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A União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis) defendeu, nesta quarta-feira (9), que relatórios de inteligência não sejam utilizados como instrumentos de investigação, acusação ou disputas políticas. A manifestação ocorre após o ministro do STF André Mendonça questionar o uso de documentos de inteligência da Polícia Federal (PF) relacionados a ele pelo ministro Alexandre de Moraes.
Em nota pública, a entidade afirmou que a atividade de inteligência deve atender exclusivamente aos interesses do Estado e da sociedade, sem influência de governos, partidos ou grupos políticos. A Intelis também defendeu que o setor seja orientado pela Constituição, pela legalidade, pelo profissionalismo, pelo controle democrático e pelo “absoluto apartidarismo”.
Segundo a organização, o episódio evidencia a necessidade de estabelecer limites e mecanismos de fiscalização para a área. A entidade citou o PL 6.423/2025, que propõe atualizar o marco legal da inteligência, e a PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. Para a Intelis, a ausência de uma regulamentação mais clara representa um risco à democracia, ao Estado e à segurança nacional.
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Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A República enfrenta um teste de integridade inédito. As sucessivas crises que ocorrem em Brasília colocam as instituições em risco. Os recorrentes episódios podem lançar o Brasil num momento de especial gravidade, pois a confiança da população nos poderes públicos é alicerce da democracia".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao alertar para o risco que as instituições brasileiras correm com a crise vivida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).