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Artista conhecido pela trajetória na música brasileira, Chico Chico desembarca em Salvador nesta semana para apresentar ao público seu primeiro livro, “Pequenos Sigilos”. O lançamento acontece nesta terça-feira (4), às 19h, na Livraria LDM, no Shopping Bela Vista, com sessão de autógrafos. A obra marca a estreia literária do cantor e compositor e chega ao público pela Ação Editora.
A noite de lançamento acontece às vésperas da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), que será realizada entre os dias 5 e 9 de agosto, e integra a agenda do artista na capital baiana. Além do encontro com leitores, Chico Chico também participa da programação musical do evento com o show da turnê “Let it Burn”, marcado para quinta-feira (6).
“Pequenos Sigilos” nasceu a partir de uma descoberta: textos que Chico Chico mantinha guardados e que revelam uma nova dimensão de sua criação artística. A ideia inicial surgiu após a publicação de um poema em sua página no Instagram, intitulado “Poema pra mãe”, que chamou atenção pela força poética e pela escrita elaborada. A partir dali, a editora conheceu um conjunto maior de produções literárias do artista.
A publicação reúne poemas, contos curtos, registros de sonhos em prosa poética, pensamentos e fragmentos escritos ao longo dos anos. Entre os temas abordados estão morte, família, afeto, amor e silêncio, compondo um retrato íntimo da maneira como Chico Chico observa e transforma experiências em linguagem.
A estreia literária do artista já recebeu reconhecimento antes mesmo do lançamento oficial. Em abril, durante a Bienal Internacional da Bahia, Chico Chico participou de um encontro no Café Literário ao lado de Rico Dalasam e Melly, com mediação de Juliana Ribeiro, em uma conversa sobre “O livro como dispositivo de criação de música (Hip Hop e MPB)”. Na ocasião, “Pequenos Sigilos” integrou a lista dos dez livros mais vendidos do evento.
Para a Ação Editora, a chegada da obra ao catálogo representa a oportunidade de apresentar ao público uma faceta ainda pouco conhecida de Chico Chico. “Pequenos Sigilos” revela um escritor que dialoga com a mesma sensibilidade presente em sua música, explorando a palavra como espaço de memória, invenção e descoberta.
O livro conta ainda com prefácio do poeta Geraldinho Carneiro, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), que destaca a pluralidade da escrita de Chico Chico e sua aproximação entre poesia, música e narrativa. Segundo o autor do texto, a obra apresenta “muitas faces desse poeta”, ressaltando a capacidade do artista de experimentar diferentes formas de expressão.
Com 96 páginas, “Pequenos Sigilos” reúne uma escrita marcada pela intimidade e pela busca por novas possibilidades da linguagem. A obra tem preço de capa de R$ 64,90 e chega como um convite para que leitores conheçam o universo literário de Chico Chico, além da voz já consagrada nos palcos.
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O escritor baiano Matheus Peleteiro lança, na próxima segunda-feira (3), às 18h, no restaurante Palles, em Salvador, o livro “O fim da conversa". Publicada pela P55 Edição, a obra reúne poemas que refletem sobre as contradições das relações contemporâneas, o impacto das redes sociais e os desafios da experiência afetiva na era digital.
Dividido em cinco partes, o livro percorre temas como o individualismo, o esvaziamento das relações humanas e a busca por esperança em meio às transformações do cotidiano. Ao mesmo tempo em que questiona o papel da poesia, o autor propõe uma reflexão sobre sua permanência como ferramenta de diálogo e sensibilidade.
Escritor, editor, advogado e tradutor, Matheus Peleteiro também atua na difusão da literatura brasileira. É curador da coleção Poesia55, voltada à publicação de poetas estrangeiros inéditos no Brasil, editor do selo Pepita, da Editora ÊCOA, e criador do 1Lero Podcast, dedicado a entrevistas com escritores contemporâneos.
Ao comentar a obra, Peleteiro afirma que o processo de escrita foi acompanhado por questionamentos sobre o sentido da própria poesia. “Por que escrever poesia? Por que traduzir poesia? Por que publicar poesia?”, indaga o autor, que aproxima suas respostas da ideia de que a poesia representa “a valorização do inútil, mas do inútil imprescindível”, em referência ao poeta Manoel de Barros.
Segundo Peleteiro, o compromisso do poeta está em escrever, ler e compartilhar a poesia que acredita, mesmo diante das incertezas do ofício. “Estou bem orgulhoso desse delírio aqui, que será lançado em breve para continuar uma conversa com cada leitor”, afirma.
O livro conta com texto de apresentação da poeta Julia Iracy, que destaca a força da escrita de Peleteiro ao explorar a fragilidade das relações e a escuta do outro. Para ela, a obra evidencia um autor que transforma a própria experiência em poesia marcada pela sensibilidade e pela inquietação.
Pela editora, o autor já publicou o ensaio “O ser acinzentado". Segundo André Portugal, um dos coordenadores da casa editorial, a nova publicação amplia o catálogo de poesia contemporânea da editora ao reunir rigor estético e reflexão sobre o mundo atual.
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O combate ao racismo no ambiente escolar é o foco do livro “Protocolo Antirracista para Ambientes Educacionais”, da assistente social e pesquisadora baiana Denise Ferreira. A obra será lançada no dia 31 de julho, às 15h30, no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador, durante a programação do evento Wakanda das Pretas. O livro também estará disponível para compra pela internet.
A publicação apresenta diretrizes para prevenção, identificação e enfrentamento de situações de racismo nas instituições de ensino, oferecendo subsídios para gestores, educadores e equipes escolares desenvolverem respostas institucionais baseadas na promoção da equidade racial e na garantia dos direitos humanos.
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Foto: Divulgação
Considerada uma obra inédita na área da educação antirracista, a publicação está alinhada à Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas, e à Portaria MEC nº 470/2024, que institui a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ).
Com linguagem acessível e abordagem prática, o livro dialoga com o eixo da política nacional voltado ao Protocolo de Prevenção, Identificação e Resposta ao Racismo na Educação. Além de apresentar fundamentos teóricos e princípios orientadores, a obra reúne estratégias para auxiliar profissionais da educação na identificação de casos de discriminação racial e na adoção de medidas institucionais mais efetivas.
A publicação também aborda questões relacionadas às violências raciais no ambiente escolar, diferenciando conceitos como injúria racial e racismo, além de discutir situações em que práticas discriminatórias podem configurar atos infracionais. O conteúdo analisa ainda os reflexos desses casos no Sistema de Justiça, incluindo aspectos ligados às medidas socioeducativas e à proteção dos direitos de crianças e adolescentes.
Segundo Denise Ferreira, o livro surgiu a partir da vivência acadêmica e da experiência como mãe de crianças negras. “A criação deste livro foi impulsionada pela minha trajetória como pesquisadora das relações étnico-raciais, como mãe de dois filhos pretos e, sobretudo, pela inquietação diante do silenciamento e, muitas vezes, da inércia das instituições escolares frente às situações de racismo. Ao longo dos anos, observei que a ausência de intervenções e de respostas institucionais contribui para o agravamento desses episódios”, afirma.
A obra é direcionada a gestores escolares, coordenadores pedagógicos, professores, orientadores educacionais, assistentes sociais e demais profissionais da educação, mas também busca contribuir com pesquisadores, estudantes e famílias interessadas em compreender as manifestações do racismo no cotidiano escolar e as formas de enfrentá-las.
Mais do que uma publicação teórica, o livro propõe um instrumento de aplicação prática para as instituições de ensino, reunindo orientações voltadas à construção de ambientes escolares mais seguros, inclusivos e comprometidos com a justiça racial.
“Espero que, ao concluir a leitura, gestores, educadores e demais profissionais compreendam que o enfrentamento ao racismo exige ação, compromisso e responsabilidade institucional. Meu desejo é contribuir para a ruptura do silenciamento e oferecer ferramentas que fortaleçam intervenções qualificadas, capazes de acolher quem sofre a violência racial e também suas famílias”, destaca a autora.
Assistente social do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Denise Ferreira é doutoranda em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Integra a Comissão de Heteroidentificação e a Comissão Permanente de Igualdade, Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos Humanos (CIDIS) do TJBA, além de participar de grupos de pesquisa dedicados às relações étnico-raciais, infância e políticas públicas. Também é integrante do Instituto Juristas Negras (IJN) e é reconhecida por criar o primeiro curso preparatório para adoção na perspectiva étnico-racial no Brasil, além de idealizar o conceito de adoção étnico-racial.
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Na próxima quarta-feira (28), a militante feminista negra, pesquisadora e pensadora soteropolitana, Carla Akotirene, lançará o seu mais novo livro: “É fragrante fojado dôtor vossa excelência” (Ed. Civilização Brasileira). A publicação é inspirada em sua tese acadêmica e aborda as audiências de custódia.
O evento de lançamento será às 18h, na Academia de Letras da Bahia, com sessão de autógrafos e bate-papo com a promotora de justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Livia Vaz, e o advogado criminalista Marinho Soares. São Paulo também receberá evento na Livraria Megafauna no dia 14 de março.
“É fragrante fojado dôtor vossa excelência” (Ed. Civilização Brasileira) concentra as principais críticas de Carla Akotirene aos aparelhos jurídicos brasileiros, aqui representados pela Vara de Audiência de Custódia do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). As audiências de custódia são uma oportunidade de as pessoas presas em flagrante delito manifestarem os motivos da detenção e as condições de tratamento a que são submetidas pela forças policiais e judiciais. Esse tipo de audiência é um direito assegurado por lei ao flagranteado e, em tese, deveria resguardar a oportunidade de autodefesa da pessoa acusada de crime.
As audiências de custódia, segundo Carla Akotirene revela em “É fragrante fojado dôtor vossa excelência”, são definidoras dos números extravagantes de encarceramento da população negra no Brasil. Com pouca margem para exercerem a autodefesa e muitas vezes mal instruídos sobre seus direitos, a autora aponta que muitas dessas pessoas são fichadas e marcadas pelo sistema prisional por meio de provas plantadas, ou seja, flagrantes forjados. Esse tipo de indução de crime por parte das policias não é incomum, como as entrevistas que Akotirene fez com os flagranteados indicam. Sua atuação junto aos aprisionados transforma a pesquisa de campo – fruto de anos de lida com o sistema penitenciário na Bahia – em sabedoria.
Ao invocar a epistemologia de Xangô, Akotirene apresenta uma profunda revisão crítica do pensamento social e do estigma punitivista que paira sobre o Judiciário. Ela se vale, por exemplo, de ferramentas negro-feministas de interseccionalidade, dos instrumentos jurídicos da cosmopercepção filosófica dos bantos e dos iorubás e das declarações de inocência do Antigo Egito através da filosofia de Maat. Com esses exemplos africanos de Justiça, Akotirene consegue lançar um olhar sobre o Judiciário brasileiro a distância e observa que a atuação nas audiências de custódia são o caminho para o desencarceramento da população negra que deve, enfim, encontrar o seu destino de liberdade.
Carla Akotirene mostra em “É fragrante fojado dôtor vossa excelência” que a prisão é o próprio racismo, e o racismo é colonial. Na visão da autora, libertar a população negra do encarceramento em massa deve ser encarado como um dos maiores desafios do abolicionismo contemporâneo, uma vitória a ser conquistada pelo movimento negro e que representará, em um futuro breve, o fim das “cenas coloniais” e a superação da ordem segregadora na sociedade brasileira.
Natural de Salvador, Carla Akotirene é militante feminista negra, pesquisadora e pensadora. Formada em serviço social, é mestre e doutora em estudos sobre mulheres, gênero e feminismo pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). É autora de "Interseccionalidade”, título publicado na coleção Feminismos Plurais, organizada por Djamila Ribeiro (selo Sueli Carneiro/Pólen, 2018) e Ó paí, prezada! (Polén, 2020). Idealizou o Opará Saberes, iniciativa voltada à capacitação de candidaturas negras na pós-graduação em universidades públicas. É colunista da revista Vogue Brasil e é seguida por mais de 250 mil pessoas nas redes sociais.
Os cinco livros da coleção "Eu Vim da Bahia Mirim" foram lançados durante a tarde de autógrafo neste sábado (21), na Caramurê - Café, Arte e Livros, na Doca 01, no Comércio, em Salvador. O momento contou com a presença das autoras Carla Pinto Bitencurt, Jane Palma, Renata Rocha, Mariana Paiva e Vania Abreu.
O evento teve também a apresentação do espetáculo "Da Bahia Eu Vim", criado pelo grupo Corrupio, levando muito som de ritmos como ijexá, maculelê, samba-chula, samba de roda, samba reggae e xote.

O editor da Caramurê, Fernando Oberlaender, contou que as autoras se utilizam da ficção e de aspectos biográficos para prestar as merecidas homenagens. No livro “Manhã”, por exemplo, da autora Carla Pinto Bitencourt, que homenageia Maria Quitéria, a guerreira baiana é representada por uma árvore. Os outros títulos seguem por esta mesma linha; em “A voz da doçura”, de Jane Palma, é a voz da sabedoria de Mãe Menininha do Gantois que marcou o coração da menina Jotinha, a personagem principal da trama. No “Olho Mágico de Frans”, escrito por Renata Rocha, um menino se apaixona pela floresta e tenta protegê-la com arte e criatividade, assim como fez Frans Krajcberg.
Mariana Paiva homenageia a escritora Myriam Fraga com um livro de poemas sobre a artista em “A poetisa que rimou o mar”, da mesma forma que Vania Abreu inventou um menino que se emocionava com os tons das cores e os tons musicais para homenagear Carlinhos Brown em “O menino que ouvia tudo que havia”.

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O especialista em marketing digital e estratégia pela Universidade de Harvard (EUA), Paulo Moura, apresentará no dia 1º de setembro o seu mais recente trabalho intitulado "Inteligência Política e Estratégias nas Campanhas Eleitorais". O lançamento aconteceu na Livraria Leitura do Salvador Shopping, na capital baiana.
De acordo com o autor, a obra explora as dinâmicas das campanhas e estratégias eleitorais, despertando o interesse de políticos, profissionais de marketing, estratégia e comunicação, assim como o público acadêmico.
"Este livro combina anos de estudo com experiência prática. Não se propõe a ser uma obra acadêmica, mas seu fundamento é o conhecimento científico que sustenta nosso progresso profissional no campo da inteligência política", ressalta o autor.
O escritor destaca ainda que vê seu livro como um convite para explorar o mundo da inteligência política. "Não é uma obra acabada, mas sim um convite para mergulhar no universo da inteligência política, o grande guarda-chuva que conecta marketing, estratégia e comunicação", enfatiza.
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Serviço
5º Workshop Os Ditames da Consciência e lançamento do livro Os Ditames da Consciência - A Consciência significa sem medida, da professora Maribel Barreto
Quando: 17 e 18 de julho
Onde: Centro de Convenções do Hotel Bahia Othon Palace, Ondina.
Mais informações nos site www.maribelbarreto.com.br
Serviço
O QUÊ: João Barone lança novo livro
QUANDO: Segunda-feira (20), às 19h
ONDE: Livraria Saraiva, do Salvador Shopping
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).