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Artigos

Robson Wagner
Entre a Águia e a Geni: quem sustenta a pedra?
Foto: Divulgação

Entre a Águia e a Geni: quem sustenta a pedra?

Há uma contradição silenciosa e conveniente que sustenta boa parte da vida pública: o povo reivindica o poder de escolher, mas recusa, quase sempre, o ônus de responder por aquilo que escolheu.

Multimídia

Deputado Leur Lomanto Jr. defende reformulação do processo eleitoral e critica “fragilidade” no vínculo partidário

Deputado Leur Lomanto Jr. defende reformulação do processo eleitoral e critica “fragilidade” no vínculo partidário
Com o fechamento da janela partidária no início de abril, o deputado federal Leur Lomanto Júnior (União) defendeu uma reformulação no processo eleitoral brasileiro, na tentativa de reforçar os vínculos partidários. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda (13), o parlamentar destaca que o modelo atual de legislação eleitoral permite mudanças “radicais” nas filiações e fragiliza o vínculo entre os candidatos e partidos.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

julia estrela

Documentário baiano propõe reflexão sobre masculinidades negras em “Pássaros Azuis”
Foto: Vinicius Cerqueira | Divulgação / Pássaros Azuis

Com uma proposta sensível, o documentário “Pássaros Azuis: O Universo Masculino é uma Gaiola” surge como um convite à reflexão sobre o que significa ser um homem negro na Bahia. A produção reúne relatos de cinco personagens que, a partir de suas vivências, expõem como o racismo e o machismo atravessam suas trajetórias pessoais e sociais.

 

Idealizado a partir de uma pesquisa acadêmica iniciada ainda na graduação, o projeto nasceu em sala de aula e foi amadurecendo até ganhar forma como obra audiovisual. À frente do documentário, o diretor Ítalo Araújo e o roteirista Vinicius Cerqueira conduzem a narrativa e a construção do projeto. “A gente começou a ter a ideia desse documentário, na verdade, numa disciplina chamada documentário na faculdade, em que a gente falava sobre masculinidades de uma forma geral”, conta Ítalo. “Mas, depois que a gente fez esse projeto, elaborou tudo direitinho, surgiu a oportunidade de inscrevê-lo na Lei Paulo Gustavo”, completa.

Dividido em três atos, o filme aposta em uma narrativa intimista, combinando depoimentos com dados de instituições como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Atlas da Violência. A proposta constrói um mosaico sobre a vivência urbana em Salvador, conectando histórias individuais a uma realidade coletiva.

 

 

Ao longo do processo, a escuta dos entrevistados foi essencial para aprofundar o debate. “Ser homem negro ainda é um grande problema, é um estigma. São tantas coisas que envolvem ser, simplesmente ser uma pessoa negra, que fica até um pouco complicado definir isso”, reflete o roteirista Vinicius Cerqueira.

 

A construção simbólica também é um dos pilares do documentário. Elementos como gaiolas e a cor azul ajudam a traduzir, de forma visual, as camadas que envolvem a identidade masculina. “Eu pensei: ‘poxa, vai ser isso, esse vai ser o símbolo’, vai ser o significado do conceito do documentário, do quanto os homens são presos em gaiolas, em estruturas que aprisionam esse comportamento”, explica Ítalo.

 

Já o título da obra carrega referências diretas do processo criativo dos realizadores. “O nome, ele vem de um poema de Bukowski, em que ele fala sobre a temática masculina”, detalha Vinicius. “Então juntou essas duas coisas […] nasceu isso, o Pássaros Azuis, de fato como ele é hoje”, acrescenta.

 

Entre os entrevistados estão o delegado Ricardo Amorim, o ator e afrochefe Jorge Washington, o gestor cultural Vagner Rocha, o criador do projeto Positivar Masculinidades, Tiago Azeviche, e o professor Bruno Santana, vozes que contribuem para ampliar o debate a partir de diferentes perspectivas.

 

As locações também desempenham papel fundamental na narrativa. Da Lagoa do Abaeté ao Centro Histórico, Salvador não é apenas cenário, mas parte ativa da construção do documentário, reforçando o vínculo entre território, identidade e experiência.

 

Mais do que um produto audiovisual, o projeto também impactou diretamente seus criadores. “É impossível passar ileso por esse processo, porque Pássaros Azuis me atravessou de diversas formas”, afirma Ítalo. “Ele me ensinou que é preciso desacelerar, entender que, por trás de cada dado […] existe uma história de silenciamento que precisa de tempo para ser contada”, conclui.

 

Existe o desejo de levar o documentário para grandes festivais do país, ampliando o alcance da obra e conectando a narrativa a diferentes públicos. “A gente tem sempre os nossos desejos, né? Eu acho que nos principais festivais do país, com certeza, a gente está começando a trabalhar, a gente que já finalizou o documentário no sentido de edição mesmo, já está pronto, vamos ter uma reunião em breve. Mas, a gente já trabalha com isso nessa parte de distribuição, para poder entender em quais festivais a gente consegue inscrever o documentário, para poder levar a mensagem para mais pessoas”, afirma Vinicius Cerqueira.

 

Ainda sem uma data oficial de estreia, os realizadores garantem que o projeto está em fase final e cada vez mais próximo de ser lançado ao público.

 

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Negritudes Globo reúne potências negras em roda de conversa e apresenta novidades para edição de 2026
Foto: Júlia Estrela/BN Hall

A ancestralidade negra atravessa o tempo como memória viva, vibra nos corpos, nas vozes e nos sons que sobreviveram às tentativas históricas de apagamento. É essa força que segue moldando novas narrativas e abrindo caminhos que nunca deveriam ter sido fechados. Nesta segunda-feira (3), Salvador, cidade mais negra fora do continente africano, foi palco de mais um capítulo dessa construção.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Abrindo a primeira semana de fevereiro, o Teatro Sesi Rio Vermelho recebeu um encontro promovido pelo Negritudes, iniciativa da Globo, para apresentar as novidades do projeto em 2026. Com o pôr do sol como cenário e a história de um povo como fio condutor, o evento marcou o início de uma edição que promete ser ainda mais expansiva do que as anteriores.

 

O encontro começou com um momento de integração entre os convidados, promovendo trocas e conexões. Em seguida, uma roda de conversa mediada pela jornalista Luana Souza aprofundou temas como ancestralidade, música, legado, inspiração e cultura negra. A mesa reuniu Dan Orrico (O Kanalha), Carlinhos Brown, Larissa Luz e Beto Jamaica.

 


(Foto: Manuela Meneses/BN Hall)

 

Antes da conversa, Luana convidou ao palco o projeto de percussão Repiquesia, comandado pelo educador musical Geraldo Marques, mestre da Escola Olodum. Após a apresentação, Geraldo compartilhou sua história e o surgimento do projeto, destacando o papel fundamental das iniciativas sociais na ampliação das perspectivas de futuro para jovens negros e periféricos.

 

O debate também evidenciou estratégias historicamente adotadas por pessoas negras para se manterem em posições de destaque, mesmo diante de estruturas excludentes.

 

(Foto: Manuela Meneses/BN Hall)

 

Em conversa com o BN Hall, Ronald Pessanha, líder do Festival Negritudes, destacou a proposta que orienta a narrativa deste ano: impulsionar histórias negras a partir de quem as vive, reconhecendo os saberes ancestrais.

 

“Salvador abraçou o Negritudes desde a primeira edição em que a gente veio pra cá, e cada vez mais o público vem junto com o projeto. E o que a gente pensou em fazer no Carnaval? Já que a gente está falando de cultura e está falando de negritudes, a gente precisa estar em Salvador”, afirmou. Pessanha antecipou ainda uma parceria com o Camarote 2222 para selecionar cantores de projetos sociais ou em início de carreira que irão se apresentar no espaço durante o Carnaval. “A gente sabe como é a questão do acesso a esses espaços, como é importante a gente ter essa troca entre os talentos que já têm uma carreira consolidada e quem está começando, porque só assim a gente consegue abrir portas”, enfatizou.

 

Segundo o idealizador, a ideia para 2026 é ampliar a atuação do Negritudes para além dos festivais, com ações paralelas aos eventos principais ao longo de todo o ano.

 

Um dos participantes da roda, O Kanalha, falou com a coluna social do Bahia Notícias sobre a importância do encontro em sua trajetória: “Como um jovem, para mim é algo que soma muito na minha vida pessoal e na minha vida artística, então tem uma importância gigantesca na minha vida (...). A gente fica feliz e fica também, às vezes como eu fiquei, um pouco nervoso e ansioso ao mesmo tempo, por saber o tamanho que é [o evento]. E quando bate essa ansiedade é porque tem importância para a gente. Espero nunca perder isso e nunca, jamais, irei normalizar. Me sinto muito feliz (…) quanto mais a gente tiver lugares e voz para poder espalhar a nossa cara preta, a nossa palavra preta, com certeza a nossa Bahia fica feliz e a gente vai tomando posse, de fato, do que é nosso”.

 

Entre as convidadas estava a atriz Edvana Carvalho, conhecida por trabalhos como “Ó Paí, Ó”, “Renascer” e “Vale Tudo”, além do bordão “É a Bahia!”, que viralizou nas redes e se tornou uma nova gíria regional no estado. Em entrevista, ela destacou a relevância do Negritudes como espaço de integração e projeção artística.

 

“Toda vez que o Negritudes reúne potências, já é um evento grande em si, porque é um espaço muito importante, seja qual for a época do ano, para a gente discutir presente e futuro, para a gente discutir empreendimentos afro-brasileiros, para a gente discutir novos rumos para a nossa juventude afro, que está aí em todos os bairros, e para os artistas se integrarem com o que está acontecendo na sociedade”, avaliou.

 

Questionada sobre um conselho para as mulheres negras, Edvana foi afetuosa: “Eu diria que elas nunca desistissem delas, porque a gente é preciosa demais para ficar pensando no que os outros pensam, para se incomodar com os outros. Foque em você, pense em você, estude você, no que você quer fazer, aprenda você e cuide das pessoas que você acha que valem a pena para você. Vamos nos amar entre nós”, indicou.

 

Entre as muitas personalidades negras que participaram do evento estavam a comunicadora Val Benvindo; o ator, cantor e apresentador Felipe Veloso; a influenciadora Beberes; e o ator Sulivã Bispo.

 

Para quem vivenciou a experiência de perto, a presença de pessoas negras ocupando espaços estratégicos foi como um gesto político. Ter jornalistas, apresentadores, artistas, produtores e criadores negros no centro da cena ajuda a ampliar os diálogos em busca de um futuro mais justo.

 

O Festival Negritudes 2026 ainda não teve a data anunciada. Esta será a terceira vez que o projeto desembarcará na capital baiana, em parceria com a Rede Bahia. A iniciativa chegou à cidade em 2024 e, no ano passado, aconteceu na Casa Baluarte, no Santo Antônio Além do Carmo.

 

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Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O Pernambucano aproveitou pra traçar um plano B caso não consiga sua vaga no Senado. E enquanto tem gente pensando no futuro, parece que outros não desapegam do passado. Mas bom mesmo é o clima no grupo do Cacique. Inclusive, lembrando que ontem foi dia do beijo, já deixo aqui uma homenagem. Enquanto isso, o Galego está descobrindo um dos motivos pro Correria estar à frente nas pesquisas. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Ricardo Stuckert/PR

"Quando o povo toma uma decisão, seja de direita, de esquerda ou do centro, temos que aceitar esse resultado. Eu nunca teria imaginado que um metalúrgico, que já foi líder sindical como eu, fosse eleito três vezes para a presidência. Mas aqui estou eu!". 

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala sobre seus planos para a eleição deste ano, das pesquisas atuais e do principal adversário, Flávio Bolsonaro, e a respeito das suas estratégias para lidar com Donald Trump. 

Podcast

Projeto Prisma entrevista deputado federal Leur Lomanto Júnior nesta segunda-feira

Projeto Prisma entrevista deputado federal Leur Lomanto Júnior nesta segunda-feira
O deputado federal Leur Lomanto Júnior (União) é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (13). O programa é exibido ao vivo no YouTube do Bahia Notícias a partir das 16h.

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