Artigos
O Espectro Invisível das Pesquisas
Multimídia
Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
infantino
A Uefa anunciou nesta quinta-feira (30) que as 55 federações filiadas à entidade irão boicotar todas as competições organizadas pela Fifa caso avance a proposta de criação de uma empresa privada para administrar os torneios da entidade e negociar participação com investidores.
A decisão foi tomada após uma reunião virtual entre os integrantes da confederação europeia e formalizada em um comunicado oficial. "Nenhuma seleção nacional da Uefa participará de qualquer competição da Fifa enquanto essas propostas permanecerem em pauta, a menos que a ideia seja totalmente abandonada e haja garantias vinculantes".
Se mantido, o posicionamento da Uefa poderá afetar diretamente competições organizadas pela Fifa, entre elas a Copa do Mundo Feminina de 2027, prevista para ser disputada no Brasil.
O projeto foi apresentado pela Fifa na última terça-feira (28). A proposta prevê a criação de uma empresa responsável pela gestão comercial e pela organização de todas as competições promovidas pela entidade.
Além da Uefa, a iniciativa enfrenta resistência da Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol (AFC). Juntas, as três confederações reúnem 143 das 211 associações nacionais filiadas à Fifa.
Na quarta-feira (29), o presidente da Fifa, Gianni Infantino, divulgou um vídeo defendendo a proposta. Segundo o dirigente, o tema será submetido à votação das associações-membro e também passará pela análise do Conselho da entidade.
Infantino afirmou ainda que a venda de participação na nova empresa permitiria elevar o repasse financeiro destinado às federações nacionais de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões. A expectativa da Fifa é arrecadar US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões) com a operação.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, falou nesta sexta-feira (17) sobre as críticas relacionadas aos preços dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026. Durante participação no evento Semafor World Economy, em Washington, o dirigente afirmou que há diferentes faixas de valores disponíveis ao público.
"Temos uma categoria de ingressos para torcedores mais dedicados a partir de 60 dólares, incluindo a final. Claro, também existem ingressos, como camarotes na final, que podem custar dezenas de milhares de dólares. Então há opções para todos os perfis", declarou.
Infantino explicou que a política de preços está diretamente ligada ao modelo de receita da entidade, que depende majoritariamente da realização da Copa do Mundo.
"A principal e até agora única fonte de receita da Fifa é a Copa do Mundo. A Copa do Mundo acontece durante um mês a cada quatro anos. Ou seja, geramos receita em um único mês. Nos outros 47 meses até a próxima Copa, gastamos esse dinheiro", afirmou.
Apesar dos valores elevados, o dirigente ressaltou que a FIFA opera como uma organização sem fins lucrativos e que os recursos arrecadados são destinados ao desenvolvimento do futebol em escala global.
"Mas o que é interessante, e digo isso meio em tom de brincadeira, é algo que muitas pessoas não sabem: embora geremos bilhões com a Copa, a Fifa é uma organização sem fins lucrativos. Isso significa que toda a receita gerada é reinvestida na organização do futebol em 211 países ao redor do mundo", completou.
A discussão sobre os preços dos ingressos tem sido recorrente no período prévio ao Mundial, especialmente diante da alta demanda e das diferentes categorias disponíveis para os torcedores.
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) se antecipou ao cenário eleitoral da Fifa e declarou apoio "de maneira unânime" a uma possível reeleição de Gianni Infantino para a presidência da entidade máxima do futebol mundial. O anúncio foi feito pelo presidente Alejandro Domínguez, em uma publicação no X, na última quinta-feira (9).
El Consejo de la CONMEBOL manifestó de manera unánime su respaldo a la gestión de Gianni Infantino al frente de la FIFA, ante una eventual postulación a la reelección para el período 2027–2031.
— Alejandro Domínguez (@agdws) April 9, 2026
Presidente, gracias por su compromiso permanente con el desarrollo del fútbol… pic.twitter.com/NQhDlx18BI
"O Conselho da CONMEBOL manifestou de maneira unânime seu respaldo à gestão de Gianni Infantino à frente da FIFA, ante uma eventual postulação à reeleição para o período 2027–2031. Presidente, obrigado por seu compromisso permanente com o desenvolvimento do futebol sul-americano e pelo liderança impulsionada a nível global", escreveu Domínguez.
Apesar de ainda não ter oficializado candidatura, o dirigente suíço-italiano é considerado favorito para disputar um quarto mandato consecutivo nas eleições previstas para 2027.
O posicionamento da Conmebol marca o primeiro respaldo público de uma confederação continental ao atual presidente da Fifa. A decisão foi tomada após reunião do Conselho da entidade sul-americana, que reúne dez federações, incluindo Brasil e Argentina.
Infantino é presidente da Fifa desde 2016, quando assumiu a função após o escândalo conhecido como "Fifagate". Desde então, foi reconduzido ao posto por aclamação nas eleições de 2019 e 2023.
O apoio ocorre em meio a articulações políticas no cenário do futebol internacional. O próprio Domínguez tem defendido a ampliação da Copa do Mundo de 2030, sugerindo o aumento de 48 para 64 seleções como forma de celebrar o centenário do torneio.
A proposta, no entanto, ainda não conta com o respaldo público de Infantino e enfrenta resistência de outras lideranças do futebol mundial.
A edição de 2030 terá jogos distribuídos em diferentes continentes. Paraguai, Uruguai e Argentina receberão partidas comemorativas, enquanto Espanha, Portugal e Marrocos serão os principais anfitriões do torneio.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que o Irã estará na Copa do Mundo de 2026, mesmo diante de incertezas políticas envolvendo o país. A declaração foi feita nesta terça-feira (31), durante um amistoso da seleção iraniana na Turquia.
"Estamos felizes porque é uma equipe muito, muito forte", afirmou o dirigente ao assegurar a participação do Irã no torneio.
Nos últimos dias, surgiram especulações sobre uma possível exclusão da seleção, em meio a pressões internacionais relacionadas a questões políticas e de direitos humanos. A fala de Infantino, porém, afasta esse cenário e reforça a presença iraniana no Mundial.
Apesar disso, o principal entrave agora está na definição de onde o Irã disputará suas partidas. Inicialmente, a equipe teria jogos programados nos Estados Unidos, mas a federação do país indicou que pretende evitar atuar em solo americano.
O presidente da Federação Iraniana, Mehdi Taj, declarou que o país não pretende boicotar a Copa, mas não deseja jogar nos Estados Unidos, citando questões diplomáticas, segurança e dificuldades logísticas.
Diante do impasse, a possibilidade de transferir os jogos para o México passou a ser considerada. O governo mexicano já sinalizou que pode receber essas partidas, caso a Fifa opte por alterar o planejamento original. Classificado para o Grupo G, o Irã pode acabar tendo seus jogos deslocados.
O técnico da Seleção Brasileira Masculina, Carlo Ancelotti, participou na última segunda-feira (26) de uma reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da Fifa, Gianni Infantino. O encontro integrou a agenda institucional de lançamento da marca da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
Além do Mundial Feminino, a conversa também abordou a possibilidade de o Brasil se candidatar para sediar a Copa do Mundo de Clubes de 2029. A proposta, já debatida no âmbito da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), recebeu sinalização positiva do governo federal durante a reunião.
Ancelotti esteve acompanhado de dirigentes da CBF, entre eles o presidente da entidade, Samir Xaud, e o vice-presidente Gustavo Dias Henrique. O ministro do Esporte, André Fufuca, também participou do encontro com Infantino.
Após a reunião, Samir Xaud afirmou que a presença do treinador reforça o alinhamento entre a seleção, a CBF e as instituições envolvidas na organização de grandes eventos esportivos no país. O dirigente reiterou que o Brasil está preparado para receber o Mundial de Clubes.
"A gente acredita que o Brasil está apto a receber esse evento grandioso [Mundial de Clubes], mas isso requer muitas conversas, muitos ajustes, mas o Brasil vai sim colocar a sua candidatura para 2029", afirmou.
Em outro momento, em tom descontraído, Lula dirigiu-se a Ancelotti durante o encontro e fez uma brincadeira sobre o futuro do treinador no futebol brasileiro.
"Você ganha a Copa do Mundo esse ano e depois vem para o Corinthians ganhar o Mundial", brincou.
Vale lembrar que o italiano Carlo Ancelotti está em fase avançada de negociações para renovar seu contrato e permanecer à frente da Seleção Brasileira até 2030.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta segunda-feira (26), em Brasília, com Gianni Infantino, presidente da Fifa. O encontro está marcado para o Palácio do Planalto e integra a agenda institucional entre o governo brasileiro e a entidade máxima do futebol mundial.
De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, a principal pauta da reunião será a Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027, que terá o Brasil como país-sede. O torneio está previsto para ser disputado em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Além do planejamento do Mundial feminino, outro tema que deve entrar na conversa é a Copa do Mundo de Clubes da Fifa de 2029. Após a realização da primeira edição no novo formato, nos Estados Unidos, em 2025, vencida pelo Chelsea, o presidente brasileiro pretende manifestar o interesse para que o Brasil sedie a competição em uma próxima oportunidade.
A intenção do governo também inclui trazer para o país o Congresso da Fifa, programado para 2027.
No campo esportivo, o Flamengo aparece como o primeiro clube brasileiro classificado para a próxima edição da Copa do Mundo de Clubes. A vaga foi garantida com a conquista da Copa Conmebol Libertadores, em final disputada contra o Palmeiras, em Lima, no Peru. Com isso, o clube carioca, até o momento, figura como o único do país presente em todas as edições do torneio.
A Fifa anunciou na última segunda-feira (29), em Dubai, durante o World Sports Summit, a criação de uma nova premiação internacional do futebol a partir de 2026. A iniciativa será realizada em parceria com o Dubai Sports Council.
Em nota oficial, a entidade máxima do futebol não esclareceu se o The Best, prêmio anual que reconhece os melhores jogadores e jogadoras do mundo, será substituído ou se a nova cerimônia funcionará de forma complementar ao formato já existente.
Segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, a proposta é ampliar a forma como o futebol será celebrado globalmente.
"Esta premiação mundial do futebol não será apenas uma cerimônia de entrega de troféus, mas uma maneira inovadora de reconhecer o futebol e destacar os principais nomes do ano, dentro e fora de campo", afirmou o dirigente.
Atualmente, o The Best segue como a principal premiação individual organizada pela Fifa. A edição mais recente foi realizada no dia 16 de dezembro, no Catar, quando o francês Ousmane Dembélé e a espanhola Aitana Bonmatí foram eleitos os melhores jogadores do mundo em 2025. O prêmio é concedido pela entidade desde 1991.
Até o momento, a Fifa não divulgou detalhes sobre categorias, formato de votação ou data da primeira edição da nova premiação.
Durante uma visita oficial à Bolívia na última segunda-feira (20), o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que o país andino receberá uma edição da Copa do Mundo. A declaração foi feita em La Paz, durante as comemorações do centenário da Federação Boliviana de Futebol (FBF).
"Vamos trazer uma Copa do Mundo para cá, claro, é evidente; vamos ver, vamos conversar sobre qual Copa do Mundo estamos falando", disse Infantino, sem especificar se o torneio seria masculino, feminino ou de categorias de base.
A promessa, no entanto, ainda está distante de se concretizar. A escolha das sedes dos Mundiais é feita por meio de votação entre mais de 200 associações nacionais filiadas à Fifa, o que significa que o apoio do presidente é apenas o primeiro passo no processo.
A visita contou também com a presença do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, e do recém-eleito presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Infantino destacou que pretende abrir diálogo com o novo governo sobre a possibilidade de organizar o torneio no país, conhecido por seus estádios em grandes altitudes.
O dirigente da Fifa evitou comentar as recentes denúncias do sindicato dos jogadores bolivianos, o Fabol, que pediu a intervenção do órgão internacional na FBF por supostos casos de corrupção. Segundo o sindicato, haveria “ilegalidades” na administração da federação local.
Atualmente, a seleção boliviana se prepara para disputar a repescagem das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, marcada para março, em busca de uma vaga no torneio que será realizado na América do Norte.
A Fifa divulgou na manhã desta quinta-feira (28) a nova versão do seu Código Disciplinar, que passa a ter regras mais rígidas no combate ao racismo no futebol. O documento, aprovado durante a reunião do Conselho da entidade neste mês, traz mudanças significativas nas punições e amplia os poderes dos árbitros e participantes em campo.
Pela nova redação do Artigo 15, qualquer atleta, membro da comissão técnica ou participante do evento pode comunicar ao árbitro um ato de racismo. A partir da denúncia, o juiz deve aplicar o protocolo de três etapas, já adotado desde 2023: paralisar o jogo, suspender temporariamente e, em caso de reincidência, encerrar a partida.
Além de interromper as partidas, a Fifa endureceu as penalidades financeiras. Clubes e federações podem ser multados em no mínimo 20 mil francos suíços (cerca de R$ 137 mil). A punição máxima pode chegar a 5 milhões de francos suíços (aproximadamente R$ 34 milhões) — valor que excede o teto estabelecido para outros tipos de sanções, que é de 1 milhão de francos suíços (R$ 6,8 milhões).
O Código também prevê medidas mais severas em casos de reincidência, que podem incluir:
- Elaboração de um plano de prevenção obrigatório,
- Realização de partidas sem público,
- Dedução de pontos,
- Expulsão de competições,
- Rebaixamento de divisão.
As federações nacionais têm até o dia 31 de dezembro para incorporar as novas regras aos seus próprios regulamentos. Caso isso não aconteça, a Fifa poderá intervir diretamente nessas entidades e até recorrer ao CAS (Corte Arbitral do Esporte) caso entenda que as decisões locais não estejam alinhadas ao combate efetivo contra o racismo.
Durante o Congresso da Fifa, realizado em Assunção, no Paraguai, o presidente da entidade, Gianni Infantino, reforçou que o combate ao racismo é uma das prioridades da federação. Segundo ele, a Fifa tem atuado, inclusive, fora do campo, para garantir que a luta contra a discriminação se torne uma questão de justiça criminal.
“Racismo não é só um problema para atacar no futebol, racismo é simplesmente um crime. E por isso estamos trabalhando com diferentes governos e com a ONU para ter certeza de que a luta contra o racismo esteja inserida na legislação criminal de cada país do mundo”, afirmou Infantino.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).