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Os detentos investigados na Operação Sísifo, que apura a entrada de materiais ilícitos em presídios baianos, tinham como preferência a aquisição de Iphones e outros smartphones de última geração. Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os chefes do tráfico presos cobiçavam modelos de alta tecnologia e aparelhos compactos, com diferentes finalidades.
Conforme o documento obtido pelo Bahia Notícias, iPhones e smartphones mais modernos eram os mais procurados e adquiridos no Conjunto Penal de Feira de Santana. O interno Nestor (Nesto Sales do Nascimento), por exemplo, é descrito como o criminoso que "só faz uso de telefone celular Iphone".
De acordo com a sentença, ele foi apontado também por adquirir e fornecer para outros integrantes do pavilhão apenas "smartphones de última geração". Além disso, havia uma demanda específica por aparelhos menores, que "ligam apenas para chamadas e não têm WhatsApp".
Esses modelos eram frequentemente introduzidos por funcionárias do setor de saúde, pois eram fáceis de esconder dentro de caixas de remédios para passarem despercebidos durante a entrega de medicações. O MP-BA apontou ainda que os valores para a entrada desses aparelhos eram elevados. Um agente penal identificado como policial Valmir cobrava cerca de R$1.500.
Os aparelhos eram vendidos de forma ilegal entre valores que iam de R$4.000 a R$ 5.000, a depender do modelo. O valor cobrado pelos agentes para permitir a chegada de um aparelho já chegou a R$2.500.
A CONDENAÇÃO
Dois anos após início da Operação Sísifo, que investigava grupo criminoso responsável pela entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana, a 2ª Vara Criminal da Comarca de Feira de Santana condenou, nesta segunda-feira (7), 12 pessoas por atuação em um esquema de corrupção passiva, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no sistema prisional de Feira de Santana.
São considerados três núcleos de atuação entre os réus, sendo eles: um grupo de policiais penais e servidores, núcleo atuação externa e o núcleo de presos. No caso do núcleo de servidores e policiais penais, a investigação aponta que eles atuariam como intermediários no favorecimento da entrada de materiais ilícitos, que configura crime de prevaricação imprópria, que deu início a Operação Sísifo, em 2024. No núcleo externo, a investigação aponta uma atuação voltada para a lavagem de dinheiro proveniente dos esquemas de organizações criminosas e no núcleo de presos, estão os líderes das facções criminosas condenados por oferecer vantagens indevidas aos agentes para garantir a entrada de materiais ilícitos no presídio.
NÚCLEO DE SERVIDORES PENAIS
Entre o grupo de policiais penais, Valmir Pereira de Jesus era o principal responsável por negociar com as facções e coordenar as atividades dos demais agentes foi condenado a 27 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de prevaricação imprópria, tráfico de drogas, corrupção passiva e organização criminosa, além da perda do cargo público. Yure Pinheiro Costa (“Cowboy”) e Gildo de Lima Almeida foram descritos com o braço operacional do esquema, introduzindo celulares e facilitando a entrega de drogas para os internos, sendo condenados a 22 anos e 2 meses de prisão.
Outros policiais, como Vitor Cerqueira de Oliveira e Isaías Gregório de Miranda Filho ("Barba Azul"), receberam penas de 18 anos e 2 meses, enquanto Ednilson Santana Mota ("Motinha") foi sentenciado a 14 anos e 2 meses. Os agentes Valter Ferreira de Almeida e Leandro Calazans Amaral ("Santa Bárbara") foram condenados a 8 anos e 5 meses, e a técnica de enfermagem e policial Rosana Souza de Oliveira, que utilizava o setor de saúde para esconder celulares em caixas de medicamentos, recebeu uma pena de 6 anos e 1 mês.
NÚCLEO EXTERNO
No grupo de atuação externa, duas pessoas foram condenadas por crimes de lavagem de dinheiro e apoio aos demais crimes. Luana Priscilla de Jesus Moitinho também era agente penal, mas atuava como professora da rede municipal de ensino. Ela manteve um relacionamento de cinco anos, a partir de 2017, com Valmir Pereira de Jesus, acusado de liderar o esquema envolvendo os servidores. Condenada por lavagem de dinheiro, o Ministério Público compreendeu que a conta de Luana foi utilizada para o escoamento e ocultação de grandes vultos financeiros, incluindo depósitos em espécie de R$ 53 mil, sem lastro.
O segundo condenado é Emerson Carmo dos Santos, que é eletricista e comerciante. A investigação do Gaeco o aponta como o "braço financeiro" externo do esquema. O material da denúncia aponta que ele utilizava suas contas pessoais e a conta de sua empresa para ocultar e circular recursos ilícitos do grupo, obtendo um percentual de 3% sobre os valores movimentados como remuneração pelo serviço.
NÚCLEO INTERNO
No núcleo interno, Genivaldo Reis dos Santos (“Moá”) foi condenado a 3 anos e 10 meses por corrupção ativa por articular o pagamento das propinas para os agentes. Outros internos investigados, como Nestor Sales e David Aparecido Pinheiro da Silva, tiveram a punibilidade extinta devido ao falecimento ao decorrer do processo.
Loja de celulares é arrombada no centro de Eunápolis e polícia encontra iPhones escondidos em esgoto
Três homens foram presos em ação da polícia que recuperou parte de uma carga de celulares e perfumes furtados de uma loja no centro de Eunápolis, no extremo sul da Bahia. O crime ocorreu na madrugada desta quarta-feira (25) e causou um prejuízo estimado em mais de R$ 60 mil ao estabelecimento.
De acordo com as investigações, Giliarde de Oliveira Silva, de 30 anos, utilizou uma barra de ferro para violar a porta de acesso ao primeiro andar do imóvel, onde funciona a empresa.
Durante a ação, o suspeito alterou o ângulo das câmeras para tentar evitar a identificação. Ao todo, foram subtraídos nove aparelhos iPhone e dezenas de frascos de perfumes importados. Veja momento em vídeo:
? Loja de celulares é arrombada no centro de Eunápolis e polícia encontra iPhones escondidos em esgoto
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 25, 2026
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Horas após o crime, investigadores localizaram Giliarde e um segundo envolvido, identificado como Luiz Gustavo Silva Maciel, de 20 anos. Um terceiro homem, Vanderley Ferreira dos Santos, de 27 anos, foi preso na Feira do Pequi sob a acusação de comercializar itens furtados.
Durante o interrogatório, o autor do arrombamento indicou que parte do material estava ocultada em uma caixa de esgoto próxima a uma área conhecida como "Buracão do Cross", às margens da BR-101. No local, os policiais recuperaram seis dos nove iPhones levados, além de parte dos perfumes
.
Segundo informações da Polícia Civil ao Radar News, parceiro do Bahia Notícias, Luiz Gustavo e Giliarde já são investigados por outros crimes contra o patrimônio na região. Giliarde apresentava uma lesão no pescoço, decorrente de uma facada sofrida no início deste mês.
Os três homens foram conduzidos à delegacia, onde foram autuados pelos crimes correspondentes. O material recuperado passará por perícia antes de ser devolvido ao proprietário da loja.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Muniz
"O povo entendeu que as obras que o governo do estado trouxe para Salvador foram muito importantes. Então essas obras influenciaram muito para que Jerônimo tivesse o êxito que teve".
Disse o presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), avaliou que ACM Neto (União Brasil) poderia ter reduzido a diferença para Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições para o governo da Bahia se tivesse repetido a estratégia de visitar municípios menores adotada na campanha anterior.