Artigos
Grande orgulho de ser cidadão da primeira capital do Brasil
Multimídia
João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
marcio poncio
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedeu prisão domiciliar humanitária ao pastor Márcio José Matos Poncio de Souza, preso no âmbito da 5ª fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Segundo informações da CNN Brasil, a decisão foi assinada neste sábado (11) e garante a prisão domiciliar acompanhada de um conjunto de medidas cautelares. Márcio Pôncio é pastor pai da deputada Sarah Pôncio.
A operação Unha e Carne apura a atuação de organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro e suas conexões com agentes públicos. A prisão de Márcio Pôncio foi decretada em 30 de junho, juntamente com mandados de busca e apreensão e medidas de indisponibilidade de bens. Ao analisar recurso da defesa, Moraes levou em consideração a condição clínica do investigado.
Segundo relatório médico anexado ao processo, Pôncio é portador de retocolite ulcerativa grave, doença inflamatória intestinal crônica e sem cura, desde 2013, necessitando de acompanhamento especializado contínuo, além de tratamento hospitalar periódico.
A apelação da defesa também menciona que a esposa do investigado enfrenta uma gravidez considerada de alto risco, circunstância que, segundo o ministro, reforça o caráter excepcional da medida.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) manifestou-se favoravelmente à substituição da prisão preventiva pela domiciliar, afirmando que as diligências de busca e apreensão já haviam sido cumpridas e que as medidas patrimoniais adotadas preservavam a investigação.
Apesar da revogação da prisão preventiva, Moraes impôs uma série de restrições ao investigado. Entre elas estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, a proibição de manter contato com os demais investigados, a vedação ao uso de redes sociais, a suspensão de registros e autorizações relacionados a armas de fogo, a entrega dos passaportes e a proibição de receber visitas, exceto de advogados ou pessoas previamente autorizadas pelo STF.
O ministro advertiu que o descumprimento de qualquer das determinações poderá resultar no retorno do investigado ao sistema prisional.
O pastor Marcio Poncio foi preso nesta quinta-feira (2) durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado à chamada “Máfia do Cigarro”.
Segundo a PF, também foram expedidos mandados de prisão contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado como líder do esquema, e contra o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão.
Poncio foi localizado e preso em um flat na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
De acordo com informações do G1, o pastor é investigado por possíveis ligações com a organização criminosa. Em nota, a Polícia Federal informou que esta etapa da operação busca aprofundar as investigações sobre indícios de lavagem de dinheiro praticada por Adilsinho e apurar uma possível ramificação do esquema envolvendo integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro.
Ainda conforme a PF, Adilsinho e Rodrigo Bacellar já estavam presos. O ex-deputado deverá ser transferido do Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, para um presídio federal.
Além das prisões e buscas, Alexandre de Moraes determinou o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"Jerônimo, você se comprometeu, no último debate de TV, a baixar, em uma semana, o decreto para proteger a Serra da Chapadinha. Queria perguntar: cadê o decreto, governador?"
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) ao cobrar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) a publicação do decreto estadual que prevê medidas de proteção à Serra da Chapadinha, unidade de conservação planejada para uma área localizada entre os municípios de Itaetê, Ibicoara e Mucugê, na Chapada Diamantina.