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interdicao de centro cirurgico
A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) interditou de forma cautelar o centro cirúrgico do Hospital Vida, em Ilhéus, no Litoral Sul, onde a empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, morreu após ser submetida a quatro procedimentos estéticos. A interdição ocorreu no fim da tarde desta quinta-feira (27).
O procedimento foi realizado pelo cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback, que já havia sido alvo de denúncias de pacientes desde 2023.
Segundo a Sesab, o centro cirúrgico não tem alvará sanitário para funcionamento. A secretaria informou que ainda não sabe há quanto tempo o espaço funcionava sem autorização nem quais procedimentos foram realizados no período. O órgão afirmou que unidades de saúde passam por fiscalizações periódicas da Vigilância Sanitária.
Conforme a TV Santa Cruz, a última inspeção no centro cirúrgico ocorreu em novembro do ano passado e não teriam sido identificadas irregularidades. Na ocasião, porém, o espaço não estava em funcionamento. De acordo com Danilo Amorim, coordenador do Núcleo Regional de Saúde Sul (NRS) da Sesab, o hospital havia solicitado licenciamento sanitário, mas não incluiu o centro cirúrgico no pedido.
Após a morte da empresária e a repercussão do caso, a Sesab identificou a situação e determinou a interdição cautelar. O caso será submetido a julgamento para definição das medidas cabíveis. O Hospital Vida foi procurado para se manifestar sobre a interdição, mas até o momento não se manifestou.
Ainda segundo informações, o corpo de Adriele foi sepultado nesta quinta-feira (27) em Ituberá, na mesma região, onde parte da família mora.
Após o enterro, familiares e amigos fizeram uma manifestação pelas ruas da cidade com cartazes e faixas pedindo justiça. Um laudo de necropsia do corpo da empresária deve ficar pronto em até 30 dias, o que deve auxiliar nas investigações sobre o caso que estão sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Ilhéus.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Paulo Henrique Rodrigues
"O Brasil demorou para fazer políticas para entender que essa grande qualidade artística do nosso povo, um povo criativo, preparado intelectualmente e artisticamente, culturalmente muito rico, poderia significar renda, emprego, geração de uma indústria cultural ou criativa".
Disse o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues Pereira ao ressaltar o impacto da economia criativa e a necessidade de estruturar o setor no país. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, o ministro fez um balanço sobre a relação entre cultura e negócios, reconhecendo que o Brasil tardou a transformar seu potencial em força econômica.