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mariano correntina
Um desentendimento entre o prefeito de Correntina, Mariano Correntina (União), e o vereador Eliton da Multicell (PSB) ganhou repercussão após imagens de uma câmera de segurança mostrarem uma briga dentro de uma loja de móveis do município. As gravações registram o momento em que o prefeito chega ao estabelecimento acompanhado de outro homem e inicia uma conversa com o parlamentar.
Em seguida, a discussão se intensifica e evolui para agressões físicas. Nas imagens, os dois aparecem trocando empurrões e golpes antes de o vereador deixar o local. Após o episódio, Eliton procurou a delegacia da cidade e registrou um boletim de ocorrência. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele contou que foi sido agredido pelo gestor municipal e alegou que vinha sofrendo ameaças anteriormente.
"Atitudes como essas são inadmissíveis. Não podem acontecer nem com um parlamentar no exercício do seu mandato, nem com qualquer cidadão. Continuarei firme, trabalhando com responsabilidade, respeito e compromisso em defesa da população de Correntina", relatou.
O prefeito afirmou que também registrou um boletim de ocorrência contra o edil, e que suas filhas foram difamadas. "A política pode ter divergências, mas jamais permiti ir para o campo do ataque pessoal, para ofender a honra da família de nenhum cidadão ou cidadã", disse.
O episódio segue sob apuração das autoridades policiais.
CONFIRA O CONFRONTO:
A Justiça Eleitoral de Correntina, no Oeste baiano, julgou improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida por Jailton Rodrigues Ramos (PCdoB), candidato derrotado no pleito de 2024. A ação era contra o prefeito de Correntina, Mariano Correntina (União Brasil), o vice-prefeito Cassimiro Castro e Silva (PRD) e outros quatro candidatos a vereador nas eleições do ano passado.
A decisão, proferida neste domingo (8) pela juíza Bruna Sousa de Oliveira, da 124ª Zona Eleitoral de Correntina, considerou frágeis e insuficientes as provas apresentadas sobre supostas irregularidades como abuso de poder econômico, transporte irregular de eleitores e despesas de campanha não declaradas.
A magistrada destacou na sentença: “A prova testemunhal, como já mencionado, não teria o condão de transformar indícios frágeis em prova robusta e incontestável dos fatos constitutivos dos ilícitos narrados”.
A juíza também apontou que os elementos nos autos não demonstraram, com a robustez necessária, a prática das condutas ilícitas nem o envolvimento direto dos candidatos. Ela ressaltou: “Muitos dos elementos de prova apresentados estão fragmentados, descontextualizados ou passíveis de múltiplas interpretações, não apontando de forma inequívoca para a prática dos ilícitos pelos investigados”.
Sobre a alegada compra de votos com combustível, por exemplo, as imagens anexadas mostravam filas em postos de gasolina, mas sem data, contexto claro ou relação direta com os candidatos. Em relação ao suposto pagamento para gravação de vídeos de apoio político, a magistrada observou que as provas consistiam apenas em mensagens não autenticadas em aplicativos de celular, o que não comprova a infração eleitoral.
Ao final, a sentença reforçou que a cassação de mandatos exige provas incontestáveis, o que não foi o caso. “A cassação de mandatos legitimamente conferidos pelo voto popular representa medida extrema, que somente se justifica diante de provas robustas e incontestes da prática de ilícitos graves, capazes de comprometer a legitimidade do pleito”, argumenta a juíza.
Com essa decisão, a ação foi julgada totalmente improcedente e os investigados permanecem com seus diplomas eleitorais válidos. Não há mais produção de provas no processo, que seguirá para arquivamento após o trânsito em julgado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos".
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).