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A Jornada Pedagógica 2025, promovida pela Secretaria da Educação do Estado (SEC) em todo o estado, começou nesta segunda-feira (3). Com o tema “Educação sustentável, inovadora, que cuida das aprendizagens”, o evento reúne, até o dia 7 de fevereiro, professores, gestores e comunidade escolar para planejar o ano letivo 2025 e discutir o futuro da Educação na rede estadual.
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Na quarta-feira (4), às 8h30, o ativista indígena, escritor e imortal da Academia de Letras do Brasil, Ailton Krenak, fará a conferência de abertura, com transmissão, ao vivo, pelo YouTube da SEC.
Presente no Colégio Estadual Mestre Paulo dos Anjos, localizado no Bairro da Paz, em Salvador, a secretária da Educação, Rowenna Brito, destacou a importância da jornada para atingir as metas traçadas para a Educação no Estado.
“Este é o pontapé inicial para o nosso ano letivo. É o momento de olhar para os dados, os resultados de 2024 e se preparar para avançar em 2025, cada vez com mais potencial e com mais condição de garantir o direito de aprender. A rede estadual da Bahia inteira está realizando a Jornada Pedagógica nas unidades escolares para garantir que os estudantes colham os bons frutos da educação baiana”, afirma.
Nas escolas de todo o Estado, a programação da Jornada Pedagógica envolve acolhimento dos educadores, com destaque para os avanços de 2024; definição de estratégias para fortalecer a gestão das aprendizagens e a organização dos tempos pedagógicos; apresentação da nova matriz curricular do Ensino Médio; e discussão sobre diversas modalidades, como Educação Profissional e Tecnológica, Educação em Tempo Integral, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação para Povos e Comunidades Tradicionais, Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (Emitec) e Educação Inclusiva.
O diretor do colégio, Fernando Lima, ressalta o papel da jornada para fortalecer o trabalho coletivo entre os educadores. “Em todo o processo de ensino e aprendizado, é necessário ter planejamento, e o nosso governo já vem realizando esse planejamento através da nossa Jornada Pedagógica, que todo ano acontece antes de começar as aulas. Durante essa semana, faremos o planejamento na parte educacional, que vai ocorrer durante o ano. Nós temos em torno de 40 professores e mais quatro representantes da comunidade que estarão participando dessa jornada para garantir uma boa educação para os nossos estudantes”.
Para a professora Tália Jesus, que leciona Língua Portuguesa e Literatura na unidade, a atividade é uma oportunidade de renovar o compromisso com o ensino de qualidade.
“A Jornada Pedagógica é um momento muito importante na nossa formação enquanto professores, porque é o momento de nos alinharmos e vermos os resultados do ano anterior, além de refletirmos sobre os resultados que queremos alcançar durante o ano”, afirmou.
O encerramento será marcado pelo planejamento das atividades escolares, com foco no alinhamento de políticas públicas e no engajamento da comunidade educativa para um 2025 de novas conquistas. Para mais informações sobre a Jornada Pedagógica 2025 basta acessar o site aqui.
A "Festa Literária Internacional VivaLivro - Literatura como Acolhimento" acontece de 24 a 27 de março, de maneira totalmente online e gratuita. A programação completa, sob a curadoria de Valéria Pergentino e de Dolores Prades, trará nomes como Goya Lopes, a educadora Maria Isabel Gonçalves, a pedagoga Cybele Amado (diretora do Instituto Anísio Teixeira); o pedagogo e escritor José Eduardo Ferreira Santos (Acervo da Laje) e o pensador, escritor e líder indígena Ailton Krenak.
Organizado pela Solisluna Design Editora, em parceria com o Instituto Emília, o projeto tem o apoio financeiro do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura e da Fundação Pedro Calmon (Programa Aldir Blanc Bahia), via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
Entre os objetivos do evento estão promover a leitura de obras literárias que abordam temas como migração, diversidade cultural, identidade e outras histórias escritas sobre diferenças, bem como divulgar livros e autores que tratam das questões-chave de visibilidade.
“A Festa Literária VivaLivro nasce da vontade de qualificar as experiências de leitura como espaços para pensar a condição humana e do desejo de criar um lugar de aprendizagem, reflexão e acolhimento de todas as diversidades. É um evento produzido aqui na Bahia, com a marca do nosso povo, mas que abarca sentimentos do mundo todo”, destaca Valéria Pergentino. Dolores Prades completa: “Tem também a questão da formação de leitores críticos, ‘desobedientes’ - como diz Graciela Montes, no livro ‘Buscar Indícios, Construir Sentidos’ -, capazes de saber qual é o seu lugar no mundo. E é isso o que a gente pretende discutir na programação".
Durante quatro dias serão realizadas conversas literárias, oficinas, contação de histórias e lançamentos de livros. Além dos nomes já citados, estão entre os convidados os representantes baianos o nome da professora e escritora Bárbara Carine (Escola Afro-Brasileira Maria Felipa); a psicóloga Claudia Mascarenhas, a jornalista Mira Silva; a cantora e instrumentista Mariana Caribé; a escritora e blogueira Emília Nuñez; e a pedagoga e escritora Helena Nascimento. Também participam do evento a pedagoga Tereza Cristina Rodrigues Villela (SP); a psicóloga, produtora cultural e escritora Neide Almeida (SP); a coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (IBEAC-SP), Bel Santos Mayer; a artista plástica e consultora nas áreas de educação e artes, Stela Barbieri (SP); a jornalista e professora Rosane Borges (SP); e o educador, escritor, jornalista, documentarista e etnomúsico Délcio Teobaldo (MG).
Entre os nomes internacionais estão a peruana Issa Watanabe, ilustradora do premiado livro 'Migrantes'; a escritora chilena Sara Bertrand, vencedora do New Horizons Award Raggazi Bologna (2017), com 'A Mulher da Guarda'; o economista equatoriano Alberto Acosta; o escritor e ilustrador argentino radicado na Espanha, Gusti Rosemfet, que em 2016 recebeu o “Bologna Ragazzi Award”, pelo livro 'Mallko y Papá', ganhador na categoria de livros sobre deficiências; e o escritor ganês Ousman Umar, um dos nomes mais representativos da atual literatura africana.
A TVE Bahia exibe, nesta sexta-feira (5), às 23h, o documentário inédito “Resplendor”, sobre indígenas presos durante a ditadura militar.
Dirigido por Cláudia Nunes e Erico Rassi, o filme retrata a existência de um centro de detenção construído no território Krenak, na cidade de Resplendor (MG), que recebia índios de todo o Brasil.
A produção mostra como funcionou a prisão e as consequências do trauma coletivo para o povo Krenak e para outras etnias, como os Pataxó, que sofriam restrições às suas práticas ancestrais sob implacável vigilância dos militares.
Esta história veio à tona durante a Comissão Nacional da Verdade, instalada em 2011, para apurar crimes cometidos durante a ditadura militar. Através dela foi possível descobrir que as violações de direitos humanos também atingiram os indígenas. O relatório final temático estimou que mais de 8 mil índios foram mortos.
O documentário será exibido também em horário alternativo no dia 27 de julho, às 22h, e poderá ser acompanhada pelo Portal www.tve.ba.gov.br/tveonline.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Para eles, pesquisa certa só é a que traz boas notícias".
Disse o pré-candidato ao governo ACM Neto ao avaliar o cenário político da Bahia e defendeu cautela na interpretação de pesquisas de opinião. A declaração aconteceu no lançamento do programa “Sua voz é a nossa voz”, em que o ex-prefeito pretende dialogar com municípios baianos.