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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

koanza

Sulivã Bispo leva representatividade e humor conscientizado ao palco do Teatro Jorge Amado
Foto: Iris Samara / Bahia Notícias

O ator Sulivã Bispo está de volta ao palco do Teatro Jorge Amado, em Salvador. Com o espetáculo Koanza, as apresentações ocorrerão nos dias 9 e 10 de setembro, às 20h. Os ingressos estão à venda na plataforma Sympla e na bilheteria do teatro.

 

Em entrevista para o BN Hall, Sulivã contou sobre o processo de produção dos números para o espetáculo e a escolha das falas. “É também uma aula de história, não só para quem está assistindo, mas para mim também. Porque tudo isso que Koanza vive parte muito das minhas vivências e também dessas memórias ancestrais. [...] Um espetáculo bem didático que traz, através da piada, desse humor conscientizado, todas essas linguagens", avaliou. "Trazer isso também por meio do humor, da internet e dos veículos de comunicação, que são grandes ferramentas hoje em dia. [O humor], para além de ser potente, é essencial para puxar seu espectador através do riso, mas um riso conscientizado”, destacou.

 

Koanza é marcada na carreira de Sulivã como a sua primeira personagem feminina. De acordo com o ator, Val Benvindo, jornalista e idealizadora do “Humor Negro”, teve uma importante contribuição para que ele seguisse adiante com a criação. 

 

“Digo que muito que sou de Koanza hoje agradeço muito a Val, porque às vezes ficamos com medo de fazer determinadas coisa e nós dois, oriundos do Curuzu, netos de mães de santo, trazemos também dessa corrente periférica a força de menino e menina preta, não só de crescer, mas de também de representatividade”, relatou. 

 

Foi através dessa parceria e pelo trabalho desenvolvido pelo ator que surgiu o convite para que ele participasse do “Humor Negro”. O projeto nasceu com o objetivo de mudar o significado da expressão, que antes era utilizada para se referir a uma comédia ofensiva, e que através dessa iniciativa busca abordar o conceito de um humor produzido por pessoas negras, proporcionando representatividade. 

 

O espetáculo “Humor Negro” iniciou-se no teatro, mas em seguida ganhou o formato multiplataforma. No ano passado, o projeto migrou para o audiovisual no Globoplay com a gravação no Teatro Vila Velha. Esse foi o piloto de uma sequência que viria a ser lançada em 2023. Neste ano, “Humor Negro - A Série” teve sua estreia no Multishow e no streaming da TV Globo, difundindo o trabalho de artistas negros. 

 

“É muito especial para mim, porque participei lá atrás quando ele ainda era um embrião no Teatro Jorge Amado [...] Diferente um pouco do teatro e da rede social, esse conteúdo do Globoplay, o conteúdo de fato do ‘Humor Negro’, torna a personagem ainda mais humana. Então é como se a gente conseguisse entender que Koanza de verdade existe. Primeiro que são 10 episódios, são seriezinhas, com pequenas esquetes em que os personagens estão vivendo situações diferentes”, citou o artista. 

 

Para Sulivã, o “Humor Negro” é um projeto muito profundo e possui uma sensibilidade racial. Além disso, não se trata apenas de uma obra comandada por pessoas pretas, mas de uma atração que possui desde sua produção até seu elenco majoritariamente negro. 

 

“Todos os ambientes você tem aquele abraço preto profissional, que está ali não apenas para lhe ajudar a estar no palco bem, mas também gera um conforto igualitário, buscando tornar esse projeto mais representativo e também mais confortável”, destacou. 

 

Em relação aos seus novos projetos, Sulivã revelou que neste ano deve voltar com Kaiala, espetáculo que completa sete anos em 2023 e é o seu primeiro solo em que apresenta três personagens diferentes. No enredo, o ator conta  a história do assassinato de uma menina de 10 anos que tem seu terreiro de candomblé invadido por evangélicos.

 

“Kaiala, que se faz necessário, continua fazendo a gente chorar, sorrir, mas lacrimejar muito em revolta. Acabamos de ter o assassinato de Mãe Bernadete e é um espetáculo que não posso nunca deixar de fazer, nem que seja uma vez no ano ele precisa voltar. É um espetáculo que escurece as nossas vivências e traz esse foco ainda mais latente para essas questões que precisamos discutir”, frisou. 

 

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Espetáculo “Koanza: do Senegal ao Curuzu” marca retorno de atividades na Sala do Coro do TCA
Foto: Reprodução/Instagram

Desde janeiro deste ano sem receber espetáculos por conta do incêndio que atingiu suas dependências, a Sala do Coro do Teatro Castro Alves (TCA) receberá a personagem Koanza como primeira atração de reabertura do espaço. O ator baiano Sulivã Bispo dominará o palco durante dois finais de semana do mês de julho com a peça “Koanza: do Senegal ao Curuzu”. Serão seis sessões realizadas de 7 a 9 e 14 a 16 de julho, sempre às 20h. Os ingressos já estão à venda na plataforma Sympla. 

 

Com o roteiro repaginado e cheio de novidades, a nova versão do espetáculo traz à cena a atriz Zezé Motta, a atriz e comediante Cacau Protásio e a também atriz, ex-secretária de cultura da Bahia e atual ouvidora geral do estado, Arany Santana, principal fonte de inspiração de Sulivã para o nascimento da personagem Koanza. Também marcam presença a jornalista Rita Batista, a atriz e comediante Maíra Azevedo e o influenciador Cleidson Baby.

 

"É uma potência representativa muito grande trazer essas referências. Zezé Motta é uma das grandes referências artísticas e culturais do nosso país, pela sua história, pelo teatro, pela TV, pelo seu canto. A gente se conheceu no filme Na Rédea Curta, e aí ela topou gravar essa pilulazinha para passar no espetáculo. Cacau a gente já se conhecia antes, mas gravamos esse ano o filme Farofeiros. Trazer essas duas personalidades para esse universo humorístico e conscientizador é muito importante, porque é um espetáculo também costurado e pensado para enaltecer as minhas referências, como minha tia Arany Santana, que é uma porta-voz e uma mãe para mim, que tem esse jeitinho de falar que nem Koanza. Então, quem nunca viu, vai conhecer duas Koanzas no espetáculo", revelou Sulivã.

 

Koanza volta ao circuito teatral soteropolitano como forma de homenagear o Julho das Pretas, mês que, anualmente, levanta temas relacionados à superação das desigualdades de gênero e raça, colocando a pauta das mulheres negras em evidência. Desde 2013, também no dia 25 de julho, celebra-se o Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina Americana e Caribenha.

 

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Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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