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Artigos

Iône Ramos
O simples privilégio de saber ler e escrever
Foto: Divulgação

O simples privilégio de saber ler e escrever

No Brasil da década de 1950, mais da metade da população com 15 anos ou mais eram analfabetos. O acesso às letras era um privilégio restrito a poucos, limitando a cidadania de milhões de brasileiros.

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

marcola

Roberta Luchsinger admite que pediu apoio a Marcola, nega pagamentos com este fim
Foto: Reprodução / Redes sociais

A empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de tráfico de influência, afirma que pediu para o ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, apoiar sua proposta sobre fornecimento de canabidiol ao governo, mas nega que tenha feito pagamentos em troca desse apoio. A declaração foi dada ao g1.

 

Roberta é alvo de três inquéritos da PF ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Em um dos inquéritos, a polícia investiga conversas de Roberta com o então chefe de gabinete de Lula sobre uma proposta de fornecimento de canabidiol para o Ministério da Saúde.

 

A suspeita é que ela tenha atuado para favorecer empresas junto a órgãos federais. Até o momento, no entanto, as investigações não apontaram se algum contrato foi assinado com o poder público.

 

Sobre a relação com Marcola, a investigação descobriu que Roberta pagou contas de Marcola e agora apura se os pagamentos foram em troca de algum favor prestado por ele. O ex-chefe de gabinete afirmou que os pagamentos foram um empréstimo pessoal, de R$ 249 mil, que já foi quitado.

 

"Ter apoio [era o objetivo das conversas com Marcola]. Talvez erro meu de pedir apoio. Ingenuidade. Bobeira", disse Roberta ao g1 por mensagem nesta quinta-feira (27).

 

"Não fiz pagamentos ao Marcola. Eu ajudei um amigo. Óbvio, eu deveria ter sido atenta ao fato de ser ele chefe de gabinete do presidente. Mas é covardia 'linkar' uma coisa na outra. Marcola é meu amigo. Eu sou uma pessoa amiga dos meus amigos. Se eu sei que precisam e posso ajudar, eu ajudo", disse a empresária.

 

Segundo a investigação da PF, Roberta enviou a Marcola por WhatsApp, em maio de 2024, a minuta de um Termo de Referência (TR) que estabelecia parâmetros para o Ministério da Saúde adquirir frascos de canabidiol.

 

O texto previa a dispensa de licitação e direcionava o negócio para a empresa World Cannabis, pertencente ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. O documento havia sido elaborado pela equipe do Careca. Nenhum contrato com o ministério foi assinado.

 

RELAÇÃO COM LULINHA 
Em mensagens obtidas pela PF, Roberta disse ter uma sociedade com Lulinha. Questionada sobre a natureza da sociedade, ela respondeu que eles são amigos e que já tiveram "a intenção" de fazer coisas juntos. 

 

"Eu e Fábio somos amigos. Muito amigos. Renata, esposa dele, [é] minha melhor amiga. Já tivemos intenção de fazermos coisas juntos fora do âmbito público, porém, sabemos que qualquer coisa que ele faça sempre será mal vista. Fábio é meu amigo antes de o pai ser presidente", afirmou.

Oswaldo Malatesta substitui Marcola no gabinete pessoal de Lula
Fotos: Reprodução

Foi oficializada a mudança na chefia do gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): entra Oswaldo Malatesta Neto, que assume o cargo antes ocupado por Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que integrou o círculo mais próximo do petista durante a maior parte do mandato. A nomeação de Malatesta foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (11/8).

 

Marcola foi exonerado do cargo no dia 21 de julho para cuidar da agenda de Lula na campanha pela reeleição. Mas teve de se afastar, no último dia 5, após o desgaste provocado por revelações envolvendo empréstimo com a empresária e lobista Roberta Luchsinger.

 

Amiga próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, Roberta passou a figurar em investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de tráfico de influência e intermediação de interesses junto a órgãos do governo federal.

 

O ex-assessor afirmou ainda que colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição das autoridades e reiterou que jamais cometeu irregularidades no exercício de suas funções públicas.

 

TRAJETÓRIA

Novo chefe de gabinete, Malatesta já atuava no Palácio do Planalto como chefe de gabinete adjunto de agenda e possui longa trajetória de colaboração com a gestão petista, tendo trabalhado anteriormente no Instituto Lula.

 

Malatesta assume o comando do fluxo de compromissos e audiências do chefe do Executivo em um momento estratégico para a articulação governamental antes das eleições presidenciais.

 

Campanha de Flávio Bolsonaro quer saber se Lula obteve informação sigilosa da PF sobre dinheiro recebido por assessor
Foto: Reprodução Redes Sociais

Quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, além de busca e apreensão e obtenção de informações sobre suposto vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essas foram algumas das providências requeridas pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, em petição enviada nesta quinta-feira (6) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

O que motivou o pedido foi a revelação de que o ex-chefe do Gabinete Pessoal do presidente Lula recebeu pagamentos da empresária Roberta Luchsinger, a amiga do filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Marcola, um dos assessores mais próximos de Lula, ficou no cargo de chefe de gabinete pessoal durante todo o atual governo e deixou o posto no dia 21 de julho deste ano. 

 

Oficialmente, foi informado que o motivo da saída de Marcola foi o de reforçar a campanha à reeleição de Lula. Entretanto, circulou a informação em Brasília de que o real motivo da saída do assessor foi a descoberta desses pagamentos pelo Palácio do Planalto. Nesta semana, Marcola pediu para deixar também a campanha presidencial.

 

A petição apresentada pelo senador Rogério Marinho, obtida pela CNN, foi assinada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro. A petição lista cinco requerimentos ao ministro André Mendonça, relator, no STF, do caso que envolve as fraudes e descontos não autorizados sobre benefícios de aposentados do INSS. 

 

O primeiro pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro é a apuração dos fatos noticiados envolvendo Marcola, com prioridade para o suposto vazamento de informações sigilosas de uma investigação sob relatoria de Mendonça. O segundo é a requisição, à Presidência da República, da lista integral de entradas e saídas do Palácio do Planalto, do Palácio da Alvorada e do Gabinete Pessoal do presidente nos últimos 30 dias, com identificação de visitantes, datas, horários e servidores responsáveis pelo atendimento.

 

O documento também pede que a Polícia Federal informe datas e horários de todos os despachos pessoais entre Lula e o diretor-geral da PF de janeiro a julho de 2026. Há ainda requisição da quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-assessor Marco Aurélio, incluindo contas, aplicações e declarações de ajuste anual de 1º de janeiro de 2023 até a data atual, além do pedido de expedição de um mandado de busca e apreensão contra ele, incluindo celulares pessoais e funcionais, computadores, mídias de armazenamento, documentos bancários e outros registros relacionados ao caso.

 

Na petição, a advogada Maria Claudia Bucchianeri afirma que o objetivo é apurar a origem do suposto vazamento, a cadeia de custódia do material divulgado, os agentes que tiveram acesso às informações sigilosas e eventual uso indevido dos dados para proteção política do presidente durante a pré-campanha eleitoral.
 

Ex-chefe de gabinete de Lula pede para deixar campanha após indícios revelação de empréstimo com lobista
Foto: Divulgação

O ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, decidiu deixar a campanha de Lula após a divulgação do empréstimo dele com a empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal (PF). As informações são do g1.

 

Ao PT, ele informou que é decisão política e não jurídica, na tentativa de blindar o presidente na campanha e evitar disputas internas. Segundo o blog da jornalista Andréia Sadi, Marcola conversou com o presidente do PT, Edinho Silva, nesta quarta-feira (5) e já comunicou a decisão ao presidente Lula, que teria exigido pessoalmente explicações sobre o caso. 

 

O ex-assessor ainda divulgou a seguinte nota: “Sempre pautei minha atuação pública pela ética, compromisso e transparência. A quem apresenta especulações e ilações, respondo com fatos, documentos e a minha inteira disposição e tranquilidade de colaborar com a Justiça”. 

 

Nesta terça-feira (4), o jornalista Valdo Cruz noticiou que a Polícia Federal identificou o repasse da empresária Roberta Luchsinger a Marcola. O valor não foi divulgado.

 

A PF identificou a operação ao analisar dados do celular de Roberta, que está sob investigação no âmbito da Operação Sem Desconto. Apontada como lobista, Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República. 

 

Marcola reconheceu ter contraído o empréstimo com Roberta e disse ter pago a dívida, no valor de R$ 249 mil.

Lula exige explicações de ex-chefe de gabinete sobre empréstimo de investigada pela PF
Foto: Reprodução / Redes sociais

 

O presidente Lula (PT) exigiu explicações do seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, a respeito do empréstimo obtido por ele com a empresária Roberta Luchsinger, amiga de seu filho Lulinha e investigada pela Polícia Federal.

 

Marco Aurélio, conhecido como Marcola, é um dos assessores mais próximos do presidente e deixou a chefia de gabinete há duas semanas para atuar na equipe de campanha do petista. Ele diz que se tratou de um empréstimo pessoal, já quitado, e que não há ilegalidade na operação.

 

Ainda segundo relatos, Lula teria sabido do empréstimo dias antes de ele vir à tona, mas não antes de escalar Marcola para a equipe das eleições. Outros aliados do presidente se dizem surpreendidos com a notícia, duvidando que o presidente soubesse.

 

O pronunciamento de Marcola veio após o site Poder360 afirmar, em reportagem, que ele recebeu os pagamentos.

 

A notícia, divulgada na segunda-feira (3), irritou aliados de Lula. Por conta do período de eleições e da candidatura do presidente à reeleição, Lula precisa evitar desgastes políticos que possam afetar sua popularidade. Apesar disso, a avaliação predominante no Palácio do Planalto é que Marcola cometeu um erro, não um crime.

 

Marcola teria dito a Lula dispor de registros de pagamento para provar que a operação foi um empréstimo. Como justificativa, o assessor alegou que o dinheiro serviu para pagar um tratamento de saúde de seu filho. Ainda não há uma confirmação sobre a data da transação, mas integrantes do Planalto dizem acreditar que tenha sido em 2023.

 

O presidente da República ordenou que o assessor explicasse a operação. Marcola busca constituir um advogado antes de voltar a falar publicamente sobre o tema.

 

Lula também tem dito a aliados que tudo precisa ser apurado e que quer ser julgado pelo próprio governo na eleição deste ano. Ou seja, que o eleitor possa decidir o voto com base nos atos do presidente, não de pessoas próximas.

 

RELAÇÃO ENTRE LULA E MARCOLA 

Quando o presidente ganhou as eleições de 2022, Marcola já o assessorava havia quase sete anos. Uma vez no governo, o petista escalou seu assessor como chefe de gabinete. Ele era o principal responsável pela agenda presidencial.

 

Além disso, servia como um dos principais contatos de políticos que buscavam falar com o chefe do governo. Lula não tem telefone celular. Quem precisa falar com ele liga para Marcola ou para outra pessoa de um grupo reduzido que está sempre próximo do petista.

 

QUEM É ROBERTA LUCHSINGER?

A empresária Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luis, um dos filhos do presidente da República. Ele ficou conhecido no mundo político como Lulinha, apesar de esse apelido não ser usado nos círculos petistas.

 

Em nota, a defesa do filho de Lula afirmou ter recebido a instauração pela PF de três inquéritos diferentes por suspeitas de tráfico de influência com "absoluta tranquilidade" e que ele irá comprovar sua inocência.

 

A equipe disse ainda ter pedido que os órgãos competentes tomem providências contra os vazamentos que consideram criminosos e que atendem a "interesses políticos".

 

"Recebemos com absoluta tranquilidade a notícia de instauração de ainda mais um inquérito. Utilizaremos todas as oportunidades para esclarecer qualquer dúvida que porventura surja sobre as atividades pessoais e profissionais de Fábio Luís. Ele comprovará, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade, assim como fez no inquérito das fraudes do INSS, em relação ao qual esperamos um já tardio arquivamento", dizem os advogados.

 

"Temos confiança plena na condução serena e equilibrada do ministro Flávio Dino, jurista que admiramos e respeitamos" diz outro trecho, em relação ao terceiro inquérito, que caiu com Dino (os dois primeiros foram autorizados por André Mendonça).

 

"Temos denunciado a instrumentalização de setores da Polícia Federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade que deveriam reger procedimentos criminais."

 

A operação investiga um esquema que teria descontado mais de R$ 6 bilhões dos beneficiários do INSS de 2019 a 2024. O Careca do INSS é apontado pela PF como um dos operadores centrais do esquema de fraudes nos descontos de aposentadorias.

 

Em dezembro passado, Roberta foi alvo de buscas. Na apuração sobre o esquema, a PF afirmou ter encontrado pagamentos de uma empresa ligada a Careca para uma companhia de Roberta, totalizando R$ 1,5 milhão.

Família de Marcola, líder do PCC, expressa preocupação sobre as condições do preso
Foto: Reprodução

A família do líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, afirma que o preso está em condições psicológicas instáveis por estar sendo mantido em um regime de isolamento prolongado na Penitenciária Federal de Brasília (PFBra).

 

Um documento, enviado pela família do líder do PCC às autoridades, demonstra uma grande preocupação com a saúde mental do preso. De acordo com a família, durante algumas visitas que realizaram ao detento, Marcola apresentou sinais de desorientação e de confusão, além de “oscilações na percepção da realidade”.

 

A petição ainda destacou que, desde o mês de março deste ano, Marcola está em isolamento total, sem ter contato com outros presos. A defesa alegou que a situação perdura até os dias atuais e que acarretou em mudanças significativas no comportamento do detento, bem como evidenciando um impacto negativo em sua saúde.

 

No documento, a família argumenta que o prolongado isolamento e a falta de contato social podem causar sérios danos psicológicos, como quadros de ansiedade e depressão, psicose e a perda de conexão com a realidade.

 

A defesa de Marcola, portanto, pediu autorização para que o detento possa passar por uma avaliação psicológica, com o intuito de mensurar os impactos que o isolamento possa estar causando na saúde mental do preso.

Empresa responsável por obras no presídio de Mossoró tem contrato com prisão onde Marcola está
Foto: Divulgação

A  R7 Facilities, empresa responsável por obras de manutenção no presídio federal de Mossoró (RN), que registrou as duas primeiras fugas da história em uma prisão do tipo, também tem contrato com a Penitenciária Federal de Brasília.


Apontada por suposto esquema de “laranjas”, a empresa agora é alvo de investigação, tem contrato assinado com a União de mais de R$ 2 milhões (R$ 2.088.591,60) para atender “as necessidades da penitenciária” na prestação de serviços continuados de apoio técnico e administrativo. O acordo tem vigência até 9 de março deste ano. As informações foram publicadas pelo jornal Estadão e confirmadas pelo portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.


Localizado no Distrito Federal, o presídio abriga o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.


Investigações da Polícia Federal já identificaram ao menos três planos de fuga para libertar o chefe da facção. Um deles foi interceptado em 2022 e previa resgate cinematográfico no presídio federal de Porto Velho (RO), onde Marcola estava preso à época.


Já os fugitivos de Mossoró são matadores do Comando Vermelho (CV), facção rival do PCC. Os criminosos conseguiram escapar de uma unidade federal utilizando estratégia que ainda é alvo de diligências policiais.


Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável pela administração das penitenciárias federais, informou que vai pedir investigações aos órgãos competentes federais sobre a lisura da R7 Facilities.


Apesar das desconfianças, a pasta informou que não há preceitos de legalidade para suspender ou rescindir contratos vigentes sem o devido processo legal.

Marcola deixará prisão em Brasília após plano de atentado a policiais penais ser identificado
Foto: Rafaela Felicciano / Metrópoles

A Secretária Nacional de Políticas Penais (Senappen) vai transferir, nos próximos dias, o líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, Marcola, da Penitenciária Federal de Brasília para outra unidade de segurança máxima.

 

O novo endereço do chefe da facção e a data da transferência não foram divulgados por motivos de segurança. A informação, contudo, foi confirmada pela coluna Na Mira do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, com fontes do governo federal.

 

A medida ocorre após o setor de inteligência das penitenciárias federais identificarem um plano em andamento para sequestrar e matar policiais penais federais. Os servidores seriam usados como moeda de troca em uma possível negociação pela libertação da cúpula da facção, que cumpre pena em Brasília.

 

Conforme a coluna noticiou, uma das estratégias da pasta está na portaria assinada pelo secretário Nacional de Políticas Penais (Senappen), Rafael Velasco Brandini. O documento determina alterações no transporte de presos de “altíssima periculosidade” de unidades que integram o Sistema Penitenciário Federal.

 

Dessa forma, as operações devem ser feitas com base em relatório de análise de risco elaborado pela Inteligência do Sistema Penitenciário Federal, em documento sigiloso e com autorização de saída assinada por um colegiado de no mínimo três autoridades da Senappen.

 

O intuito é fazer um rodízio entre os servidores responsáveis pelas transferências para evitar possíveis perseguições, sequestros e até mesmo execução de autoridades.

 

“Para efeitos desta portaria, serão considerados presos de altíssima periculosidade aqueles com alta probabilidade de evasão mediante resgate ou com indícios de envolvimento em atos preparatórios de ações hostis contra servidores públicos, altas autoridades e a segurança da população”, diz o documento.

 

Os nomes das autoridades responsáveis por assinar a autorização foram elencados em documento sigiloso. “As autoridades serão designadas de forma aleatória, periódica e individualizada para compor o Colegiado”, detalha a portaria. Elas também serão identificadas por códigos, como forma de preservar a identidade.

 

SEQUESTRO E PLANO SUICIDA

Conforme levantamento de inteligência, o primeiro plano elaborado pelo PCC, batizado de STF, consiste na invasão da Penitenciária Federal de Brasília. Contudo, uma grande muralha construída ao redor do complexo elevou drasticamente o nível de dificuldade em colocar tal plano em prática.

 

O segundo, chamado de STJ, inclui o sequestro de autoridades do Senappen e de seus familiares, para, em troca, exigir a libertação dos líderes.

 

A terceira e última opção seria uma “missão suicida”. A ideia era que o próprio Marcola desse início a uma rebelião dentro do presídio federal e usasse um policial penal como refém.

 

ANJOS DA GUARDA

A raiz dos procedimentos de segurança adotados até a presente data pelo governo federal é a Operação Anjos da Guarda. A importante ofensiva deflagrada em agosto do ano passado colheu provas fundamentais para o trabalho de investigação conduzido pela Polícia Federal em conjunto com a Senappen.

 

À época, cerca de 80 policiais federais cumpriram 11 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão em três unidades da Federação: Distrito Federal (Brasília); Mato Grosso do Sul (Campo Grande e Três Lagoas) e São Paulo (capital, Santos e Presidente Prudente).

 

Segundo as investigações, para viabilizar o plano, as lideranças criminosas fizeram uso de uma rede ilegal de comunicação por meio de advogados, que transmitiam e entregavam mensagens dos presos para criminosos fora da prisão envolvidos na tentativa de resgate e fuga. Pelo menos quatro defensores foram detidos.

 

Para tanto, os investigados valiam-se dos atendimentos e das visitas em parlatório, usando códigos que remetiam a situações jurídicas que não existiam. Cerca de quatro defensores do comando foram presos.

 

TRANSFERÊNCIA DA CÚPULA DO PCC

As lideranças envolvidas ingressaram no Sistema Penitenciário Federal em fevereiro de 2019, justamente em decorrência da descoberta, pelas autoridades do estado de São Paulo, de plano de fuga que, à época, já estava em articulação por tais líderes, então custodiados na Penitenciária Estadual de Presidente Venceslau II.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Tenho pra mim que os nepo babies parecem meio perdidos. Alguém precisa dar uma orientação pra eles. Tem até filho feio confundindo o próprio pai. Enquanto isso, o Cacique vai ter que lutar pra afastar a imagem de pé frio, e Zoião tenta convencer que é desenrolado. Mas quem tá passando uma mensagem meio confusa é o Rambo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Tânia Scofield

Tânia Scofield
Foto: Thiago Tolentino / Antena 1 Salvador

"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".


Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".
 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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