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marcio canella
A prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), afastou de vez a possibilidade da federação PP-União Brasil apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo informações obtidas pela jornalista Bela Megale no O Globo apontam que a ação policial contra Canella, pré-candidato ao Senado no Rio de Janeiro e apoiado por Flávio, irritou a cúpula do União Brasil.
Dois fatores teriam sido decisivos. O primeiro deles teria sido a de que o PL teria se mobilizado para rifar de vez Canella da disputa. Desde a prisão de Márcio, surgiram especulações de que ele passaria a concorrer a deputado, e não mais ao Senado.
Os dirigentes do União Brasil culpam correligionários do PL pela especulação e veem essa tentativa como uma estratégia para levar um nome próprio na chapa. As lideranças do União ainda insistem que ele pode ser solto e que haveria caminhos para manter sua candidatura ao Senado.
O segundo fator de irritação foi a falta de gestos de Flávio Bolsonaro após o aliado ser alvo da ação da Polícia Federal. A cúpula do União esperava algum apoio do senador, mesmo que discreto, mas afirmam que nada veio por parte dele.
Canela foi preso na quarta-feira (8) após um fuzil ser encontrado em seu carro. Ele foi um dos alvos da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF para desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro.
Detido após a Polícia Federal encontrar um fuzil em seu carro durante nova fase da Operação Unha e Carne, o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, Márcio Canella (União) foi um dos destaques do lançamento de um MBA em Segurança Pública realizado em maio.
Canella é atual presidente do União Brasil e, nessa posição, participou como palestrante da aula inaugural do curso organizado pela Fundação Índigo, braço de formação política da legenda, presidida pelo ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto.
A Fundação Índigo lançou o MBA em Segurança Pública em maio, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O evento de lançamento foi realizado no Centro Cultural da FGV, no Rio de Janeiro.
O curso é gratuito, tem carga horária superior a 430 horas e exige a apresentação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para a obtenção do certificado.
A estrutura acadêmica foi elaborada pela FGV e reúne 18 disciplinas, entre elas Crimes no Agronegócio, Crimes Cibernéticos, Insurgência Criminal, Controle Territorial e Dinâmicas Criminais na Amazônia Legal.
Segundo informações do Metrópoles, o ex-prefeito foi apresentado no evento como exemplo de gestão no combate ao crime organizado. Em sua participação, Márcio compartilhou experiências de sua administração e deu dicas a outros gestores sobre medidas que, segundo ele, contribuíram para a redução dos índices de violência em Belford Roxo.
UNHA E CARNE
Segundo a Polícia Federal, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que o grupo investigado do qual Canella faz parte movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
A corporação indica que a estrutura criminosa utilizava empresas do setor de combustíveis como plataforma para lavagem de dinheiro e contava, ainda, com a participação de agentes públicos.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros delitos que venham a ser identificados durante o avanço das investigações.
A ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe do senador Flávio Bolsonaro (PL), é a primeira suplente na chapa de Márcio Canella (União), ex-prefeito de Belford Roxo, ao Senado Federal. O pré-candidato, apoiado pelo bolsonarismo carioca, é um dos principais alvos da 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (7).
Márcio Canella é investigado por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$7,6 bilhões por meio de uma rede de postos de combustíveis.
O ex-gestor renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar uma vaga no Legislativo Federal. Ele recebeu o apoio formal do pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), que foi responsável pelo acordo para a indicação de Rogéria em fevereiro de 2026.
Além do ex-prefeito, que renunciou ao cargo em abril para disputar as eleições, o ex-secretário Marcus Amim também é alvo da investigação. O esquema investigado pela Polícia Federal aponta para a conivência de agentes públicos em movimentações financeiras bilionárias ilícitas. A aliança política entre Canella e o clã Bolsonaro consolidou-se após o rompimento do ex-prefeito com seu antigo aliado, Waguinho, atual prefeito de Belford Roxo.
Na sexta-feira (3), Canella esteve ao lado de Flávio Bolsonaro no 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, onde foi destacado como candidato ao Senado pelo partido. Rogéria Bolsonaro, que também é mãe de Carlos e Eduardo Bolsonaro, exerceu dois mandatos como vereadora no Rio entre 1993 e 2000.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Dizer que somos povo de Deus".
Disse o governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues ao rebater críticas de cunho religioso de opositores e pediu ajuda de aliados para atrair lideranças políticas e o eleitorado evangélico para a campanha petista. A fala, registrada em uma reunião com os caciques e os prefeitos da base aliada, na última quarta-feira (19) em Salvador, cita a prefeita reeleita de Cachoeira, no Recôncavo baiano, Eliana Gonzaga.