Artigos
O Brasil dos juros altos e os impactos silenciosos na economia da Bahia
Multimídia
Vereador Randerson Leal fala sobre autoria do projeto da faixa azul na Bonocô: “Quando o filho é bonito, todo mundo quer ser pai”
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
hely pedreira
A declaração do vereador e pastor evangélico feirense Edvaldo Lima (União), classificando o Dia da Consciência Negra como um “feriado racista”, gerou reação entre ativistas e movimentos sociais da cidade. Grupos ligados ao movimento negro repudiaram as falas do edil.
VÍDEO: Ativistas reagem à fala de vereador de Feira que chamou feriado da Consciência Negra de “racista”
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) November 13, 2025
Confira?? pic.twitter.com/KMdxUDCISt
Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a pedagoga, ativista e mestre em Educação Hely Pedreira, referência no movimento de mulheres negras, afirmou que a postura do vereador é “lamentável” e reforça um histórico de deslegitimação das lutas do povo negro. Segundo ela, colocar interesses comerciais acima de reivindicações históricas é um gesto que alimenta “o apagamento das conquistas dos Movimentos Negros Organizados”.
Também ouvida pelo site, a agente de cultura Marinalda Soares, coordenadora da Rede Nacional de Mulheres Negras no Combate à Violência em Feira de Santana, disse que a fala se torna mais grave por partir de um agente público que se autodeclara negro.
Para Soares, ao desmerecer o feriado, o vereador reforça discursos de ódio e desconhecimento sobre a importância da data, celebrada em 20 de novembro. As críticas das ativistas também se voltaram à decisão que permitiu o funcionamento do comércio local durante o feriado, contrariando a legislação federal.
O comentário de Edvaldo Lima surgiu justamente em resposta ao colega Sílvio Dias (PT), que criticava a liberação das atividades comerciais. Para Hely Pedreira, a medida evidencia a tentativa de minimizar a relevância do feriado, sobretudo porque grande parte da população negra está inserida no setor comercial e acaba impedida de vivenciar um momento de reflexão sobre a própria identidade em uma sociedade marcada pelo racismo estrutural.
Soares reforçou a indignação, uma vez que o feriado, segundo ela, é resultado de décadas de luta e tem caráter de reparação histórica. A ativista afirmou que a sociedade civil dará resposta “nas ruas e nas redes sociais” contra o desrespeito à data.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flora Gil
"Foi um descanso pra ela".
Disse a empresária Flora Gil, madrasta de Preta Gil, ao comentar sobre sobre a artista nesta segunda-feira (20), data em que marca 1 ano da morte da cantora em decorrência de complicações do câncer.