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homem condenado
Após quase duas décadas de espera por justiça, o Tribunal do Júri de Brumado condenou, nesta quinta-feira (26), Márcio dos Santos Silveira pelo assassinato de sua esposa, Genilza de Aguiar Morais. O crime ocorreu em 20 de junho de 2008, no Bairro Dr. Juracy, na mesma cidade, após a mulher ser queimada ainda viva.
Na decisão, o juiz Genivaldo Alves Guimarães determinou uma pena de 20 anos de reclusão. Embora ainda caiba recurso, o magistrado determinou o recolhimento imediato do condenado à prisão para o início do cumprimento provisório da pena.
O portal Achei Sudoeste, parceiro local do Bahia Notícias, acompanhou o julgamento na região. Segundo os mesmos, a promotoria alegou que o réu teria agido motivado por ciúmes. À época, o casal era recém-casado. Márcio ateou fogo em Genilza dentro da residência onde moravam, na Rua Valdique Pinto.
A vítima sofreu queimaduras severas em mais de 50% do corpo, atingindo áreas críticas como o rosto e o abdômen. Genilza chegou a ser transferida para uma unidade especializada em Salvador, mas não resistiu à gravidade das lesões e faleceu dias depois.
Sessão acontecendo na cidade | Foto: Lay Amorim / Achei Sudoeste
JUSTIÇA LENTA?
Ainda em novembro de 2021, Márcio chegou a ser absolvido em um primeiro julgamento, mas o Ministério Público da Bahia (MP-BA) recorreu da decisão, alegando que o veredito ignorava as provas dos autos. O Tribunal de Justiça anulou a absolvição (TJ-BA), determinando este novo júri.
“Os elementos e as provas são os mesmos de 2021. Talvez a forma de abordagem do caso tenha influenciado agora”, explicou a promotora Daniela Almeida ao Achei Sudoeste.
Os jurados desta nova sessão reconheceram a materialidade, a autoria e três qualificadoras: motivo torpe, emprego de fogo e recurso que dificultou a defesa da vítima. Com a sentença proferida, o caso marca um importante precedente para o combate ao feminicídio na Bahia.
Wanderson Oliveira foi condenado a 17 anos e seis meses de prisão em regime inicial fechado pela morte de Filipe Batista Lobo. O crime ocorreu na sala de raio-x do Hospital Municipal Professor Magalhães Neto, no sudoeste baiano, em Brumado. A sentença foi proferida na madrugada desta quarta-feira (09) pelo juiz Genivaldo Alves Guimarães, após um julgamento que atraiu centenas de pessoas ao Fórum na terça-feira (08).
O assassinato aconteceu em abril de 2024, por volta das 11h30. Wanderson, acompanhado de outro indivíduo, entrou armado na unidade de saúde, disfarçado de acompanhante de paciente.
Ele se dirigiu diretamente a Filipe Lobo, que havia sido baleado dias antes no Bairro Baraúnas e estava com o braço imobilizado, recebendo soro e aguardando um exame de imagem. Informações do auto do processo, obtido pelo Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, Wanderson efetuou 22 disparos contra Filipe, a maioria na cabeça.
Caio Amorim, que trabalhava como porteiro do hospital, foi acusado de ter indicado ao criminoso o local onde a vítima se encontrava. No entanto, os jurados entenderam que Caio não teve participação no homicídio e o absolveram por falta de provas de autoria.
Em relação a Wanderson, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria do crime, condenando-o por homicídio qualificado. O juiz ressaltou a gravidade da ação, que ocorreu em um ambiente hospitalar em pleno funcionamento, colocando em risco a vida de profissionais e pacientes. Durante a fuga, uma enfermeira foi rendida sob a mira de uma arma, e dezenas de disparos foram efetuados.
A pena de 17 anos e seis meses de reclusão foi determinada considerando uma condenação anterior do réu por tráfico de drogas, o que foi considerado uma agravante no cálculo. A prisão preventiva de Wanderson Oliveira foi mantida.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (7) que a campanha de primeiro turno deste ano foi a menos organizada entre todas as que disputou desde 1989. A declaração foi dada a aliados, ao lado de Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de reeleição do petista.