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indigenas warao
A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou uma ação civil pública no dia 29 de julho em que pede, em caráter de urgência, que a União institua e coordene, no prazo de 30 dias, um grupo interinstitucional de acolhimento aos indígenas do Povo Warao, residentes em Feira de Santana (BA). O grupo deverá ser responsável pela elaboração, execução, monitoramento e avaliação de plano emergencial de atendimento ao povo indígena.
A ação foi movida contra a União, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Estado da Bahia e o Município de Feira de Santana. Os réus devem participar do grupo, junto com outros órgãos e instituições pertinentes.
A ação também pediu que a União assegure os recursos financeiros adequados para garantir a moradia dos indígenas. Isso porque reuniões interinstitucionais e visitas técnicas feitas pela DPU em abril deste ano constataram que o município de Feira de Santana adotou providências voltadas à construção de solução habitacional para a comunidade, por meio de locação de imóvel residencial. Entretanto, o imóvel sofreu danos e precisa de reformas e adaptações estruturais. O município tentou fazer as reformas usando recursos federais destinados ao atendimento da população migrante, mas a União não autorizou o uso dos recursos.
“O quadro evidencia, portanto, que a persistência da situação de vulnerabilidade não pode ser atribuída simplesmente à ausência de iniciativa municipal, mas decorre da insuficiência dos mecanismos de financiamento e de coordenação da política pública, especialmente no âmbito federal”, destacou a ação.
A DPU acompanha o caso dos indígenas Warao, que emigraram da Venezuela, desde 2023. O órgão fez inspeções, reuniões e solicitou esclarecimentos às autoridades responsáveis. Desde então, as famílias indígenas Warao se encontram em situação de acolhimento precário e temporário, sem solução habitacional estruturada e culturalmente adequada.
Além disso, os indígenas ainda sofrem de insegurança alimentar severa, irregularidade no fornecimento de cestas básicas e ausência de abordagem intercultural no atendimento à saúde. Em janeiro de 2024, esse quadro tomou contornos de tragédia: uma criança indígena de apenas dois anos de idade faleceu em razão de desnutrição grave e tuberculose.
A ação foi protocolada com pedido de antecipação de tutela, portanto, em caráter de urgência.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).