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henrique dantas
O diretor baiano Henrique Dantas acaba de conquistar mais um reconhecimento internacional com o longa “Jardim dos Silêncios”. O filme foi selecionado para o American Black Film Festival 2026, um dos principais festivais dedicados ao cinema negro nos Estados Unidos, e concorre ao prêmio de Melhor Filme Internacional.
Protagonizado por Fabrício Boliveira, o drama marca a estreia da produção no circuito norte-americano. A exibição ocorreu nesta quarta-feira (27), no Centro de Convenções de Miami Beach, no estado da Flórida.
Assinado pela Muiraquitã Filmes e La Sarraz Pictures, o longa acompanha Tuã, um oncologista negro que deixou o Brasil ainda criança ao lado da mãe, fugindo da ditadura militar para viver na Europa. Após o suicídio da mãe, ele passa a enfrentar conflitos emocionais e memórias familiares ao retornar ao Brasil diante da doença da avó.
Com roteiro e direção de Henrique Dantas, “Jardim dos Silêncios” mergulha em temas como ancestralidade, luto, identidade e pertencimento, conduzindo a trajetória de um personagem marcado pelas ausências e pela necessidade de reconexão com sua própria história.
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Depois de três meses, o projeto “Live de Roteiristas” retoma sua programação na próxima quarta-feira (13), às 16h, com a participação do cineasta baiano Henrique Dantas. Na ocasião, o convidado irá falar sobre o tema Narrativas Híbridas.
Dantas é roteirista, diretor e produtor audiovisual, além de ser artista visual. Por conta de seu perfil, o hibridismo de linguagens e gêneros permeiam seus trabalhos autorais. O artista assina produções como o documentário “Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano”, premiado no Festival de Brasília; “Sinais de Cinza, A Peleja de Olney Contra o Dragão da Maldade”, sobre o cineasta Olney São Paulo; e “A Noite Escura da Alma”, 2016, vencedor do FICIP - Festival Internacional de Cinema Político na Argentina e do Festival de Cinema de Vitória.
Recentemente lançou um documentário “Dorivando Saravá, O Preto que Virou Mar”, sobre Dorival Caymmi; e está filmando a série documental “Seculares - O Mundo há Mais de Cem”. Atualmente ele também prepara seu primeiro longa-metragem de ficção, “Silêncio”, sobre uma família negra despedaçada pela ditadura militar.
Para participar do projeto realizado pelas produtoras baianas Bocapiu Conteúdo Criativo, de Carollini Assis, e ¡Candela! Produções Audiovisuais, de Ceci Alves, o interessado deve se inscrever gratuitamente pelo e-mail [email protected].
O telefilme "Heróis do Udigrudi Baiano", dirigido por Henrique Dantas, foi aprovado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), para ser produzido com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), para o Canal Curta!.
O longa pretende abordar a importância do cinema underground baiano, que, a partir do lançamento do filme "Meteorango Kid, o Herói Intergaláctico" (1969), de André Luiz de Oliveira, tornou-se uma fonte de influência, rejeitando, em parte, a corrente do Cinema Novo. Outros filmes que fazem parte desse movimento são: “Caveira My Friend”, de Álvaro Guimarães, “Anjo Negro”, de Zé Humberto, e “Superoutro”, de Edgar Navarro.
Para relatar essa história, o diretor Henrique Dantas usa a trajetória dos personagens principais dos quatro filmes citados como elemento condutor e também conta com depoimentos de algumas pessoas que participaram da produção dos filmes na época.
A palavra “udigrudi” utilizada no nome do filme por Dantas surgiu da expressão “cinema udigrudi”, criada por Glauber Rocha. Ele abrasileirou o termo “cinema underground”, que, no Brasil, teve expoentes como Júlio Bressane e Rogério Sganzerla. Também conhecido como cinema marginal, ele rompeu com a linguagem cinematográfica tradicional, ignorou a censura e as demandas do mercado.
O longa-metragem “Heróis do Udigrudi baiano” terá estreia exclusiva no Curta!, mas ainda não tem data de lançamento.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.