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jones manoel
Militante comunista, comunicador, historiador e educador viral nas redes sociais. Esse é um resumo que descreve Jones Manoel, que criticou o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), em entrevista concedida nesta quarta-feira (21). Segundo ele, que morou viveu em território baiano, o petista, além de não ter “brilho próprio”, é uma “tragédia” para a Bahia.
Radicado em Pernambuco, Jones afirmou que o trabalho realizado no atual governo da Bahia é uma continuidade da gestão do ex-governador e ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que, segundo ele, foi “um inimigo dos serviços públicos”.
“Eu acho que o governo Jerônimo é uma tragédia. Ele é uma continuidade do governo Rui Costa, que foi um péssimo governo para a Bahia. O governador Rui Costa foi um inimigo dos serviços públicos, foi alguém que atuou para precarizar os serviços públicos, inclusive prejudicando o plano de cargos e carreiras, por exemplo, da educação”, afirmou.
Jones, que trabalhou como funcionário público do Estado da Bahia, em Juazeiro, afirmou que o governo de Rui Costa resultou em um dos piores desempenhos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Segundo dados de 2023, a Bahia aparece entre os quatro piores índices entre os 26 estados brasileiros.
Além disso, ao direcionar críticas ao atual governador, o militante comentou as principais lacunas do governo, como segurança pública, violência policial e crime organizado, além de caracterizar a gestão como “sem brilho” e “sem marca própria”.
“Uma das consequências disso é que a Bahia tem um dos Idebs mais baixos do Brasil. Foi um governo privatista, um governo que atacou as empresas públicas, buscando fragilizá-las; um governo que não tem política real para a transformação urbana da Bahia, para enfrentar o déficit de moradia, para reduzir as desigualdades regionais, para enfrentar a violência policial e o crime organizado, para resolver os problemas da Bahia na educação, na saúde, no meio ambiente e na cultura. E o governo Jerônimo é a continuidade disso, e é uma continuidade que parece pior, porque Jerônimo não tem brilho próprio, com todo respeito à sua biografia pregressa. Parece uma coisa meio ‘poste’, sem iniciativa própria, sem marca própria, e todos os elementos mais desastrosos do governo Rui Costa continuam aí. Falta um projeto realmente transformador de esquerda para a Bahia”, avaliou.
O comunicador seguiu citando problemas antigos do governo, como o imbróglio envolvendo a Bahiagás, que passou por estudos técnicos voltados à avaliação econômico-financeira da empresa. Segundo Jones, a companhia só não foi privatizada devido à resistência dos trabalhadores. Ele também afirmou que a gestão é marcada pela ausência de políticas de esquerda.
“A Bahiagás é a segunda maior empresa de gás natural do Brasil. O governador Jerônimo prometeu que não iria privatizar a Bahiagás, mas, ao mesmo tempo, não revoga o projeto de lei que permite e autoriza a privatização da empresa. Ela só não foi privatizada por causa da forte resistência dos trabalhadores e trabalhadoras, inclusive com um movimento organizado em defesa da Bahiagás. É um governo que mantém uma política de segurança pública igual a de qualquer governo de direita. Não tem política de esquerda e popular para a saúde, para a educação, para a cultura e para a assistência social, que não tem compromisso com a reforma agrária nem com a preservação ambiental”, argumentou.
Jones Manoel também citou como as políticas de segurança pública têm afetado a imagem de festas populares, como o Carnaval, um dos principais eventos do ano na Bahia e de grande impacto econômico. Segundo ele, a festa vem sendo associada à violência policial por conta de vídeos que circulam nas redes sociais.
“O Carnaval da Bahia, por exemplo, cada vez mais padece de episódios de camarotização e de violência policial. Inclusive, o Carnaval da Bahia está ficando mal falado nacionalmente, porque todos os anos circulam vídeos e mais vídeos de todo tipo de violência que você possa imaginar. Então, a gente classifica como um governo muito ruim”, pontuou.
Para concluir, o militante comunista afirmou que, apesar das críticas ao governo estadual, o principal nome da oposição, o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo, ACM Neto, não representa uma alternativa. Segundo ele, há uma ‘falsa polarização’ entre os dois grupos.
“Deixando claro que a crítica ao governo Jerônimo não significa que ACM Neto seja alternativa. Inclusive, ACM Neto e o PT têm o mesmo projeto de Bahia. A diferença é quem está no governo se apropriando do dinheiro público. A família Antônio Carlos Magalhães já teve tempo demais para destruir a Bahia. É preciso fugir dessa falsa polarização entre petistas e herdeiros do velho Antônio Carlos Magalhães, porque isso não trouxe, nas últimas décadas, avanços significativos para a Bahia”, concluiu.
Confira trecho da entrevista:
Titular da Secretaria Especial da Cultura, Mario Frias decidiu processar o ator Armando Babaioff, por causa de uma publicação ofensiva nas redes sociais.
De acordo com informações da coluna de Ancelmo Gois, no O Globo, o secretário recorreu à Justiça do Distrito Federal para apresentar uma petição civil na qual acusa o artista de dano moral e pede uma indenização no valor de R$ 40 mil.
"Esse bosta não aguenta uma esquete de dois minutos. Sem talento, sem caráter, artista é o caralho! Vai voltar pro limbo, pro ostracismo, pro buraco de onde nunca deveria ter saído. R-A-C-I-S-T-A", diz a postagem de Babaioff que motivou o processo. A ira do artista se deu após o secretário fazer um comentário racista a respeito do ativista negro Jones Manoel. Segundo Frias, o ativista precisaria de “um bom banho”.
A defesa do titular da Cultura do governo Bolsonaro diz que "são inegáveis os danos à honra e a imagem do autor, que passou a ser taxado como 'racista'" e moveu também uma ação para apurar possível crime de calúnia e difamação.
O secretário de Cultura do governo de Jair Bolsonaro, Mario Frias, fez um post racista, nesta quinta-feira (15), contra o historiador e educador Jones Manoel. No perfil do Twitter, Frias sugeriu que o professor negro “precisa de um bom banho”.
Segundo o Metrópoles, o ataque ocorreu após Tercio Arnaud, secretário especial da Presidência da República, postar uma matéria com aspas de Jones dizendo que “já comprou fogos para uma eventual morte de Bolsonaro”. Irritado com a fala do ativista, Tercio indagou: “Quem caralhas é Jones Emanuel?”.
Na sequência, Mario Frias comentou a postagem. “Realmente eu não sei. Mas se eu soubesse diria que ele precisa de um bom banho”. Após o comentário, Jones Manuel rebateu Frias dizendo que ele é um “ex-ator frustrado e atual fascista cometendo um crime de racismo diário”.

Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ivete Sangalo
"Eu sou uma pessoa feliz, mas em Juazeiro sou muito mais feliz. Então, esse lugar vai ser de muito alegria, de muito sonho".
Disse a cantora Ivete Sangalo compartilhou com o público como tem sido acompanhar a construção do tão sonhado 'lar doce lar' em Juazeiro, no norte da Bahia, cidade de origem da artista.