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Artigos

Fatima Suarez
A dança como território de liberdade e transformação social
Foto: Ives Padilha/ Divulgação

A dança como território de liberdade e transformação social

Muitas vezes a dança é vista apenas como expressão artística, mas a verdade é que ela é, antes de tudo, um poderoso instrumento de transformação social.  O corpo que dança é um corpo que conquista sua própria voz. O movimento fortalece a disciplina, desenvolve a autoconfiança, cuida da saúde mental, promove a inclusão e resgata a cidadania em comunidades vulneráveis. 

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

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Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

lucas pinheiro

Após imbróglios trabalhistas e rebaixamento: entenda próximos passos do Atlético de Alagoinhas para engrenar SAF
Foto: Divulgação/Atlético de Alagoinhas

Nos últimos anos, o Atlético de Alagoinhas escalou o pelotão para se consolidar como a terceira força do futebol estadual. Com três finais consecutivas do Campeonato Baiano nas costas – sendo campeão em 2021 e 2022, e vice em 2020 – o Carcará viu grande parte desse projeto desmoronar e precisar de um recálculo de rota em 2026.

 

A temporada atual foi marcada por um declínio esportivo e uma crise financeira que expôs os bastidores do clube. Rebaixado para a Série B do Baianão com a pior campanha do torneio e eliminado precocemente na Série D do Campeonato Brasileiro, o time ficou sem calendário para o segundo semestre. O ápice da crise ocorreu no início de junho, quando um grupo de jogadores protestou em frente a casa do presidente da Associação, Albino Leite, cobrando salários atrasados.

 

Diante do colapso no campo e na tesouraria, o Bahia Notícias apurou os bastidores da transição do clube para entender o que foi feito até aqui, a real situação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e quais são os próximos passos da equipe.

 

DO PROTESTO ÀS RESCISÕES
Sem jogos oficiais até o fim do ano, o clube iniciou um processo de assinatura de recisões com os jogadores, entendendo que,
 sem calendário, não faz sentido manter os atletas no clube. Nomes conhecidos da torcida, como os atacantes João Leonardo e Samuel Almeida, deixaram a equipe. Sem especificar quais, o clube informou que alguns jogadores não pediram dispensa, sendo esses minoria.

 

Após o episódio das cobranças na porta do presidente, a diretoria agiu para apagar o incêndio. Segundo a própria presidência informou ao Bahia Notícias, os atletas que assinaram os documentos de rescisão tiveram seus valores quitados. A dívida emergencial com o elenco girava em torno de R$ 150 mil. 

 

No entanto, o que a torcida e parte da opinião pública não sabiam é que os recursos para evitar a falência total do clube não vieram dos cofres da Associação, mas sim de um aporte pessoal. Segundo informações apuradas pelo BN, o CEO da TLS Sports, Edgar Terles Hecke, injetou mais de R$ 1 milhão do próprio bolso para garantir a sobrevivência imediata do Carcará.

 

A SAF AINDA NÃO EXISTE NO PAPEL
A injeção de dinheiro levantou questionamentos: afinal, a TLS Sports não havia comprado a SAF do clube em setembro de 2025 com a promessa de aportar R$ 20 milhões?

 

Lucas Pinheiro, advogado da TLS Sports e participante ativo no processo de transição, esclareceu ao Bahia Notícias que a burocracia e as dívidas ocultas travaram a formalização da empresa.

 

"A SAF do clube não existe. O que existe é um processo de formação da SAF, em que a empresa TLS Sports tem a promessa de aquisição da associação. Não tem CNPJ ainda. Possivelmente, nos próximos dois meses vai terminar, até porque já tem uns cinco meses de processo, que geralmente demora de seis a oito", detalhou o advogado.

 

O planejamento inicial foi minado pelo surgimento de dívidas que não constavam nos relatórios preliminares, os chamados "esqueletos no armário".

 

"Apareceram muitas dívidas do clube ao longo do tempo. Foi feito um planejamento sem considerar que esses débitos iam aparecer, pois não sabíamos deles. Tiveram que ser honrados e isso foi, aos poucos, minando a questão financeira. Teve atleta que, para poder vir para o clube, exigiu o pagamento de débitos de anos anteriores", explicou Pinheiro.

 

Foi nesse cenário de emergência que Edgar Terles Hecke assumiu o papel de "gestor colaborativo", realizando os aportes milionários como pessoa física para que o Atlético não fechasse as portas.

 

INFRAESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO
Com as rescisões pagas e o calendário esportivo de 2026 encerrado, o objetivo do Atlético de Alagoinhas para o segundo semestre é exclusivamente administrativo e estrutural.

 

A expectativa de Lucas Pinheiro é que a documentação final da SAF seja concluída no prazo máximo de dois meses. A partir da criação formal do CNPJ, a TLS Sports poderá assumir oficialmente o clube e iniciar o plano de ação previsto em contrato. As prioridades traçadas para a reestruturação incluem:

  • Restauração Financeira: Mapeamento completo e criação de um plano de pagamento para os débitos de gestões anteriores;
  • Foco na Infraestrutura: O aporte inicial de R$ 20 milhões não será destinado a contratações bombásticas, mas sim à construção de patrimônio;
  • Centro de Treinamento: A principal meta é iniciar a construção de um CT próprio já no começo do próximo ano.

 

O advogado da TLS Sports foi categórico ao alertar a torcida sobre o destino dos investimentos obrigatórios previstos no contrato de compra e venda (que prevê aportes de R$ 20 milhões a R$ 60 milhões por 90% das ações).

 

"As pessoas imaginaram: 'o clube vai investir R$ 20 milhões e está lá'. O investidor tem que aportar R$ 20 milhões no clube, mas não é para contratar jogador. É infraestrutura, é construir um CT, uma academia, reformar um campo, dar condição de estruturação mínima. Só que isso só pode ser exigido com segurança jurídica, quando a SAF estiver constituída", finalizou Lucas.

 

O Carcará agora corre contra o tempo nos bastidores de escritórios e cartórios. O objetivo é que, quando a bola voltar a rolar na Série B do Baianão em 2027, continuar os investimentos na base, por acreditar que eles auxiliaram na reconstrução do clube, acreditando que nos próximos anos o Atlético tenha alicerces sólidos o suficiente para evitar que a queda de 2026 seja mais do que um tropeço em sua história recente.

Lucas Pinheiro conquista bronze no slalom da etapa de Copa do Mundo de Esqui Alpino
Foto: Divulgação / Time Brasil

O brasileiro Lucas Pinheiro Braathen conquistou a medalha de bronze na prova de slalom da etapa de Copa do Mundo de Esqui Alpino 2025–26 disputada em Kranjska Gora, na Eslovênia. O resultado foi registrado neste domingo (8) após o atleta marcar o tempo total de 1min38s89.

 

A prova foi vencida pelo norueguês Atle Lie McGrath, que completou o percurso em 1min38s85. O segundo lugar ficou com Henrik Kristoffersen, com 1min38s86. A diferença entre os três primeiros colocados foi de centésimos de segundo. No sábado (8), Lucas havia vencido a prova do slalom gigante na mesma etapa do circuito.

 

Na primeira descida do slalom, o brasileiro registrou 48s40 e terminou na segunda posição parcial. McGrath fez 48s23 e liderou a prova naquele momento. Na segunda descida, Lucas marcou 50s49 e fechou o tempo total em 1min38s89.

 

Com o resultado, McGrath chegou a 552 pontos e manteve a liderança do ranking do slalom. Lucas soma 511 pontos e ocupa a segunda posição na classificação da prova.

 

Fora das pistas, os dois atletas mantêm relação desde a infância. Eles se conheceram ainda jovens e chegaram a treinar juntos pela Noruega. Após a prova deste domingo, os dois se abraçaram na área de chegada.

 

A etapa de Kranjska Gora foi a penúltima da temporada da Copa do Mundo. As finais do circuito serão disputadas nos dias 24 e 25 de março em Lillehammer, na Noruega.

 

Lucas também ocupa a segunda posição no ranking do slalom gigante, com 447 pontos. O líder é o suíço Marco Odermatt, que soma 495. Na classificação geral da temporada, Odermatt lidera com 1530 pontos, enquanto o brasileiro tem 958.

 

QUEM É LUCAS PINHEIRO?
Lucas nasceu em Oslo, na Noruega, e é filho de mãe brasileira. O atleta competiu durante parte da carreira pela Noruega e mudou a nacionalidade esportiva no dia 7 de março de 2024. Desde então, passou a representar o Brasil nas competições internacionais. Entre os resultados obtidos desde a mudança está a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão?Cortina 2026.

Após ouro inédito nos Jogos de Inverno, Lucas Pinheiro passa férias no Brasil
Foto: Lari Carvalho

O esquiador brasileiro Lucas Pinheiro, medalhista de ouro no slalom gigante dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, aproveita dias de descanso no Brasil ao lado da namorada, a atriz Isadora Cruz. Durante a estadia, o casal visitou os Estúdios Globo, onde conheceu a cidade cenográfica da novela Coração Acelerado. A informação foi veiculada inicialmente pelo ge.globom

 

A passagem pelo local também incluiu uma entrevista ao Fantástico, exibida no próximo domingo (1). Em conversa com o repórter André Gallindo, o atleta comentou, em tom descontraído, vídeos de foliões fantasiados de esquiadores durante o Carnaval.

 

"Agora estou vendo vídeos do Carnaval, das pessoas esquiando na praia. Que isso? Para mim esse vídeo foi tudo. Esqui alpino virar fantasia do Carnaval me deixa muito feliz", disse.

 

A medalha de ouro conquistada por Lucas Pinheiro marcou a primeira do Brasil na história das Olimpíadas de Inverno. Nascido em Oslo, na Noruega, o atleta é filho de mãe brasileira e passou a representar o país em competições internacionais a partir de 2024. Antes do título olímpico, ele já havia alcançado resultados expressivos em etapas da Copa do Mundo, consolidando-se como um dos principais nomes do esqui alpino brasileiro.

Lucas Pinheiro sofre queda, é eliminado no slalom e perde chance de segunda medalha olímpica
Foto: Rafael Bello/COB

Uma queda na primeira descida da prova do slalom, nesta segunda-feira (16), encerrou o sonho de Lucas Pinheiro de deixar os Jogos Olímpicos de Inverno de Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 com duas medalhas. O brasileiro, campeão do slalom gigante no último sábado, entrou como um dos favoritos ao ouro, mas escorregou na pista e acabou fora da disputa.

 

A prova foi realizada no Stelvio Ski Centre, em um dia marcado por forte queda de neve e baixa visibilidade. Diferentemente do slalom gigante, quando abriu a pista, Lucas foi o sexto atleta a descer no slalom.

 

O brasileiro iniciou a prova com tempo acima do norueguês Atle Lie McGrath, então líder da disputa. Ao longo do percurso, porém, passou a acelerar e melhorar suas parciais. Na metade da descida, perdeu a aderência em uma curva, escorregou e não conseguiu concluir a etapa.

 

Como o slalom soma os tempos de duas descidas, a queda resultou na eliminação automática do atleta.


Após deixar a competição, Lucas comentou as condições adversas enfrentadas na pista. Desde o início da prova, a neve caiu de forma constante, tornando o percurso mais técnico e imprevisível.

 

"A visibilidade é difícil. Você não tem ajuda da visibilidade para ler a textura e o terreno da neve, e aí você precisa se conectar com o seu coração e esquiar com intuição. realmente eu consegui isso na metade da corrida (...) quando eu cheguei nessa parte, eu tentava puxar e criar toda a velocidade e eu deixei a disciplina na casa, não estava determinado na técnica, só estava esquiando com intensidade", declarou.

 

Ao todo, 96 atletas participaram da primeira descida. Apenas 46 avançaram para a segunda etapa, enquanto 50 competidores não conseguiram completar o percurso.


OURO HISTÓRICO PARA O BRASIL
Apesar da eliminação no slalom, Lucas Pinheiro já havia feito história para o esporte brasileiro em Milão-Cortina. No último sábado, o esquiador conquistou a medalha de ouro no slalom gigante, superando favoritos da modalidade.

 

Ele fechou as duas descidas com o tempo total de 2min25s, 0s58 à frente do suíço Marco Odermatt, segundo colocado na prova.

 

A conquista marcou um feito inédito para o Brasil na modalidade e consolidou o nome de Lucas entre os principais atletas do esqui alpino mundial.

Em busca de ouro inédito para o Brasil, Lucas Pinheiro lidera primeira descida do slalom gigante
Foto: Rafael Bello/COB

Ao registrar o melhor tempo do Slalom Gigante neste sábado (14), Lucas Pinheiro permite que os brasileiros sonhem com a primeira medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno.

 

Lucas foi o primeiro a descer, com a pista limpa e sem buracos na neve. Entre os 81 atletas que disputaram a primeira descida da modalidade, o brasileiro marcou 1min13s92 e assumiu a liderança da prova. O tempo não foi superado.

 

O também brasileiro Giovanni Ongaro terminou em 35º com 1min19s95.

 

Para subir ao lugar mais alto do pódio, o paulista ainda terá mais uma descida pela frente e precisa somar o menor tempo nas duas baterias. Na segunda fase, Lucas Pinheiro será o último competidor a entrar na pista, o que significa que a neve estará mais usada e com mais buracos pelo caminho, o que pode impactar o tempo final.

 

A competição pode ser acompanhada ao vivo por meio dos canais da Globo, sportv 2, Ge TV e CazéTV, estes dois últimos no YouTube.

Brasil quebra protocolo, dança na abertura e chama atenção nos Jogos de Milão-Cortina 2026
Foto: Reprodução / COI

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 teve forte presença brasileira e momentos marcantes protagonizados pela delegação do país. O desfile do Brasil foi liderado pelo esquiador Lucas Pinheiro e pela sledder Nicole Silveira e ocorreu de forma inédita em quatro sedes diferentes: Milão, Cortina D’Ampezzo, Predazzo e Livigno.

 

 

A passagem brasileira chamou atenção pela quebra de protocolo e clima descontraído, com direito a dancinha e gestos simbólicos durante o desfile. Além dos atletas, a ginasta Rebeca Andrade também participou da cerimônia ao carregar a bandeira olímpica no Estádio San Siro, em Milão, a convite do comitê organizador local.

 

 

A edição de Milão-Cortina 2026 marca o início dos Jogos em que o Brasil chega com expectativa real de medalha inédita em Olimpíadas de Inverno. Lucas Pinheiro, do esqui alpino, é considerado um dos principais candidatos ao pódio após uma temporada de destaque na Copa do Mundo da modalidade. Nicole Silveira, no skeleton, e o snowboarder Pat Burgener também aparecem entre os atletas com chances de bons resultados.

 

No Estádio San Siro, também conhecido como Giuseppe Meazza, Lucas Pinheiro entrou com a bandeira brasileira ao lado da esquiadora de cross country Bruna Moura. Durante o desfile, Lucas entregou a bandeira à companheira de equipe, em um gesto que simbolizou superação e emocionou o público.

 

Bruna Moura faz sua estreia em Jogos Olímpicos após enfrentar uma sequência de adversidades. Em 2022, sofreu um grave acidente de carro dias antes do embarque para os Jogos de Pequim. No ano seguinte, teve que lidar com uma toxoplasmose que a afastou das competições por quase um ano e provocou a perda de cerca de 25% da visão. A dupla foi acompanhada por Emilio Strapasson, presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG) e chefe da missão brasileira.

 

Já em Cortina D’Ampezzo, a delegação brasileira entrou em clima de festa. Liderados por Nicole Silveira, os atletas do bobsled Edson Bindilatti, Luís Bacca, Rafael Souza, Davidson de Souza e Gustavo Ferreira protagonizaram uma dancinha durante o desfile, arrancando sorrisos e aplausos.

 

Nas outras sedes, o Brasil também esteve representado. Em Predazzo, Eduarda Ribera e Manex Silva desfilaram ao lado dos oficiais Caio Freixeda, treinador, e Tatiana Freira, chefe da equipe. Em Livigno, os snowboarders Pat Burgener e Augustinho Teixeira representaram o país com direito a manobras acrobáticas, incluindo um mortal durante a apresentação.

 

As piras olímpicas foram acesas por lendas do esqui alpino italiano: Alberto Tomba e Deborah Compagnoni, em Milão, e Sofia Goggia, em Cortina D’Ampezzo, encerrando a cerimônia de abertura com homenagens à história do esporte de inverno na Itália.

Primeiro brasileiro campeão da Copa do Mundo de esqui alpino, Lucas Braathen trocou Noruega por Brasil em competição
Foto: Jorge Mitter / Red Bull

O brasileiro Lucas Pinheiro Braathen foi o primeiro do país a ser campeão na Copa do Mundo de esqui alpino, no último domingo (16). Após a conquista, a nacionalidade do atleta começou a ser debatida por conta da local de origem dos seus pais. 

 

Com pai norueguês e mãe brasileira, o esquiador escolheu defender o país da mãe um ano antes de garantir o ouro na Copa do esporte. Depois de conseguir o feito, foi criticado nas redes sociais.

 

“Não é e nunca será brasileiro, e esportes de neve não são para o Brasil. Volte para a Noruega” disse uma usuária do X. “Mudou de federação por causa de conflito com patrocinadores, não por amor ou orgulho do Brasil", completou outra pessoa nas redes sociais. 

 

Além dos comentários ruins, Lucas foi defendido por brasileiros: “Para quem está conhecendo agora: Lucas Pinheiro não é atleta comprado. Filho de mãe brasileira, e, portanto, cidadão brasileiro, sempre teve ligação com nossa cultura”, finalizou um internauta. 

 

Além do troféu na etapa de slalom da Audi FIS World Cup, em Lei, na Finlândia, o atleta levou uma rena e 300 mil reais em premiação. Ainda no dia da vitória, o esquiador publicou nas redes sociais uma foto sua criança com a camisa da Seleção Brasileira.

Brasileiro vence etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino na Finlândia e ganha rena como prêmio
Foto: Reprodução/Instagram/@fisalpine

O Brasil abriu uma marca inédita neste domingo: Lucas Pinheiro Braathen conquistou a vitória no slalom da etapa de Levi, na Finlândia, pela Copa do Mundo de esqui alpino. Aos 25 anos, o atleta dominou a prova do início ao fim — liderou a primeira descida e confirmou o título na segunda, garantindo também um prêmio curioso e tradicional da competição: uma rena.


Foto: Reprodução/ESPN 2
 

O animal, que ficará em uma fazenda local em Levi, recebeu o nome de Bjørn, homenagem do brasileiro ao pai norueguês, seu maior incentivador no esporte. Além da conquista simbólica, Lucas também embolsou cerca de R$ 300 mil (47 mil francos suíços).
 

Na pista, o desempenho foi irretocável. Lucas registrou 54s13 na primeira descida, abrindo vantagem sobre o francês Clément Noel, campeão olímpico e mundial. Noel tentou reagir na segunda volta, mas não conseguiu descontar o tempo e terminou em segundo, 0s31 atrás do brasileiro. O finlandês Eduard Haalberg completou o pódio.
 

Lucas recebeu a pequena rena das mãos do próprio Papai Noel, figura tradicional em Levi. Para o esquiador, dar ao animal o nome do pai simboliza o início da nova fase de sua carreira, agora defendendo as cores do Brasil — decisão anunciada após se aposentar brevemente e abandonar a antiga bandeira.
 

Com os Jogos de Inverno em Milão e Cortina d’Ampezzo marcados para 6 de fevereiro, Lucas desponta como o principal candidato brasileiro a conquistar a primeira medalha olímpica da história do país nos esportes de inverno. Ele compete no slalom e no slalom gigante, suas especialidades.
 

A nova temporada começou com altos e baixos: ele não completou a prova de abertura no slalom gigante, mas agora dá ao Brasil a histórica primeira vitória em Copas do Mundo de esqui alpino.


O talento de Lucas já era evidente no início da carreira. Em 2019, ele brilhou no Mundial Júnior com prata no Super-G e bronze no combinado. No ano seguinte, venceu pela primeira vez uma etapa da Copa do Mundo, em Sölden. Em 2021, terminou a temporada como vice-líder geral da competição. Em Pequim 2022, representando a Noruega, disputou sua primeira Olimpíada.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Fico me perguntando onde o povo tá ganhando voto no shopping, ou em corrida de rua. Porque ir pro interior atravessando os buracos da BR ou pegando fila no ferry ninguém quer. Aí depois é culpa do mundo. Mas pior mesmo é Tente Outra Vez, que gasta sola de sapato e ainda leva bola nas costas da própria equipe. Enquanto isso, AlôPrates busca convites pra caruru. Alguém se habilita? Saiba mais!

Pérolas do Dia

Ricardo Alban

Ricardo Alban
Foto: Gabriel Pinheiro / CNI

"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro". 


Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.

Podcast

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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