Artigos
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Multimídia
Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
ju berman
A moda baiana vai além das passarelas e ganha forma nas histórias de quem cria, pesquisa e movimenta o setor no estado. A convite do BN Hall, a consultora de imagem e estilo Ju Berman inicia uma série de encontros com marcas, estilistas e profissionais que ajudam a construir esse cenário. O primeiro destino foi a Casa Irá Salles, no Caminho das Árvores, em Salvador, onde conheceu de perto o processo criativo da estilista baiana, que soma quase 30 anos de trajetória e tem na brasilidade, no trabalho artesanal e na liberdade de criação os pilares da marca que leva seu nome.
Fã do trabalho da profisisonal, Ju contou que costuma levar clientes ao espaço para apresentar as peças e mostrar os detalhes que, na sua avaliação, tornam as criações exclusivas.

Foto: Júlia Estrela/BN Hall
Durante a visita, Irá relembrou que sua relação com a moda começou ainda na infância, na própria casa onde hoje funciona a marca. “Eu fazia roupinha de boneca, bijuteria, papel machê. Sempre fui muito ativa em relação às artes manuais, sempre tive uma mente muito inquieta”, contou. A estilista também destacou a influência da avó, que tinha um olhar atento para a arte e a maneira de se vestir. “A forma como ela vivia e se vestia sempre foi muito natural para mim”, disse.
Essa relação com a estética se transformou em uma marca que busca valorizar referências brasileiras sem depender das tendências internacionais. Para Irá, a moda é uma forma de expressar a história e os costumes de um povo. “A nossa autoestima como brasileiros também passa por expressar a nossa cultura, e a moda é uma expressão dessa cultura”, afirmou.
Cores, crochê, macramê e renda estão entre os elementos presentes nas criações. Segundo a estilista, essas técnicas, incorporadas à cultura brasileira ao longo do tempo, ajudam a construir uma identidade que permanece mesmo diante das mudanças do mercado. “Sempre fui muito fiel a essa identidade de brasilidade. Pode estar na moda, pode não estar, a marca é assim”, destacou.

Foto: Júlia Estrela/BN Hall
A liberdade criativa também influencia a forma como as peças são desenvolvidas. Em vez de seguir o calendário tradicional de coleções por estação, Irá trabalha a partir de temas que despertam seu interesse e lança pequenas coleções-cápsula, algumas com menos de dez bolsas. “Eu me sinto completamente livre para criar aquilo que quero. É a forma como me sinto livre para criar”, explicou.
As bolsas ocupam lugar central nesse processo. Com detalhes feitos à mão e acabamentos cuidadosos, os acessórios são pensados para se destacar na composição dos looks. “Uma coisa que acho que faço muito é fazer a bolsa ser a protagonista do look. Quero criar uma bolsa que, mesmo com uma roupa simples, seja aquele acessório que dá a cereja do bolo”, afirmou.
O trabalho combina técnicas artesanais com processos industriais para garantir estrutura e acabamento às peças. “O grande diferencial está em trazer o que existe de bonito no artesanal, que é um trabalho lindo, mas com o acabamento de uma fábrica estruturada”, explicou Irá.
..jpg)
Foto: Júlia Estrela/BN Hall
A sustentabilidade também integra as iniciativas da marca. De acordo com a estilista, o forro utilizado nas bolsas é feito a partir de material reciclado, com sete garrafas PET a cada metro. Há mais de dez anos, a empresa também recebe bolsas usadas, que são destinadas à revenda em ações específicas. A renda é integralmente direcionada a quatro instituições apoiadas pela marca, voltadas a crianças, idosos, famílias e mulheres em situação de vulnerabilidade.
“É um mercado em que se cria muita coisa, e as pessoas não conseguem consumir tudo o que a indústria produz. Acho que precisamos ter esse cuidado”, avaliou. Irá também afirmou que deixou de utilizar couros exóticos e que busca alternativas de materiais com aparência semelhante à do couro, mas de outras origens. “A causa animal também pesa muito para mim. Esse é um caminho que estamos construindo para conseguir chegar onde queremos”, acrescentou.
A Casa Irá Salles reúne ainda peças para a casa, como louças que seguem a linguagem visual da marca, além de uma biblioteca formada ao longo da trajetória da estilista. O acervo inclui livros e revistas sobre arte, estampas, moda étnica, acessórios e trabalhos manuais, parte deles reunidos durante o período em que Irá estudou moda em Nova York.
..jpg)
Foto: Júlia Estrela/BN Hall
A pesquisa, segundo ela, vai além do universo do vestuário. “Meu entendimento de moda tem muito a ver com o mundo. Quando você entende a história e tudo o que acontece, compreende melhor a moda e consegue até prever o que as pessoas vão usar”, afirmou.
Ao avaliar o cenário da moda baiana, Irá destacou a força cultural do estado e a importância de transformar essa riqueza em uma identidade própria. “A Bahia é um celeiro de artistas, um celeiro cultural. Temos uma cultura muito forte nas artes plásticas, na dança, na culinária, e acho que a moda vem crescendo muito. Quem trabalha com moda na Bahia precisa tentar fazer com que o estado crie sua própria identidade”, concluiu.
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
O aplicativo e sistema para consultoras de imagem “Mosty” esteve entre os destaques do primeiro dia da edição internacional da Conferência de Cores. A apresentação de Ju Berman, fundadora do empreendimento, ocorreu na manhã desta sexta-feira (18) no município de Porto, em Portugal, ao lado de Luciana Ulrich, criadora do congresso.
Com o tema “Consultoria e Tecnologia”, as palestrantes levaram ao público uma visão diferente sobre a utilização de inteligência artificial no mercado de imagem. Para as especialistas, a tecnologia pode ser um apoio ao trabalho de curadoria, agilizando processos que precisam, ainda, do olhar humano.
O argumento principal da apresentação foi a plataforma desenvolvida por Ju Berman, que implementou recursos tecnológicos na versão mais atualizada do Mosty. Segundo a consultora de imagem, a IA fornece sugestões otimizadas, mas a decisão final ainda é do cliente. “Hoje lançamos uma nova ferramenta de IA dentro do Mosty: a partir das fotos das peças que a cliente já possui, a inteligência artificial sugere combinações de looks para que a consultora analise, faça sua curadoria e valide antes de apresentá-las à cliente”, explica a empresária.
Outra novidade do aplicativo é a organização operacional a partir dos dados do cliente. De acordo com Berman, a proposta é usar tecnologia para reduzir o tempo das consultoras com planejamento, para que possam usá-lo em questões mais urgentes.
A edição de 2026 consolida a expansão da Conferência das Cores, que atravessou o atlântico pela primeira vez. Segundo a empresária, o congresso deste ano representa uma oportunidade de mostrar tecnologias brasileiras para profissionais de outros mercados.
“?Essa é a primeira edição internacional e a 5ª edição da Conferência das Cores. Fiquei muito satisfeita em participar, principalmente pela oportunidade de apresentar a Mosty ao público europeu. Estar aqui nos permite ampliar horizontes e enxergar novas possibilidades de mercado para a plataforma, especialmente em Portugal e na Espanha”, ressalta.
O evento segue com as atividades neste sábado (19), reunindo profissionais da área de imagem em experiências práticas, painéis e palestras, além de um coquetel de encerramento.
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
Como transformar criatividade, identidade e cultura em marcas fortes? A consultora de imagem Ju Berman trocou, por algumas horas, a análise de estilo pelo microfone. Nesta quinta-feira (30), ela foi a repórter do BN Hall por um dia e acompanhou a programação do Sebrae Fashion Lab, em Salvador, mostrando os bastidores e conversando com alguns dos nomes que movimentam a cena da moda baiana para responder essa pergunta.
Com o tema “Quando a Bahia Faz Moda: a força da moda baiana no mercado”, o encontro reuniu estilistas, criativos, empreendedores e profissionais do setor para discutir identidade, branding, criatividade e estratégias para fortalecer a moda produzida no estado.
Entre os destaques da programação esteve o estilista Alexandre Herchcovitch, que encerrou o evento com a palestra “Do Conceito à Estratégia: Criar Moda, Fazer Negócio”, abordando a relação entre criação, posicionamento de marca e gestão.
O evento também abriu espaço para representantes da nova geração da moda baiana. O diretor criativo da Dendezeiro, Pedro Batalha, participou do painel “Quando a Bahia Faz Moda”, ao lado do modelo baiano Carlos Cruz, que construiu carreira internacional e hoje lidera o Instituto Periferia do Futuro. O debate discutiu formas de ampliar a presença da moda baiana no mercado nacional sem perder a conexão com suas raízes culturais.
O encontro ainda contou com a presença da consultora de imagem Vivian Maiara, da diretora criativa da Amará, Jéssica Ribeiro, da estilista Luana Bonfim, da marca Preta Brasil, da psicoterapeuta Alessandra Aranha e da influenciadora Luanda Simax. Ao longo da tarde e da noite, palestras e conversas abordaram temas ligados ao comportamento do consumidor, construção de identidade, percepção de valor, inovação e posicionamento de marcas.
Entre os destaques da agenda esteve a “A Moda que Ninguém Vê”, conversa dedicada à relação entre moda, autoestima, pertencimento e expressão pessoal, além da palestra “A Psicologia da Imagem: Por que Compramos o que Compramos?”, em que Vivian Maiara explora fatores psicológicos que influenciam as decisões de consumo, passando por percepção, cores e construção do desejo.
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
A Belas Brand, comandada designer Maria Laura Litterio, apresentará a coleção “Tramas” em Salvador nesta quinta-feira (23). O evento será realizado na loja Irá Salles, no Shopping Barra, e conta com o apoio da consultora de imagem Ju Berman, que participa da apresentação ao lado de convidados e clientes da marca.
A coleção é fruto da parceria entre a atriz Letícia Colin e Maria Laura, que também é diretora criativa da marca. Fotografada em Fernando de Noronha e lançada durante a Paris Fashion Week, “Tramas” propõe um diálogo entre arte e moda, explorando texturas, movimento e autenticidade.
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
O cheiro de milho assado, o som da sanfona ecoando e as ruas coloridas por bandeirolas… Não há como negar que o São João é uma das festas mais queridas do Nordeste. Se a decoração e a música já são irresistíveis, a moda também ganha destaque neste período. Para entender como arrasar nos looks juninos, sem perder a essência da tradição, o BN Hall conversou com a consultora de imagem e empresária Ju Berman, que revelou as principais tendências e dicas para este ano.
Segundo ela, o segredo está justamente nesse equilíbrio entre o clássico e o contemporâneo. "O mais bonito da tradição é justamente isso: ela atravessa o tempo, mas continua viva", refletiu Ju. "O quadriculado, o couro, a bota, as cores… são mais do que uma estética. Eles carregam história, memória afetiva e um sentimento coletivo que aquece o coração".

Anteriormente, a moda junina era restrita a vestidos rodados e camisas xadrez, mas, atualmente, ela recebe novas inspirações, influenciada por tendências como o boho, que apresenta franjas, estampas florais, chapéus e tecidos com um toque rústico-chique. Mas os clássicos também não saem de cena: o xadrez segue como estampa queridinha, assim como os babados e até o jeans com detalhes bordados, que aparecem com força nas produções deste ano.
Uma das tendências que promete fazer barulho é o uso de cintos marcantes — aqueles mais largos, com fivelas grandes ou cores vibrantes. A dica de ouro para não exagerar? "Se o cinto for mais robusto, com fivela grande, textura ou cor vibrante, é importante que o resto do look tenha uma base mais neutra", sugeriu a consultora. "Uma camisa branca, um vestido liso, um jeans mais clean", indicou. Para os mais ousados, a aposta é na sobreposição de cintos, cada um de um tamanho, criando um efeito moderno e cheio de atitude.
E, claro, não dá para falar de São João sem mencionar as botas, item que, além de prático, é um coringa na hora de compor o look. "Elas têm o poder de transformar qualquer produção", diz Ju. Para um visual despojado e feminino, a sugestão da consultora é combiná-las com vestidos ou saias mais curtas, que alongam a silhueta. Já quem prefere um estilo mais urbano pode investir em calças skinny ou leggings, deixando a bota aparecer com tudo.

"O melhor é que hoje temos uma variedade enorme de modelos: com salto, sem salto, de cano curto, médio ou longo. Ou seja, para todos os gostos e colunas! Porque, sejamos sinceras, dançar forró a noite toda com salto fino não é pra qualquer um", brincou. "Se joga na bota que faz sentido pra você e monta o look com equilíbrio: uma peça mais chamativa, outra mais neutra. Assim, não tem erro", completou.
Para quem ainda está em dúvida sobre qual look adotar, Berman compartilhou sua fórmula infalível: um vestido xadrez com corte moderno, um cinto largo para marcar a cintura, um lenço charmoso no cabelo e, claro, uma bota confortável e estilosa.
No fim das contas, o grande truque para arrasar no São João é misturar o antigo e o novo, sem medo de ousar, mas sempre com equilíbrio. Porque, seja com um vestido rodado cheio de babados ou com um jeans despojado e botas de cowboy, o que importa mesmo é curtir o arrasta pé.
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.