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O Armazém Convention, espaço integrado ao Parque Shopping Bahia, sediará a Expo Fight Bahia 2026 entre os dias 24 e 27 de setembro. Realizado pela Federação Baiana de Jiu-Jitsu e MMA (FBJJMMA), o festival gratuito reunirá competições, aulas e palestras de modalidades como jiu-jitsu, judô, taekwondo, boxe, muay thai e fisiculturismo, distribuídas em tatames, ringue, octógono e palco principal.
Nesta edição, o foco gira em torno da inclusão social e representatividade, com espaço reservado para o Festival Kids de Jiu-Jitsu, o ParaJiu-Jitsu, além de palestras voltadas a pessoas com deficiência. O público feminino também terá papel central no evento, com aulões exclusivos, o projeto Mulheres que Lutam JJ, workshops de defesa pessoal e painéis com atletas faixas-pretas.
A agenda do festival abre na quinta-feira (24) à noite e segue na sexta-feira (25) com debates sobre gestão esportiva, captação de recursos e um bate-papo com o esportista Jacaré. No sábado (26), os destaques são campeonatos das modalidades de combate, treinos de campo e palestras sobre nutrição e artes marciais, com a presença do lutador Fábio Gurgel.
O encerramento, no domingo (27), será dedicado às finais e atividades femininas, com o Desafio das Amazonas e palestras ministradas por referências como Yvone Duarte e Marleide.
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O tatame que abriu caminhos para Ronaldier Rodrigues na infância tornou-se, mais de quatro décadas depois, um espaço de transformação para crianças e adolescentes de Salvador. Pentacampeão mundial de karatê, o sensei retornou ao mesmo bairro onde iniciou sua trajetória para oferecer a outros jovens a oportunidade que um dia também recebeu.
Atualmente, o projeto do qual Ronaldier participa atende gratuitamente cerca de 150 crianças e adolescentes nas comunidades de Pernambués e da Liberdade. A procura, entretanto, é ainda maior: mais de 200 jovens aguardam uma vaga, enquanto a falta de recursos impede a ampliação das atividades.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Ronaldier explicou que sua dedicação ao trabalho social está diretamente relacionada à própria história.
"Sou oriundo de um projeto como esse e, coincidentemente, hoje atuo no mesmo bairro onde comecei. Fui convidado pelo GAP, que é o Grupo Alerta Pernambués, para fazer esse trabalho social, pelos benefícios que o karatê me trouxe. Eu prontamente aceitei", contou.

Foto: Acervo Pessoal
Faixa-preta 6º Dan, Ronaldier também atua como atleta, treinador, técnico da Seleção Baiana de Karatê Tradicional e presidente da Federação Baiana de Karatê Tradicional. Antes do trabalho desenvolvido em Pernambués, ele já participava de uma iniciativa semelhante no Colégio Luís Pinto de Carvalho, no bairro de São Caetano.
Apesar dos títulos e das funções ocupadas na modalidade, o professor considera que uma das suas principais conquistas está na possibilidade de utilizar o esporte para interferir positivamente na trajetória dos alunos.
“É a certeza de que estamos no caminho certo e que podemos contribuir e retribuir aquilo que a vida me proporcionou”, afirmou.
O projeto oferece as atividades de forma integralmente gratuita. Não há cobrança de mensalidades, exames de faixa ou participação em competições. Quimonos, luvas e outros equipamentos também são disponibilizados para que a falta de condições financeiras não impeça o acesso ao esporte.

Foto: Acervo Pessoal
Somando alunos, familiares e voluntários, o trabalho alcança direta e indiretamente cerca de 500 pessoas. A estrutura existente, porém, ainda não permite receber todas as crianças interessadas.
Para Ronaldier, precisar negar uma vaga a um jovem que procura o projeto é uma das partes mais difíceis do trabalho.
"É frustrante, porque a gente sabe dos benefícios que o karatê traz para a sociedade. Para nós, é muito ruim ter que dizer não, não poder receber mais crianças por causa da falta de incentivo e de estrutura", lamentou.
O projeto conta com o apoio do Grupo Alerta Pernambués e do Sindilimp, mas busca ampliar a participação do poder público e da iniciativa privada. Segundo o sensei, a chegada de novos parceiros permitiria melhorar a estrutura, adquirir equipamentos e atender uma parcela maior da fila de espera.
"Nós temos o apoio do GAP e do Sindilimp, que nos apoiam de certa forma, mas isso poderia ser ampliado. Se tivéssemos uma ajuda governamental e do empresariado baiano, poderíamos oferecer tudo aquilo de que essas pessoas precisam e na quantidade necessária", explicou.
Nas aulas, aprender a socar, chutar ou executar movimentos de defesa é apenas uma parte do processo. Disciplina, respeito, responsabilidade, controle emocional e perseverança também são trabalhados durante os treinamentos. Ronaldier acredita que a presença das artes marciais no ambiente escolar poderia contribuir para a formação de crianças e adolescentes.
"Eu costumo dizer que, se o Brasil fosse um país sério, a arte marcial seria matéria escolar. Todas as escolas teriam arte marcial de forma obrigatória, de forma regular, para ajudar na formação, na educação e na disciplina", declarou.

Foto: Acervo Pessoal
O sensei também associa ao karatê a capacidade que desenvolveu para enfrentar os obstáculos encontrados ao longo da vida.
"Na minha vida, foi a coragem para seguir em frente, para enfrentar os obstáculos e todas as mazelas da vida. Pelo fato de existir muita resignação no treinamento e de ser necessário se dedicar bastante às partes física, psicológica e emocional, isso fez com que eu tivesse uma mente muito positiva para as coisas", relatou.
Inserido em comunidades nas quais parte dos jovens convive com situações de vulnerabilidade social, o projeto também utiliza o esporte para apresentar alternativas à violência, às drogas, ao consumo de bebidas alcoólicas e a outros fatores de risco.
"O esporte, com toda certeza, é um vetor muito importante no lado social. Nós conseguimos fazer com que muitos jovens se desviem do caminho errado, da bebida, das drogas, dos excessos e de tudo aquilo que é tão fácil de ter acesso e ruim ao mesmo tempo", afirmou Ronaldier.
Segundo o professor, antigos alunos que enfrentavam problemas com dependência química conseguiram mudar de vida por meio da rotina de treinamentos.
"Eu tive vários alunos que eram dependentes químicos e, graças a Deus, graças ao esporte e à dedicação, eles conseguiram vencer as drogas, vencer a bebida e vencer os vícios apenas com a prática saudável", contou.
"Quando você precisa sair de uma coisa ruim, precisa preencher esse vazio com outra. O karatê serviu exatamente para o preenchimento desse vazio", completou.
Mesmo após cinco títulos mundiais e mais de quatro décadas dedicadas à modalidade, Ronaldier ainda mantém um objetivo fora das competições: comandar uma iniciativa social capaz de atender um número maior de crianças e adolescentes.
"Meu sonho era comandar um projeto social com uma dimensão muito maior, para que eu pudesse, de fato, mostrar a importância que a arte marcial pode ter e tem na sociedade de um modo geral", disse.
Para o sensei, o karatê também participa diretamente da construção do caráter de quem pratica a modalidade.
"Ela trabalha com a disciplina, trabalha com o respeito, na formação do caráter, forja a pessoa. Meu objetivo era realmente esse: poder um dia estar à frente de um projeto social grandioso, para que eu pudesse dar minha contribuição real a esses jovens e adolescentes", concluiu.

Foto: Acervo Pessoal
Uma reviravolta importante aconteceu, na tarde desta quarta-feira (6), envolvendo a suspensão do programa de transferência do Bacharelado Interdisciplinar de Saúde (BIS), do curso de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), durante os próximos três anos.
O Conselho Acadêmico de Ensino (CAE) da UFBA, formado por representantes de diversos cursos da instituição, rejeitou, em votação realizada nesta quarta-feira (6), a proposta que impediria os estudantes de ingressarem no curso de Medicina por meio do BI's. A proposta gerou embate e manifestação na Universidade desde outubro.
Foram 33 votos pela não suspensão das vagas destinadas aos alunos egressos do BIS, a partir do primeiro semestre de 2025, contra apenas quatro favoráveis ao bloqueio do deslocamento interno e sete abstenções, conforme informações emitidas pelo Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (IHAC) da UFBA.
Com a proposta de impedimento, o único meio de estudar as ciências médicas seria mediante aprovação no Sistema de Seleção Unificada (SISU). Vale lembrar que a Faculdade de Medicina da Universidade estuda uma proposta de redução das vagas a fim de garantir o equilíbrio no número de estudantes ingressos.
A disputa envolvia dois principais departamentos e institutos da universidade, o IHAC (responsável pelos cursos de BIs nas áreas de Humanidades, Saúde, Ciência e Tecnologia e Artes) e a Faculdade de Medicina da Bahia (FMB), a mais antigas do país. Ambas com representantes eleitos no Conselho.
O sucesso na votação foi considerado um momento emblemático pelo IHAC. “Consideramos esta vitória um momento histórico na consolidação do projeto pedagógico dos Bacharelados Interdisciplinares na UFBA e das conquistas importantes no campo das políticas afirmativas e da inclusão social na Universidade”, comemorou o Instituto.
Momento da reunião do Conselho com o diretor do Ihac com a fala | Foto: Reprodução / IHAC-UFBA
O Coordenador-Geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFBA, Osny Guimarães, declarou em suas redes socias sobre o que o resultado significa. “É um dia que entra para a história e um passo muito importante na luta pela defesa do projeto do Reuni (Recepção Unificada Interdisciplinar dos Bacharelados Interdisciplinares)”.
O embate entre o IHAC e a FMB era travado desde outubro, após o diretor da Faculdade de Medicina declarar à imprensa que a faculdade enfrentava uma superlotação, com estudantes utilizando medidas judiciais para ingressar no curso. O Bahia Notícias ouviu diversos alunos da instituição, que alegaram ser um reflexo de elitismo
"Um grande problema que as vagas para o curso de Medicina via BI têm gerado é a quantidade crescente de medidas judiciais. Deste modo, a UFBA foi obrigada a acolher um número excedente de estudantes no curso de Medicina nos últimos quatro anos, sob pena de multa diária", destaca o diretor da FMB.
Com a decisão, estudantes do Diretório Central declararam que buscarão a Pró-Reitoria da universidade para garantir que o processo de ações afirmativas seja garantido ante possíveis judicializações. O Instituto Milton Santos soltou uma nota sobre a decisão e declarou o empenho coletivo na resolução da questão.
"O IHAC reitera seu empenho em encontrar soluções para os desafios de atualizar e unificar as normas que regem os Bacharelados Interdisciplinares e seus processos seletivos e conclama mais uma vez o apoio de toda a universidade, de representantes do campo jurídico e dos movimentos sociais, em defesa das cotas e da universidade pública. Não é momento de divisões internas. Esta é uma luta coletiva", declara o departamento dos Bacharelados Interdisciplinares.
A equipe de reportagem do Bahia Notícias solicitou uma entrevista à direção da Faculdade de Medicina da Bahia para comentar a decisão, entretanto, o diretor preferiu não falar sobre a questão.
No programa, além de Dilma, Regina contará com a presença de um time de medalhistas paralímpicos, da médica Lucia Braga, diretora da Rede Sarah Kubitschek, e do músico Herbert Vianna. Na estreia do programa, no dia 2 de janeiro de 2011, o presidente Lula foi entrevistado por Regina.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Tânia Scofield
"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".
Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".