Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Artigo

Artigo

Negócios inovadores lideram o crescimento na Bahia e no Nordeste

Por Handerson Leite

Negócios inovadores lideram o crescimento na Bahia e no Nordeste

Nos números que agora se alinham diante de nós, a Bahia não aparece apenas como quem cresce, aparece como quem conduz, com 399 empresas ativas no Inova Simples em março de 2026, ocupando a liderança do Nordeste, à frente de Pernambuco, com 374, do Piauí, com 290, do Ceará, com 249, do Maranhão, com 247, do Rio Grande do Norte, com 220, da Paraíba, com 148, de Alagoas, com 139, e de Sergipe, com 123. Não é um detalhe, nem um acaso, nem um sopro estatístico que amanhã se desfaz, é a expressão de uma marcha contínua.

 

Saímos de 248 empresas ativas em março de 2025 para 399 em março de 2026. A Bahia acumulou 12 meses seguidos de crescimento, mês após mês, somando 151 novas iniciativas e alcançando uma expansão de 60,9%, quase 61%, como quem aprende não apenas a sonhar o futuro, mas a registrá-lo, formalizá-lo e fazê-lo existir.

 

Mas não há milagre em economia, e menos ainda em inovação. O que há, quando o crescimento persiste por um ano inteiro, é a ação paciente de um ambiente que foi sendo preparado, de uma política pública que deixou de tratar a inovaçao como ornamento e passou a tratá-la como fundamento do desenvolvimento. Sob o governo do presidente Lula, a ciência, a tecnologia e a inovação voltaram ao centro da agenda nacional. Sob a condução do governador Jerônimo Rodrigues, a Bahia decidiu fazer dessa agenda uma prioridade de Estado.

 

É nesse terreno que a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, por meio da Fapesb, semeou o que agora começa a aparecer com nitidez nos indicadores. O Inventiva I e o Inventiva II, juntos, mobilizaram R$ 4,9 milhões e contribuíram para a criação de 52 novos negócios inovadores liderados por mulheres. O Centelha, em suas edições, totaliza R$ 8,6 milhões e financia a criação de 122 empresas. O Startup Nordeste destinou R$ 3,2 milhões para estimular 80 empresas. O Tecnova III, com R$ 13,4 milhões, apoia 25 empresas. O Inova Cerrado, com R$ 780 mil, alcança 20 negócios. E o Azeviche, com R$ 3,3 milhões, impulsiona 41 novos empreendimentos liderados por pessoas de comunidades e povos tradicionais.

 

Não são apenas editais, são sinais. Cada recurso investido encurta a distância entre a ideia e a empresa, entre o talento e a oportunidade, entre a inovaçao e o mercado. Cada programa desses diz, à sua maneira, que inovar na Bahia deixou de ser privilégio disperso para se tornar política de ampliação de possibilidades. E talvez resida aí a razão mais profunda dessa liderança nordestina, a Bahia não ocupa o primeiro lugar apenas porque soma mais empresas ativas, ocupa-o porque conseguiu formar um ambiente em que mais pessoas passaram a acreditar que vale a pena criar, arriscar e permanecer.

 

Quando um estado nordestino lidera com 399 empresas ativas no Inova Simples, não estamos diante de um simples ranking regional. Estamos diante de uma mudança de posição no mapa do desenvolvimento brasileiro. A Bahia, neste momento, não cresce apesar de investir em inovação, cresce porque investe nela. Cresce porque compreendeu que o futuro não chega sozinho, precisa ser convocado, financiado, organizado e sustentado. E, uma vez chamado, ele atende.

 

*Handerson Leite é diretor geral da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia e Sócrates Santana é diretor de Inovação e Competitividade da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia.

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias