiado de eventuais irregularidades. Segundo ela, se autoridades, órgãos reguladores e parceiros de negócio não desconfiavam das atividades de Vorcaro, não haveria motivo para que ela questionasse o então companheiro.
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A influenciadora também negou ter recebido bens ou participado de ocultação de patrimônio investigada pela Polícia Federal. De acordo com o relato, seu patrimônio é resultado de uma carreira internacional iniciada ainda na adolescência.
“Não faço parte de nenhum trust, nem recebi imóveis, carros ou barco, como estão dizendo irresponsavelmente”, afirmou.
Ela destacou ainda que o relacionamento com Vorcaro, que durou cerca de um ano e oito meses, ocorreu majoritariamente à distância, com ela residindo nos Estados Unidos e o banqueiro no Brasil, o que limitava seu contato com a rotina e os negócios do ex-companheiro.
Martha também criticou o vazamento de mensagens pessoais anexadas ao processo, classificando a exposição como uma tentativa de “vulgarização”. Segundo ela, os efeitos da repercussão atingiram diretamente sua família, incluindo a filha de 6 anos.
“Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso?”, questionou.
Enquanto a influenciadora tenta se desvincular do caso, Vorcaro, que está preso, negocia os termos de uma possível delação premiada no âmbito das investigações, que podem alcançar outros núcleos do sistema financeiro.
Em entrevista recente, o advogado da modelo, Lúcio de Constantino, afirmou que a cliente enfrenta um “estado de choque e profunda decepção” após a prisão do banqueiro.
Leia a íntegra da carta de Martha Graeff:
“Aos meus familiares, amigos, parceiros de trabalho e voluntariado, às pessoas que me acompanham no dia a dia e a todos os cidadãos de bem interessados em entender o que está acontecendo em nosso país e não apenas em julgar e punir injustamente - esclareço informações inverídicas e caluniosas que circulam a meu respeito.
Em primeiro lugar, sobre tudo que veio à tona nas últimas semanas: Não, EU NÃO SABIA. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa. E, não, eu não desconfiava, assim como também não sabiam e não desconfiavam os órgãos reguladores e autoridades, parceiros de negócio, clientes e tantos outros. Não havia contra ele qualquer investigação conhecida, sequer acusações. Além disso, ele atuava em uma área fiscalizada, regulada, eu simplesmente não tinha qualquer razão para não acreditar.
As últimas semanas têm sido as piores da minha vida e não atinge só a mim, mas também à minha filha, uma menina de 6 anos, e a meus familiares. Minha vida privada foi invadida, conversas íntimas, que nada têm a ver com as investigações em curso, vazaram e foram expostas de maneira criminosa - e conveniente. Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso?
Eu me apaixonei por um homem que era especial não apenas comigo, mas também com a minha família e com os meus amigos. Um pai e um empresário bem-sucedido, respeitado por pessoas respeitáveis, não apenas no Brasil, mas no exterior. Nosso relacionamento de cerca de 1 ano e oito meses sempre foi à distância, eu morando nos Estados Unidos, ele no Brasil. Por isso, falávamos muito por mensagens.
Sobre as acusações de ter sido beneficiada pela transferência de bens para o meu nome, também não são verdadeiras. Nunca me envolvi em negócios do meu ex-namorado, nem sabia de detalhes de sua atuação. Não faço parte de nenhum trust, nem recebi imóveis, carros ou barco, como estão dizendo irresponsavelmente. Trabalho desde os meus 14 anos, portanto, há 26 anos, dos quais, moro fora do Brasil há mais de 20 anos. Todo meu patrimônio foi construído por mim e está devidamente declarado.
Me sinto quebrada por dentro e por fora, mas não escrevo essa manifestação como vítima. Estou aqui como mulher, como mãe e como profissional, tentando superar essa imensa dor. E com o mesmo esforço, foco e determinação que sempre tive até aqui, pretendo passar por esse momento de cabeça erguida.
Martha Graeff, em 27 de março de 2026”
A ex-noiva do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi convocada para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado Federal na próxima quarta-feira (25). A modelo Martha Graeff teve sua convocação aprovada para que os senadores possam questioná-la sobre as supostas conversas do banqueiro com o ministro Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
De acordo com o Estadão, o requerimento apresentado pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) justifica que foram revelados “diálogos mantidos entre o Sr. Daniel Vorcaro e a Sra. Martha Graeff, nos quais teriam sido mencionadas tratativas e comentários envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes”.
Nesse contexto, o senador afirma que “a oitiva da Sra. Martha Graeff mostra-se necessária para esclarecer o teor desses diálogos, o contexto em que ocorreram e eventuais fatos de seu conhecimento que possam contribuir para o avanço das investigações conduzidas por esta Comissão”.
A CPI entende que Graeff é “interlocutora frequente e destinatária de relatos feitos por Daniel Vorcaro ao longo de período relevante das apurações” de irregularidades cometidas pela instituição financeira.
Além da CPI do Crime Organizado, Graeff está convocada para comparecer no Congresso em oitiva na CPMI do INSS, na próxima segunda-feira, 23. O depoimento também deve tratar dos contatos de Vorcaro com Alexandre de Moraes e outras figuras do “alto escalão do Poder Judiciário”, segundo o requerimento.
“Na condição de pessoa de extrema confiança de Daniel Vorcaro, a Sra. Martha Graeff pode fornecer detalhes essenciais sobre a rotina, os contatos e a rede de influência que o Banco Master mantinha em Brasília, o que é crucial para entender se houve facilitação de negócios ou blindagem jurídica em relação às fraudes investigadas no sistema previdenciário”, diz o documento assinado pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP).
Após Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, ter emitido uma nota na qual diz estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, a direção da CPMI do INSS anunciou para a próxima segunda-feira (23) a realização de uma oitiva. A CPMI havia aprovado um requerimento convocando Martha Graeff, e por isso ela é obrigada a comparecer, desde que não receba um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF) tornando compulsória a ida ao colegiado.
A nota da ex-noiva de Vorcaro, que mora no exterior, foi divulgada por seu advogado, Lucio de Constantino. O texto faz referência à denúncia de que ela teria sido beneficiada com a transferência de imóveis por parte do dono do Banco Master.
“A Sra. Martha não possui imóveis, automóveis ou depósitos de valores decorrentes do relacionamento com o Sr. Daniel Vorcaro. Também não tem conhecimento sobre a existência de algum Trust que lhe envolva, seja nos Estados Unidos ou em qualquer outro país”, afirma a nota.
O advogado de Martha Graeff critica ainda a exposição de conversas privadas entre ela e Vorcaro, e reforça a disposição da empresária de esclarecer as informações.
“A exposição de privacidade que vem sofrendo é uma violência, além de totalmente ilegal. Neste momento tão difícil de sua vida, seu objetivo é esclarecer os fatos e preservar sua família de todos esses ataques, principalmente sua filha, uma menina de apenas seis anos. A Sra. Martha se coloca à inteira disposição das autoridades brasileiras para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”, conclui o advogado Lucio de Constantino.
A convocação de Martha Graeff atendeu requerimento apresentado pelo deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP). O deputado justificou a oitiva destacando a informação de que a Polícia Federal apura uma transferência do patrimônio de Vorcaro para a ex-namorada, com o objetivo de blindar o ex-banqueiro.
A PF apura, entre outros fatos, uma possível compra de uma mansão localizada em Miami com valor em torno de R$ 450 milhões. Nas conversas entre Daniel Vorcaro e Martha, ela pergunta se não seria muita exposição e ele diz que “bolou um plano”. A conversa é de maio de 2024.
Além do comparecimento à CPMI do INSS, Martha Graeff pode ter que dar explicações também na CPI do Crime Organizado, do Senado. Nesta quarta (18), a comissão se reúne para votar 37 requerimentos, e entre os itens da pauta está a convocação da ex-noiva de Daniel Vorcaro.
O empresário Tomas Graeff, pai da influenciadora Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro, publicou um recado nas redes sociais em defesa da filha, neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher. Na dedicatória, ele cita que a filha estaria sofrendo "injustiça, ódio e violência sistêmica" devido a exposição de conversas entre a influenciadora e o ex-namorado.
Os documentos foram obtidos pela Polícia Federal em meio as investigações contra a atuação de Daniel Vorcaro, a frente das transações do Banco Master, e vazados ilegalmente na última sexta-feira (6). Martha não é investigada no processo judicial.
O texto de Tomas Graeff começa com uma dedicatória à filha: "Ser pai da Martha é mais do que orgulho, é um estado de espírito, impossível de ser expressado em palavras". "Aos 24 anos de idade, segurei minha filha nos braços pela primeira vez. Foi uma mistura explosiva de emoções. Quem já passou por isso entende exatamente o que estou dizendo. O tempo passa rápido, e me minha Marthinha virou menina, saiu de casa muito cedo para trabalhar, e nunca mais parou.", diz em outro trecho.
"Hoje, no Dia Internacional da Mulher (acredito que todos os dias do ano deveriam ser de comemoração por elas), gostaria de deixar registrado o apoio incondicional à minha querida e amada filha, e dizer que as lágrimas derramadas pela injustiça, ódio e violência sistêmica que vem sofrendo, irão regar as flores mais bonitas da terra. Te amo filha”, finalizou o empresário.
Ainda neste domingo, a defesa da modelo e influenciadora afirmou em nota que estuda ir à Justiça contra a exposição em diversos perfis de redes sociais de mensagens íntimas trocadas com o banqueiro. A informação foi divulgada pela jornalista Andréia Sadi.
"Sra. Martha Graeff, através de seu advogado, informa que resta consternada em face da grave violência que vem sofrendo, considerando a exposição manifestamente ilegal e impressionantemente inútil de mensagens fragmentadas trocadas no sagrado ambiente restrito da intimidade de casal", diz a nota assinada pelo advogado Lúcio de Constantino.
"Na realidade, tal difusão serve mais à desregrada vilipendiação da esfera privada feminina, que no contexto brasileiro ainda é tema que merece prudente atenção, não havendo falar em recreação com devassamento da vida privada de uma mulher", diz a nota.
Em postagem no seu perfil na rede X, na tarde desta segunda-feira (9), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a exposição das conversas entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e sua noiva, Martha Graeff. O ministro disse considerar que a divulgação das conversas foi uma “gravíssima violação do direito à intimidade”.
“A exposição pública de conversas de cunho estritamente privado, desvinculadas de qualquer ilicitude, constitui uma gravíssima violação ao direito à intimidade e uma demonstração de barbárie institucional que transgride todos os limites impostos pelas leis e pela Constituição”, disse o ministro do STF.
Junto ao seu texto, Gilmar Mendes anexou o link de uma matéria sobre reação da defesa de Martha Graeff, que considerou que a modelo estaria sendo vítima de “grave violência” com a das mensagens íntimas trocadas com o ex-namorado. O vazamento das mensagens viralizou na imprensa e nas redes sociais nos últimos dias, e se transformou em diversos memes com chacotas a Vorcaro e a sua ex-noiva.
O conteúdo das trocas de mensagens entre Martha Graeff e o banqueiro foi extraído dos celulares de Vorcaro apreendidos pela Polícia Federal. Na semana passada, depois de ser enviado para a CPMI do INSS, o material veio à público e foi divulgado pela imprensa.
Gilmar Mendes destacou que a exposição da ex-noiva de Vorcaro se deu justo quando se comemora o Dia Internacional da Mulher.
“Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, parece ainda mais grave a divulgação de tais diálogos, denotando a urgência de refletir sobre como a intimidade feminina é, historicamente, o alvo preferencial de tentativas de desmoralização e controle”, afirmou.
O ministro do STF disse ainda que o vazamento das conversas íntimas revelam uma falha do Estado e seus agentes e um desrespeito à legislação. Gilmar disse acreditar que tal fato impõe a inutilização de trechos que não interessam ao processo que envolve Daniel Vorcaro e o Banco Master.
“Esse cenário evidencia a necessidade inadiável da aprovação da LGPD Penal, garantindo que o tratamento de dados na esfera criminal não seja subvertido em ferramenta de opressão. Ao transformar o que deveria ser uma investigação técnica em um espetáculo e em um verdadeiro ato de linchamento moral, o sistema incorre em nítida afronta à dignidade humana e aos direitos fundamentais”, concluiu o ministro do STF.
A postagem de Gilmar Mendes na rede X já havia recebido quase 800 comentários em apenas duas horas no ar, a grande maioria com críticas não apenas à atuação do ministro, mas do STF como um todo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Fernanda Melchionna
"A cantilena enfadonha da extrema direita e dos bolsonaristas chega a doer o ouvido. Um juiz, que foi um juiz ladrão, como mostrou a Vaza Jato, vem aqui tentar se mostrar como paladino da moral, como se lutasse contra a corrupção. É muita falta de vergonha na cara daqueles que votaram na PEC da bandidagem na Câmara dos Deputados vir aqui dizer que estão contra os corruptos".
Disse a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) ao debater com o senador Sérgio Moro (PL-PR) durante a discussão do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas, a deputada do Psol chamou Moro de “juiz ladrão”.