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guga lima
A possibilidade de uma delação premiada envolvendo o empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, não deve se concretizar neste momento, segundo informações de bastidores. O cenário reduz a apreensão de interlocutores do Palácio do Planalto em relação ao caso.
De acordo com relatos, não está nos planos de Lima adotar a mesma estratégia que Vorcaro, que avalia colaborar com as investigações. A defesa do empresário sustenta que sua atuação ocorreu dentro da legalidade e destaca que ele se afastou do banco antes do agravamento da crise envolvendo a instituição. As informações são do colunista Caio Junqueira, da CNN Brasil.
A defesa, conduzida pelo escritório Figueiredo & Velloso Advogados — banca com histórico em casos de operações da PF desde 2010 —, evita tradicionalmente a utilização da delação premiada. O sócio Pedro Ivo Velloso conduz o caso e avalia que a situação de Lima difere da de Vorcaro.
Segundo pessoas próximas, os dois mantinham uma relação profissional distante. Fontes afirmaram à CNN Brasil que o próprio Lima solicitou sua saída da sociedade no Banco Master, em maio de 2024, após tomar conhecimento, por terceiros, de negócios conduzidos por Vorcaro.
Ainda conforme esses relatos, o estilo de atuação de Vorcaro também gerava desconforto. Lima é descrito como discreto e teria assumido o controle do banco Voiter, posteriormente rebatizado como Banco Pleno, que acabou sendo liquidado pelo Banco Central.
A estratégia jurídica adotada pela defesa de Lima é reforçar o desligamento da sociedade com o Banco Master como elemento central, ocorrido cerca de um ano antes da tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).
Entre os envolvidos no caso, Lima é apontado como o que possui maior proximidade com integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT). Essa relação teria se iniciado em 2018, durante a gestão de Jaques Wagner à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, no governo de Rui Costa.
Naquele período, Lima venceu a licitação para aquisição da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) e criou o CredCesta, cartão de crédito consignado voltado principalmente a servidores públicos, com taxas de juros abaixo das praticadas no mercado.
O modelo foi posteriormente replicado em outros estados. Em 2020, Lima ingressou na sociedade do Banco Master levando o CredCesta, que se tornou um dos principais ativos da instituição.
A trama envolvendo a rede estadual de supermercados Cesta do Povo (ex-empresa pública da Bahia), o Banco Master e o empresário Joel Feldman ganhou novo capítulo, agora sob a luz de negociações previamente em curso que foram abruptamente interrompidas após a prisão de Guga Lima — fato que, segundo fontes de mercado, deixou o processo paralisado.
O CENÁRIO
A rede Cesta do Povo — tradicional no Estado — enfrentava graves problemas financeiros. Fontes apontam que o Banco Master teria assumido aproximadamente 55% da empresa.
Segundo reportagem recente, o ex-diretor do Banco Master possuía forte articulação no Estado da Bahia, inclusive com negócios vinculados à Cesta do Povo.
Paralelamente, há registros de que Joel Feldman, empresário com atuação no varejo, arrematou parte dos ativos da Cesta do Povo em leilão promovido pelo Governo da Bahia. ? Em especial, em 2018/2019, o processo de privatização de ativos estaduais como a empresa de alimentos (Empresa Baiana de Alimentos – Ebal) já havia sido debatido.
A “joint-venture” negociada. Fontes afirmam que o acordo em curso envolvia a divisão da rede. O Banco Master ficaria com as lojas da capital baiana (Salvador e entorno) da Cesta do Povo e Joel Feldman assumiria as lojas do interior do Estado, sob nova identidade/brand.
Essa reestruturação vinha sendo tratada como estratégica para reorganizar operações, marcas e dívidas da rede. Entretanto, com a prisão de Guga Lima — figura até então envolvida nos negócios de crédito consignado e vínculo com o banco — o processo parou.
GUGA LIMA, CREDCESTA E O ELO FINANCEIRO
Guga Lima (algumas fontes o identificam como Augusto Lima) teve papel de destaque no banco de varejo/consignado chamado Credcesta, que esteve ligado à Cesta do Povo e ao Banco Master. Reportagens apontam que Lima se tornou sócio do Banco Master para conduzir a área de crédito para o varejo popular.
Sua prisão, portanto, teria gerado “stop” automático na negociação maior com a Cesta do Povo — pelas incertezas jurídicas e regulatórias.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Colocou o peso de sua caneta para eleger Odair Cunha".
Disse o pré-candidato a governador ACM Neto ao lamentar a derrota de Elmar Nascimento na disputa para se tornar ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Escolhido para representar o União Brasil na eleição, o deputado foi sabatinado na Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados, mas perdeu o posto para Odair Cunha, candidato do PT escolhido pela Casa.