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Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência

O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

mae taiane macedo

Com Ana Mametto, Ju Moraes e Mãe Taiane Macedo, primeira Festa de Iansã acontece no Rio Vermelho
Foto: Divulgação

A Casa Rosa realiza, no dia 4 de dezembro, às 17h, a primeira Festa de Iansã do Rio Vermelho. O evento será no Pátio Viração, espaço coberto à beira-mar, onde a celebração acontece ao pôr do sol, em referência às tradições que ocupam o Centro Histórico desde as primeiras horas da manhã. A programação reúne música, dança, performance e gastronomia, com caruru servido em homenagem a Oyá. Os ingressos custam a partir de R$ 70, no Sympla.

 

A festa é uma idealização da própria Casa Rosa, de Yacoce Simões e da cantora Ana Mametto, que assume o papel de anfitriã. Ela conduz o encontro ao lado de Ju Moraes, Hiran e Mãe Taiane Macedo, sacerdotisa, líder religiosa e cantora do Terreiro Cumoa. A abertura ficará por conta da banda percussiva Yayá Muxima.

 

Entre as atrações está a dança-oferenda “Obinrin ti Omi ati Af?f?” (“Mulher das Águas e do Vento”), criada por Nildinha Fonseca, coreógrafa do Balé Folclórico da Bahia. A obra será apresentada em duo e reverencia a força ancestral feminina nas energias de Obá e Iansã. Durante a performance, acarajés serão distribuídos ao público.

 

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Comandado por Mãe Taiane Macedo, Cumoa integra fé, cultura e transformação social em Salvador
Foto: Divulgação

Em Salvador, onde a cidade encontra o mar e a diversidade molda paisagens e trajetórias, Taiane Macedo, mais conhecida como Mãe Tai, conduz uma jornada marcada pela espiritualidade, arte e compromisso coletivo. Publicitária, cantora e sacerdotisa, ela está à frente do Centro de Umbanda Mística Oxum Apará (Cumoa), terreiro que, há 56 anos, integra fé, cultura e ação social.

 

 

“Sou uma mulher em constante busca por ajudar outras pessoas a viver com dignidade, cuidando do corpo, da mente e do espírito. Acredito no amor, na caridade, na bondade. Mesmo nesse mundo tão violento e tão louco, eu ainda confio que essas forças podem transformar vidas”, afirmou em entrevista ao BN Hall.

 

Filha de uma família em que a música e a espiritualidade sempre caminharam juntas, ela iniciou sua carreira profissional nos palcos, cantando em casas de show e eventos. Na carreira musical, inclusive, lançou o álbum “En(canto) Umbanda”, que conta com mais de 8 milhões de views nas plataformas de áudio e vídeo. Mais tarde, formou-se em Publicidade e atuou por cerca de 20 anos no marketing político e cultural. A guinada em sua trajetória aconteceu em 2012, com o diagnóstico de um câncer de mama. Na mesma época, sua mãe e seu irmão também adoeceram — este último, infelizmente, não resistiu. Diante da sobrecarga emocional e familiar, o terreiro que frequentava — fundado por sua mãe biológica, Mãe Hebe Macedo — precisou ser temporariamente fechado.

 

A reabertura ocorreu de forma gradual. Em 2015, já sob a liderança de Mãe Tai e do médium Pai Rai, o espaço foi restaurado. “Foi um processo intenso de aprendizado”, relembrou a sacerdotisa. “Minha mãe nos passou o sacerdócio em vida, mas precisávamos nos aprofundar nos estudos e nas práticas para honrar esse legado (...). Fizemos cursos de teologia, de sacerdócio, e seguimos guiados pela ancestralidade dela e pela força dos nossos fundamentos”, acrescentou.

 

Com sede atual no bairro de Piatã, o Cumoa preserva viva a tradição das giras e celebrações, como a Festa de Ciganos, e realiza eventos voltados à valorização da cultura afro-brasileira e ao combate à intolerância religiosa. Um dos destaques é o UMBAHIA — Encontro de Umbanda da Bahia — que reúne casas de diversas regiões em rodas de conversa, vivências e oficinas.

 

Além das celebrações, o terreiro oferece atendimentos espirituais com banhos, uso de ervas e limpezas de corpo. “A Umbanda é uma religião afro-indígena brasileira que acolhe tudo e a todos”, explicou Mãe Tai. “Cada terreiro tem sua forma, seu olhar. Alguns são mais próximos do candomblé, outros do espiritismo, do catolicismo ou das tradições xamânicas”, detalhou. Para ela, essa diversidade é uma das forças da religião, mas também evidencia a urgência do combate à intolerância religiosa. “Os ataques a terreiros e às nossas práticas mostram o quanto ainda precisamos educar e conscientizar”, defendeu.

 

Essa visão espiritual está profundamente conectada ao engajamento social e político. “Não adianta estar dentro do terreiro reverenciando um caboclo e, lá fora, não refletir sobre os povos originários. Ou tomar a bênção de um preto velho e, na rua, ser racista”, argumentou. “Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”, enfatizou.

 

 

Esse compromisso se reflete na rotina do Centro Umbanda. A casa promove rodas de leitura com textos de autores como Djamila Ribeiro e Ailton Krenak, além de debates sobre o significado de entidades e de expressões que foram historicamente distorcidas. 

 

Para ela, o terreiro é um “combo de religião, cultura e educação”, em que o branco das vestes representa paz, mas também consciência. “É sobre respeitar as diferenças e criar espaços seguros para que as pessoas se sintam acolhidas em todas as dimensões”, ressaltou. Ao longo dos anos, o Cumoa também se consolidou como um instituto de formação. Cursos como Curimba Sagrada, Umbanda para Iniciantes e Entidades da Umbanda unem teoria e vivência, fortalecendo a relação dos participantes com os fundamentos da religião.

 

No campo social, Mãe Tai destacou duas iniciativas que considera suas “meninas dos olhos”. A primeira é o projeto Amor & Caridade, criado durante a pandemia e que hoje atende, mensalmente, mais de 600 famílias. “Além das cestas, oferecemos cursos profissionalizantes e oportunidades para que possam criar seus próprios meios de sustento e viver com dignidade”, salientou.

 

A segunda frente está voltada ao cuidado emocional, com a oferta de terapias integrativas. Psicólogos, terapeutas, acupunturistas e outros profissionais atuam voluntariamente no terreiro, oferecendo atendimentos gratuitos ou com valores simbólicos. “Muitas vezes, o que parece um problema espiritual é, na verdade, uma ferida emocional”, avaliou. “Quando cuidamos dessas dores, a vida da pessoa começa a se transformar de dentro para fora”, acrescentou.

 

Com foco na autonomia das famílias assistidas, o Cumoa também vem ampliando parcerias estratégicas. Uma das mais recentes foi firmada com a Universidade Federal da Bahia (Ufba), que oferece os cursos de empreendedorismo e oficinas de ideias criativas.

 

A meta, segundo Mãe Tai, é também reformular o programa Amor & Caridade até 2026, tornando a entrega das cestas condicionada à participação em oficinas e cursos. “Queremos transformar vidas e tirar essas pessoas do sistema de assistencialismo”, afirma, destacando que a tarefa vai além da espiritualidade. “É ser guardiã de um legado e manter acesa a chama do amor, da caridade e da consciência em cada passo”, completou.

 

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Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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