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hildete lomanto
O Colégio Municipal Hildete Lomanto, localizado no bairro do Garcia, em Salvador, deve ser demolido pela prefeitura da capital baiana. Conforme informações do Bahia Notícias, a derrubada do prédio atual será acompanhada pela reconstrução da unidade escolar, vinculada à Secretaria Municipal de Educação (Smed), no mesmo local. A medida marca o início de um trabalho de modernização da estrutura física da rede municipal.
A reportagem apurou que a prefeitura pretende realocar os alunos do Hildete Lomanto para o tradicional e quase centenário Colégio 2 de Julho, também situado no Garcia, de maneira temporária até a conclusão das obras. Atualmente, o espaço enfrenta dificuldades de manutenção e permanece fechado após a administração acumular uma série de processos trabalhistas.

Fachada do Colégio Municipal Hildete Lomanto, no Garcia | Foto: Google Street View
A possível mudança foi confirmada pelo titular da Smed, Thiago Dantas, em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (19). O gestor afirmou que a reconstrução do Hildete Lomanto integra o cronograma de projetos da prefeitura, e a migração provisória para o 2 de Julho desponta como a principal alternativa para abrigar os estudantes.
"Está dentro do projeto de reconstruções. Uma das possibilidades seria o 2 de Julho; seria algo temporário. Já temos pré-projetos para a reconstrução”, apontou Dantas.
O BN também recebeu informações de que as negociações estão em andamento e que o prefeito Bruno Reis (União) já deu o aval para o projeto. O próximo passo envolve “reuniões prévias” para selar os detalhes da destinação dos alunos.
ESTRUTURA
Conforme o Censo Escolar de 2024, o Colégio Municipal Hildete Lomanto possui 581 alunos matriculados, embora tenha capacidade para comportar até 1.197. Segundo a prefeitura, a unidade atende desde a pré-escola até o Ensino Fundamental II, além de oferecer a modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Inaugurado em sua configuração atual em 2013, o prédio conta com:
- Parque infantil e pátio;
- Quadra de esportes e refeitório;
- Sala de música e laboratório de informática;
- Sala de recursos multifuncionais para Atendimento Educacional Especializado (AEE).
COLÉGIO 2 DE JULHO
O complexo histórico, que abrigava o Colégio, a Faculdade e o Palácio Conde dos Arcos, apresenta sinais de declínio de um espaço que já foi referência na educação baiana. Construído em 1781, o palácio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e integra o patrimônio da Fundação Dois de Julho.
O local foi escolhido originalmente para sediar o Colégio Americano, rebatizado posteriormente em homenagem à Independência da Bahia. Em 2000, a fundação expandiu suas atividades com a criação da faculdade, que acabou fechando as portas em 2021.
O imóvel possui uma área total de 6,1 mil m². O espaço é integrado ainda pelos prédios Erasmo Braga e Irene Baker, utilizados como pavilhões de aula no período em que a Fundação funcionou como colégio e faculdade. Além dos casarões, ainda há duas áreas de 1,5 mil m² e 4,6 mil m², respectivamente.
Desde então, a situação financeira da instituição agravou-se. Apesar de ao menos nove tentativas de leilão do patrimônio para quitar dívidas trabalhistas, o impasse persiste. Recentemente, a instituição foi declarada insolvente, indicando que não possui mais condições de honrar seus débitos. Com isso, o processo judicial foi transferido do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Fernanda Melchionna
"A cantilena enfadonha da extrema direita e dos bolsonaristas chega a doer o ouvido. Um juiz, que foi um juiz ladrão, como mostrou a Vaza Jato, vem aqui tentar se mostrar como paladino da moral, como se lutasse contra a corrupção. É muita falta de vergonha na cara daqueles que votaram na PEC da bandidagem na Câmara dos Deputados vir aqui dizer que estão contra os corruptos".
Disse a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) ao debater com o senador Sérgio Moro (PL-PR) durante a discussão do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas, a deputada do Psol chamou Moro de “juiz ladrão”.