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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

judeus

Presidente da Sociedade Israelita da Bahia demonstra preocupação com antissemitismo no Brasil
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente da Sociedade Israelita da Bahia, Mauro Brachman, comentou ao Bahia Notícias sobre a preocupação da comunidade judaica com o antissemitismo, mesmo estando no Brasil.

 

Segundo ele, a Bahia, conhecida pelo sincretismo religioso, apresenta um cenário mais tranquilo em comparação a outros locais, citando como exemplo o atentado a uma sinagoga em Detroit, ocorrido recentemente.

 

“Olha, historicamente, felizmente, o Brasil, de uma forma geral, e a Bahia em particular, sempre tiveram um espírito mais amistoso do que em outros países”, afirmou.

 

Ele acrescentou que, apesar disso, o antissemitismo segue sendo uma preocupação e demanda atenção constante.

 

“Mas o antissemitismo é, sim, uma preocupação, porque é uma forma de racismo que pode provocar reações impensadas e ofensas, e certamente nos preocupa. Por isso, atuamos, inclusive, junto às autoridades de segurança pública, no sentido de coibir quaisquer tipos de manifestações que possam trazer riscos. O que prezamos é a convivência pacífica, tanto aqui como em qualquer lugar do mundo”, concluiu.

 

Confira:

 

Dia da Imigração Judaica destaca história dos judeus na Bahia em comunidade ativa há 75 anos
Foto: Reprodução / SIB

Nesta quarta-feira (18), o Brasil celebra o Dia Nacional da Imigração Judaica, data que reconhece a contribuição do povo judeu para a formação da sociedade brasileira. A data foi instituída por lei em 2009, a partir de proposta do então deputado Marcelo Itagiba, e sancionada pelo então presidente em exercício José Alencar.

 

A escolha do dia 18 tem significado simbólico: em hebraico, o número corresponde à palavra “chai”, que significa “vida”. Além disso, em 18 de março de 2002, foi reinaugurada, em Recife, a Sinagoga Kahal Zur Israel.

 

Para entender a presença judaica na Bahia, o Bahia Notícias ouviu especialistas e representantes da comunidade local, que destacaram diferentes momentos históricos da imigração.

 

A doutora em História Social e professora da Universidade do Estado da Bahia, Suzana Maria de Sousa, explica que a presença judaica no estado pode ser dividida em dois grandes períodos: o primeiro, entre os séculos XVI e XVIII, durante o Brasil Colônia; e o segundo, a partir do século XX, especialmente no contexto da Segunda Guerra Mundial.

 

Segundo a historiadora, os chamados “cristãos-novos” chegaram ao Brasil fugindo da perseguição da Inquisição. Apesar de enfrentarem discriminação, conseguiam conviver e até estabelecer relações comerciais com outros grupos da sociedade colonial.

 

“Então, quando eles aqui chegaram, se misturavam com a população, mas eram discriminados. Havia convivência, relações comerciais e amizade, mas, quando a Inquisição expedia mandados de prisão, descobria-se a origem judaica e a situação mudava”, explicou.

 

Com o passar dos anos, muitos desses imigrantes passaram a ocupar posições de destaque econômico, como senhores de engenho. Um exemplo citado é o de Heitor Antunes, que teria construído uma espécie de sinagoga clandestina, chamada de “esnoga”, na região onde hoje fica Candeias.

 

“Ele construiu um latifúndio e, mesmo com a proibição de práticas religiosas judaicas, mantinha atividades de forma escondida”, relatou a professora.

 

Já no século XX, a imigração ganhou novo impulso com a chegada de judeus vindos da Europa, principalmente da Rússia, Romênia, Polônia e da região da Bessarábia. Esse movimento marcou o início de uma organização comunitária mais estruturada em Salvador.

 

O presidente da Sociedade Israelita da Bahia, Mauro Brachmans, explica que a presença mais organizada da comunidade começou por volta da década de 1920.

 

“Existem dados históricos desde a chegada de Cabral, com os cristãos-novos, mas a presença mais estruturada começa nos anos 1920. Em 1925, foi criada uma pequena sinagoga em uma residência particular, e já havia uma vida comunitária com judeus vindos da Europa”, afirmou.

 

A organização formal da comunidade, segundo ele, se consolida a partir de 1947, mantendo atividades até os dias atuais.

 

Hoje, Salvador conta com sinagogas em funcionamento, como a da própria Sociedade Israelita da Bahia, localizada na Pituba, e outra ligada à linha Beit Chabad, na Barra. Apesar das diferenças religiosas, as instituições mantêm relações harmoniosas.

 

Além das atividades religiosas, a comunidade promove ações culturais, educacionais e sociais abertas ao público.

 

“Nós temos diversas atividades, que vão do aspecto religioso até iniciativas com crianças, jovens e eventos sociais. É um conjunto de ações voltadas para a comunidade e também para quem deseja conhecer mais”, destacou Mauro.

 

Sobre o antissemitismo, ele afirmou que há preocupação, embora considere o ambiente local mais tranquilo em comparação a outras regiões do mundo.

 

“Existe sim essa preocupação. Esse tipo de racismo pode provocar reações impensadas e, por isso, atuamos junto às autoridades para coibir qualquer forma de discriminação. Precisamos estar atentos”, concluiu.

Brasileiros recrutados pelo Hezbollah para atacar comunidades judaicas no Brasil são presos pela PF
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Presos na manhã desta quarta-feira (8), os brasileiros recrutados pelo grupo radical libanês Hezbollah planejavam atacar prédios da comunidade judaica do Brasil. 

 

A Polícia Federal (PF), no âmbito da Operação Trapiche, cumpriu dois mandados de prisão temporária em São Paulo e 11 de busca e apreensão, expedidos pela Subseção Judiciária de Belo Horizonte, em Minas Gerais e no Distrito Federal. Um dos alvos foi preso no Aeroporto de Guarulhos.

 

A ação visa interromper atos preparatórios de terrorismo e obter provas de possível recrutamento de brasileiros para a prática de atos extremistas no país. Os alvos são terroristas ligados ao Hezbollah e que planejavam ataques em diversos estados do Brasil. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

Recrutadores e recrutados devem responder pelos crimes de constituir ou integrar organização terrorista e de realizar atos preparatórios de terrorismo, cujas penas máximas, se somadas, chegam a 15 anos e 6 meses de reclusão.

 

Os crimes previstos na Lei de Terrorismo são equiparados a hediondos, considerados inafiançáveis, insuscetíveis de graça, anistia ou indulto. O cumprimento da pena para esses crimes se dá inicialmente em regime fechado, independentemente de trânsito em julgado da condenação.

 

O QUE É O HEZBOLLAH

O Hezbollah é uma organização libanesa que surgiu durante a guerra civil naquele país, na década de 1980. Influenciado pelo Irã e apoiado pela Síria, o grupo concentra-se na resistência contra Israel e na promoção da influência xiita no Oriente Médio.

 

A organização surgiu em resposta à ocupação israelense do sul do território libanês. Apoiado pelo Irã, o Hezbollah se tornou uma força de resistência contra Israel. Sua ala militar é considerada uma das mais poderosas da região e lançou ataques contra alvos israelenses.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda
O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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