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henrique vorcaro
Além de ter apresentado, por meio de seus advogados, um pedido ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de revogação de sua prisão preventiva, o banqueiro Daniel Vorcaro estaria enviando recados à Corte de que pode fazer revelações ainda mais comprometedoras caso seu pai, Henrique Vorcaro, não seja colocado em liberdade.
Segundo a coluna “Radar” da revista Veja que chega às bancas nesta sexta-feira (18), Daniel Vorcaro alega que seu pai precisa tratar graves problemas de saúde. Caso não seja atendido no pedido de liberdade, o banqueiro estaria disposto a revelar fatos desabonadores sobre diferentes autoridades.
A coluna “Radar” diz ainda que Vorcaro estaria convencido de que foi abandonado para “morrer na cadeia”, justamente por ser conhecedor de muitos segredos sobre autoridades dos três poderes. Como há indícios de envolvimento do dono do Banco Master com boa parte do STF, de autoridades da PGR e até da Polícia Federal, Vorcaro acreditaria que o sistema judicial não tem a devida independência para aprovar a sua proposta de delação.
O banqueiro, de acordo com a revista Veja, teria em seu poder fotos, recibos de pagamentos e outros papéis que desmentiriam, por exemplo, seu suposto distanciamento de figuras do STF, da PGR e da PF. “Daniel não tem nada a perder”, disse um interlocutor do banqueiro à coluna liderada pelo jornalista Robson Bonin.
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, foi preso em 14 de maio, durante nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras ligadas aos Master. Na última quarta (16), a defesa de Henrique Vorcaro pediu a revogação da prisão, com a alegação de que ele está detido há mais de 90 dias e que o STF não julgou até o momento nenhum recurso ou os pedidos de que ele vá para uma domiciliar humanitária.
A defesa de Henrique Vorcaro, pai do empresário Daniel Vorcaro, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (16) para solicitar a revogação de sua prisão preventiva. Os advogados argumentam que o investigado está detido há mais de 90 dias sem que a Corte tenha julgado os recursos apresentados contra a medida cautelar.
Segundo informações do g1, o pedido também cobra que o presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, destrave o andamento do processo. Henrique Vorcaro foi preso em maio deste ano sob suspeita de integrar o chamado "núcleo violento" de uma organização criminosa ligada ao seu filho.
A custódia preventiva chegou a ser confirmada pelo STF em junho, no âmbito de operações que miraram grupos conhecidos como "A Turma" e "Os Meninos", apontados como responsáveis por práticas de coerção, intimidação, invasão de dispositivos e obtenção ilícita de dados sigilosos sob comando do dono do Master.
A tramitação das ações referentes ao caso foi paralisada por determinação de Fachin ao assumir a relatoria do processo que discute se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por suposto envolvimento com o banco Master.
Com a suspensão temporária e o pedido de vista do ministro Flávio Dino na sessão de terça-feira, a definição sobre quem relatará o caso permanece incerta. Diante desse impasse, a defesa sustentou que a Segunda Turma do STF é a instância adequada para analisar a situação de Henrique, destacando que as apurações contra ele não envolvem nenhuma autoridade com foro privilegiado.
Um aparelho celular foi apreendido na cela ocupada por Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo informações da rádio Itatiaia, a apreensão ocorreu na noite de segunda-feira (22), durante uma operação realizada por policiais penais.
A ação foi conduzida pelo Comando de Operações Penitenciárias Especiais (Cope), com acompanhamento da Superintendência do Sistema Prisional. Até o momento, as autoridades não informaram como o aparelho chegou à unidade nem se foi instaurado procedimento administrativo para apurar o caso.
Henrique Vorcaro está preso desde 14 de maio, quando foi alvo da sexta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. As investigações apuram suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Segundo a Polícia Federal, ele é investigado por suposta atuação como operador financeiro em movimentações patrimoniais consideradas suspeitas, além de possíveis fraudes com títulos de crédito e ocultação de recursos por meio de contas e fundos ligados ao grupo investigado.
O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prisão preventiva de Henrique Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero, foi marcado por um embate entre os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes nesta quarta-feira (16). Relator do caso, Mendonça votou pela manutenção da prisão de Vorcaro, apontado pela Polícia Federal como integrante de um grupo suspeito de praticar intimidações, monitoramento de adversários e ocultação de recursos ligados ao esquema investigado.
Durante a sessão, Gilmar Mendes fez críticas ao uso de prisões preventivas em investigações criminais e ressaltou que o combate à criminalidade deve respeitar os limites constitucionais. “É preciso que haja métodos constitucionais de fazer isso”, afirmou o ministro.
Ao responder, André Mendonça rejeitou qualquer associação entre prisões e tentativas de obtenção de delações premiadas. “Vossa excelência tem razão, não se prende para delação. Seria abjeto fazer isso. E eu não me presto a trabalhos abjetos”, declarou.
ASSISTA:
André Mendonça, após críticas de Gilmar Mendes a prisões preventivas no caso Master:
— Sam Pancher (@SamPancher) June 16, 2026
“Vossa excelência tem razão, não se prende pra delação. Seria abjeto fazer isso. E eu não me presto a trabalhos abjetos.” pic.twitter.com/d4BG7rWVge
O magistrado argumentou que a prisão preventiva deve ocorrer apenas quando houver fundamentos legais, como continuidade da prática criminosa, obstrução da Justiça ou tentativa de ocultação de provas. Segundo ele, sua atuação no processo tem como único objetivo aplicar a legislação vigente.
Mendonça também afirmou que não aceitará questionamentos que, em sua avaliação, busquem desacreditar a atuação do relator ou dos órgãos de investigação. “A investigação, no que depender de mim como relator, seguirá seu curso”, disse.
O ministro ainda destacou que acordos de colaboração premiada dependem exclusivamente da vontade da defesa e negou que sua condução do caso tenha qualquer objetivo voltado à obtenção de delações. Segundo ele, o foco permanece na apuração dos fatos apontados pela investigação.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve por maioria nesta terça-feira (16) a prisão de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento voltou à pauta após o ministro Gilmar Mendes devolver o pedido de vista na manhã desta terça.
Em voto divergente, Gilmar Mendes afirmou que o caso Master se transformou em uma investigação de forte repercussão midiática e alertou para os riscos da espetacularização de operações policiais. Para o ministro, o caso se tornou um processo "rumoroso" que há meses ocupa o noticiário de forma "cada vez mais espetaculosa e sensacionalista".
Ao analisar a situação de Henrique Vorcaro, Gilmar observou que a Polícia Federal apresentou indícios de contato do investigado com integrantes do suposto esquema ligado ao filho, mas ponderou que não foram apontados elementos concretos capazes de demonstrar que ele teria solicitado diretamente a prática de atos ilícitos.
A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (14), Henrique Vorcaro, o pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo informações da CNN Brasil, a prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.
A operação faz parte da investigação sobre as irregularidades no Banco Master, como nova fase da Compliance Zero. A ação foi realizada pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor) da PF.
Henrique era apontado pela investigação como um dos beneficiários do filho, que chegou a depositar recursos na conta bancária do pai.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição".
Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).