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joneuma neres
O pai do ex-deputado federal Uldurico Júnior disse que vai aceitar a decisão da Justiça. Segundo Uldurico Alves Pinto, também ex-deputado federal, a situação não tem sido fácil, mas só resta esperar pelas investigações e acatar o que for decidido.
“Olha, com toda franqueza, eu choro, mas estou em pé. Choro em pé de forma firme e com certo rigor, com certo princípio. Se meu filho, Uldurico Júnior, tiver em relação a tudo isso, eu vou aceitar a Justiça”, disse durante entrevista ao Podinquest.
Uldurico Pinto informou também sobre a condição atual do filho, que segue preso no Conjunto Penal Masculino em Salvador. “Todo mundo perguntando como é que está a situação dele. Está muito difícil. Ele sofre profundamente. É como se fosse uma suprema humilhação”, declarou.
?? Pai de Uldurico Júnior afirma que vai acatar decisão da Justiça e comenta situação de filho
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 9, 2026
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Uldurico Júnior foi preso no dia 16 de abril passado durante a Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público do Estado (MP-BA), que apura o envolvimento do ex-parlamentar na fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, na Costa do Descobrimento, em dezembro de 2024.
Um dos elos de Uldurico Júnior era a então diretora do presídio, Joneuma Neres, como quem teria atuado para facilitar a fuga dos internos. Em delação premiada, Neres disse que Uldurico teria pedido em torno de R$2 milhões ao chefe da facção Primeiro Comando de Eunápolis, Dada, um dos fugitivos, para a concretização da fuga.
Uldurico Alves chegou a ter o nome citado no celular apreendido de Joneuma Neres em investigação do MP-BA. Conforme o parquet, “Uldurico Pai” aparece em mensagens com a então diretora combinando a entrega de uma quantia em dinheiro repassada por Dada.
Dois dias após a prisão de Uldurico Júnior, Alves pediu que o filho fosse transferido da carceragem sob justificativa de risco de morte devido às condições de saúde do ex-deputado.
Um ex-agente de segurança do Conjunto Penal de Eunápolis, na Costa do Descobrimento, escapou de uma tentativa de sequestro na noite desta quinta-feira (9). O incidente ocorreu no bairro Pequi.
Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, cinco homens armados e encapuzados invadiram a casa do ex-agente, de 28 anos. O homem conseguiu pular o muro dos fundos e fugir ileso. No entanto, a companheira dele foi feita refém e só foi libertada após a chegada da polícia ao local.
Ainda segundo informações, o ex-agente é peça-chave no escândalo de corrupção e favorecimento a presos no presídio. Ele foi quem teria denunciado o esquema, revelado após uma fuga de 16 detentos em dezembro do ano passado.
A denúncia levou à prisão da então diretora do presídio, Joneuma Neres, acusada de conceder regalias e facilitar a fuga dos presos. Investigações apontam que ela atendia exigências de Ednaldo Pereira de Souza, o “Dadá”, líder de uma facção criminosa de Eunápolis ligada a um grupo do Rio de Janeiro.

Joneuma Neres segue presa / Foto: Reprodução / Redes Sociais
Pouco antes da fuga, a ex-diretora teria determinado que Dadá e outros detentos da facção fossem colocados na mesma cela (nº 44), de onde todos escaparam.
Em janeiro passado, Joneuma Neres foi presa e seguiu para o Conjunto Penal de Itabuna, onde está detida, com o bebê prematuro que deu à luz. O ex-coordenador de segurança da unidade, Wellington Oliveira Sousa, também foi preso.
Após o esquema, a Secretaria de Administração Penitenciária determinou intervenção no presídio de Eunápolis.
Em maio deste ano, o diretor que assumiu a unidade após a intervenção, Jorge Magno Alves, também foi alvo de um atentado. O carro do agente foi alvejado por tiros de fuzil perto do presídio. Na ocasião, o motorista ficou ferido. No final de agosto, o diretor foi exonerado do cargo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Mantém absoluta confiança em mim".
Disse o senador Jaques Wagner (PT) ao afirmar nesta quinta-feira (18) que recebeu um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Segundo o parlamentar, o chefe do Executivo manifestou solidariedade e reafirmou confiança em sua conduta.