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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

imunidade

Estudo indica que imunidade gerada pela infecção natural por Covid-19 permanece alta por 10 meses
Foto: Divulgação

Pessoas que tiveram Covid-19 uma vez têm 88% menos risco de hospitalização ou morte pela doença por pelo menos 10 meses em comparação com quem não teve a infecção. As informações são de um amplo estudo publicado no periódico científico The Lancet.


O estudo sugere que o nível e a duração da proteção contra reinfecção, doença sintomática e doença grave são pelo menos iguais aos fornecidos por duas doses das vacinas de RNA mensageiro, como os imunizantes da Pfizer e da Moderna, considerando a cepa original do coronavírus e as variantes Alfa, Delta e a subvariante BA.1 da Ômicron. O trabalho não incluiu dados sobre infecção pela subvariante XBB da Ômicron e suas sublinhagens.


Desde janeiro de 2021, vários estudos e revisões relataram a eficácia da infecção anterior por Covid-19 na redução do risco de reinfecção e como a imunidade diminui com o tempo. Mas ainda são poucas pesquisas que avaliam de forma abrangente quanto tempo dura a proteção após a infecção natural e quão durável será essa proteção contra diferentes variantes.


Os pesquisadores realizaram uma revisão e meta-análise de estudos anteriores que compararam a redução do risco de Covid-19 entre indivíduos não vacinados contra uma reinfecção pelo SARS-CoV-2 e indivíduos não vacinados sem infecção anterior até setembro de 2022. A pesquisa reuniu 65 estudos de 19 países e avaliou a eficácia da infecção prévia por desfecho – como infecção, doença sintomática e doença grave, variante envolvida e tempo desde a infecção. Os estudos que examinaram a imunidade natural em combinação com a vacinação, chamada de imunidade híbrida, foram excluídos das análises.

 

A análise dos dados de 21 estudos relatando o tempo desde a infecção de uma variante pré-Ômicron estimou que a proteção contra a reinfecção de uma variante pré-Ômicron foi de cerca de 85% em um mês – e caiu para cerca de 79% em 10 meses. A proteção de uma infecção de variante pré-Ômicron contra a reinfecção pela variante Ômicron BA.1 foi menor (74% em um mês) e diminuiu mais rapidamente para 36% em cerca de 10 meses.


No entanto, a análise de cinco estudos relatando doença grave (incluindo hospitalização e morte) apontou que a proteção permaneceu universalmente alta por 10 meses: 90% para a linhagem original do coronavírus, Alfa e Delta e 88% para a Ômicron BA.1. Seis estudos avaliando a proteção especificamente contra sublinhagens Ômicron (BA.2 e BA.4/BA.5) sugeriram proteção significativamente reduzida quando a infecção anterior era ocasionada por variante pré-Ômicron. Mas quando a infecção anterior foi Ômicron, a proteção foi mantida em um nível mais alto. 


Apesar dos avanços no conhecimento sobre a imunidade natural ao coronavírus, a coautora do estudo e pesquisadora do IHME Caroline Stein destaca a importância da vacinação contra a doença. “As vacinas continuam a ser importantes para todos, a fim de proteger as populações de alto risco, como aqueles com mais de 60 anos de idade e aqueles com comorbidades. Isso também inclui populações que não foram infectadas anteriormente e grupos não vacinados, bem como aqueles que foram infectados ou receberam sua última dose de vacina há mais de seis meses. Os tomadores de decisão devem levar em consideração a imunidade natural e o status de vacinação para obter uma imagem completa do perfil de imunidade de um indivíduo”, disse.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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