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Artigos

Iône Ramos
O simples privilégio de saber ler e escrever
Foto: Divulgação

O simples privilégio de saber ler e escrever

No Brasil da década de 1950, mais da metade da população com 15 anos ou mais eram analfabetos. O acesso às letras era um privilégio restrito a poucos, limitando a cidadania de milhões de brasileiros.

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

grupo ofa

Grupo Ofá realiza show e atividades gratuitas em Salvador em setembro; saiba mais
Foto: Divulgação

O Grupo Ofá fará o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM Bahia), em Salvador, seu palco nos dias 12 e 13 de setembro. Com uma programação oficial, a iniciativa apresentada pelo grupo no espaço reúne música, formação e diálogo em torno das tradições de matriz africana.

 

O primeiro dia de apresentação, 12 de setembro, começa com duas atividades formativas. Às 9h, o público poderá participar da oficina de dança afro, sob coordenação da cantora, artista e bailarina Luciana Baraúna.

 

A atividade propõe uma aproximação com fundamentos ancestrais da dança, expressões corporais, simbologias, ritmos e movimentos tradicionais, estimulando também a troca de conhecimentos entre os participantes.

 

A partir das 10h, a atividade é uma oficina de atabaques, conduzida por Iuri Passos, alabê, mestre tradicional, músico, pesquisador e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A atividade abordará ritmos e toques tradicionais, além da importância cultural e simbólica dos atabaques nas tradições de matriz africana.

 

A programação segue às 11h com seminário e roda de conversa “Ofá: Caminhos e Trajetória”. Na ocasião, integrantes do grupo irão compartilhar com o público histórias, experiências e desafios de sua caminhada artística, promovendo uma conversa sobre ancestralidade, música e os caminhos percorridos pelo Ofá desde sua formação.

 

O evento será encerrado no domingo (13), às 16h, com um show do Grupo Ofá. A cantora, pesquisadora e compositora Ilessi é convidada para a apresentação. Doutora em Música pela UNICAMP e professora de Canto Popular na UFRB, ela possui seis álbuns lançados e já dividiu palcos e projetos com nomes como Alaíde Costa, Guinga, Cátia de França, Toninho Horta, Toquinho, Paulo César Pinheiro e Esperanza Spalding.

 

“A proposta deste projeto é aproximar o público das tradições afro-brasileiras por meio da música, da dança, da percussão e da troca de saberes. Buscamos também ampliar o diálogo do museu com comunidades negras, quilombolas e de matriz africana, além de estudantes, pesquisadores, turistas e demais interessados em arte, cultura e ancestralidade” ressalta Iuri Passos, também integrante do grupo.

 

O projeto foi contemplado pelos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura do Estado, e acontece de forma gratuita para a população.

Do Gantois para o mundo mais uma vez: Grupo Òfá celebra parceria com Anitta em 'EQUILIBRIVM II' e exalta cultura de terreiro
Foto: YouTube

A Bahia está presente em mais uma era de Anitta, desta vez através do Grupo Òfá, formado por artistas ligados ao Terreiro do Gantois, que participa do EQUILIBRIVM II, segunda parte da nova fase da funkeira, que se debruça em seu íntimo através da ligação com a espiritualidade.

 

A conexão entre Anitta e o Grupo Òfá surgiu em 2024, quando a cantora ainda trabalhava na era 'Funk Generation' e o grupo baiano trabalhava no premiado 'Ìyá Àgbà Sirê – O Poder do Sagrado Feminino'.

 

Segundo o músico e produtor Iuri Passos, integrante do Grupo Òfá, na época, a parceria não se concretizou, mas voltou a ser articulada posteriormente por meio da produtora Nídia Aranha.

 

 

Dois anos após o "encontro", surge a canção 'Contemplação', que integra a nova era de Anitta — não só musical, mas pessoal. A faixa, que tem composição coletiva entre integrantes do Grupo Òfá e músicos da equipe da funkeira, traz para o público uma celebração da força simbólica da água como elemento de cura, renovação e proteção, através da inspiração de uma cantiga dedicada a Oxum.

 

Para traduzir o sentimento em palavras, a faixa traz a mistura do português com o iorubá, cantado por Luciana Baraúna, integrante do grupo e conhecedora da língua iorubá e das tradições afro-brasileiras. Na faixa, que segue um ritmo diferente do restante do álbum, o público dá uma desacelerada e imerge em uma verdadeira reza, considerada por Anitta, como um momento de cura.

 

"Acho que eu falei isso para a Nídia: quando esses chamados, esses convites aparecem, tanto nosso do Grupo Òfá para outros cantores quanto de lá para cá também, a gente só é uma ferramenta, só somos uma ferramenta que os orixás, que toda a ancestralidade usa para poder unir e aproximar essas energias que estão lutando através dessa arma, que é a música, para poder preservar e espalhar por todo o universo essa música nossa. É claro que a gente já sabia do orixá de Anitta, a gente já vinha namorando essa parceria desde o disco 'Ìyá Àgbà Sirê', e agora aconteceu, então impactou bastante porque a espiritualidade é a base dessa música", contou Iuri.

 

 

Ao Bahia Notícias, o músico celebrou a parceria e pontuou a oportunidade de mostrar o trabalho de pesquisa e preservação feito pelo Grupo Òfá através da música.

 

"É difícil mensurar o tamanho do impacto, mas a gente espera que essa música — assim como a gente já teve parceria com diversos outros artistas da música brasileira, tanto no Obatalá como no Ìyá Àgbà Sirê —, a gente sempre espera levar para o maior número de públicos. Se tratando de Anitta, que é uma artista internacional, a gente sonha que possa, através dessa música e dessa parceria, levar essa luta nossa do povo de terreiro contra a intolerância religiosa, contra a discriminação, a favor da preservação dessa música pela qual a gente luta todos os dias. Esse é o nosso desejo."

 

26 ANOS DE HISTÓRIA
Criado em 2000, o Grupo Òfá, que tem o nome em referência ao símbolo sagrado de Oxóssi, o arco (Òfá em iorubá), reúne Iuri Passos, Luciana Baraúna, Yomar Asogbá e a cantora Irma Ferreira em um trabalho coletivo dedicado à preservação e à releitura dos cantos do candomblé, combinando percussão, baixo, guitarra e piano em uma sonoridade que une tradição e experimentação.

 

Ao ser questionado sobre o papel do grupo para além da música, aproximando as pessoas da religiosidade, Iuri pontua que, ao longo dos anos de projeto, entendeu a importância de conectar a arte com tópicos como a preservação da cultura iorubá, por exemplo.

 

Grupo Ofá | Foto: @gee.eu

 

"Acreditamos que essa música e essa preservação são muito importantes, e claro que sempre desmistificando e tentando aproximar as pessoas que não têm acesso a essa cultura e à religiosidade do candomblé, para que elas possam entender de fato o que é o candomblé — que é muito mais do que o que a gente vê no Instagram, do que a gente vê em pequenos recortes nas redes sociais. A intenção é sempre diminuir a distância."

 

Ao longo da trajetória, o grupo lançou os álbuns 'Odum Orim: Festa da Música de Candomblé'; 'Obatalá: Uma Homenagem a Mãe Carmen', trabalho premiado com o Grammy Latino e o Independent Music Award na categoria World Traditional; e 'Ìyá Àgbà Sirê: O Poder do Sagrado Feminino'.

 

MÚSICA COMO INSTRUMENTO DE CURA
Para Anitta, o trabalho feito pelo Grupo Òfá no álbum enriqueceu o 'EQUILIBRIVM II' e ofereceu a ela uma experiência quase transcendental. A artista considerou a faixa 'Contemplação' uma de suas favoritas do projeto.

 

"Todo ano eles são o artista mais ouvido do meu Spotify, porque as músicas deles são orações muito poderosas que me ajudam a amanhecer o dia e me fazem feliz, me sentindo bem. Quando eles aceitaram e vieram com essa reza, eu fiquei… Eu chorava, eu chorava, chorava. Aquilo mudou a energia do meu dia, mudou tudo para mim. Essa faixa é a que eu mais amo do álbum. Eu me emociono muito de falar porque é uma letra muito linda. Essa música tem um poder de cura inacreditável."

 

 

Iuri reforça o intuito do Grupo Òfá: "O nosso discurso já é que a nossa música cura, porque de fato a música ancestral, uma música que tem esse poder, é muito do que é cantado em iorubá, e a gente faz questão de traduzir para o português justamente para que as pessoas saibam o que a gente está cantando. E muitos desses oríkìs e cantos têm muito dessa força da palavra de pedir paz, de pedir harmonia, de pedir saúde, de pedir amor, de invocar todas essas energias ancestrais e positivas para que a gente possa trazê-las para o nosso cotidiano, para o dia a dia. E nós acreditamos profundamente que essa música cura."

 

O sentimento relatado por Anitta já foi transmitido para a banda por outras pessoas. Iuri conta que, durante a pandemia, por exemplo, diversos depoimentos falavam sobre como a força do Grupo Òfá tinha ajudado em momentos delicados.

 

"O que tivemos de relatos sobre o que essa música pôde ajudar a tantas pessoas, principalmente naquele momento da pandemia, foi assim… é uma coisa que nos emocionou bastante. Muitos relatos dizendo que essa música do Grupo Òfá ajudou as pessoas a passarem por esse momento tão difícil", relembrou.

 

PRESERVAÇÃO DO SAGRADO
Após mais de duas décadas de trabalho dedicado a preservar e propagar a música de terreiro e a cultura iorubá, o músico afirma entender a caminhada do Grupo Òfá como uma ferramenta de conexão entre o povo e a cultura negra.

 

"Para nós do Grupo Òfá, entendemos essa caminhada como uma lição. Não é de hoje que entendemos que, quanto mais a gente conseguir preservar, gravar discos, trazer esse iorubá dessas canções que a gente cultua há tanto tempo, é usar mesmo como ferramenta de preservação e de estudo, de educação, de formação dessa identidade negra e, claro, de preservação."

 

 

Ao Bahia Notícias, Iuri reforçou o desejo do coletivo: seguir no caminho de preservação através da música. "A gente sonha em poder gravar mais cem discos, porque a gente sabe que é um material que vai ajudar não só as gerações atuais, como as gerações futuras".

Anitta fala sobre parceria com Maria Bethânia e Grupo Ofá em novo álbum: "Mudou tudo para mim"
Foto: Instagram

Depois de colaborar com Caetano Veloso, chegou a vez de gabaritar outro integrante da família, e Anitta surpreendeu os fãs ao anunciar a participação de Maria Bethânia em 'Equilibrivm II', segunda parte do seu novo álbum.

 

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a funkeira celebrou a participação de Bethânia na faixa 'Ogum Me Rodeia', que conta ainda com a participação de Letícia Fialho.

 

"Aí veio essa rainha, um orixá vivo, Maria Bethânia, fazendo esse poema lindo, que eu estou até hoje sem acreditar que a gente tem Maria Bethânia no nosso álbum”, afirmou no vídeo.

 

Segundo Anitta, a música tem um significado especial por abordar sua relação com Ogum e a participação de Bethânia foi um pedido da própria cantora, que ouviu a primeira parte do álbum e se encantou com o projeto.

 

“Ela ouviu o Equilibrivm I, curtiu muito e fez questão de participar do 2 com esse poema maravilhoso. Eu estou, assim, me sentindo muito abençoada, muito equilibrada, muito grata, porque é uma honra, é uma bênção muito grande ter Maria Bethânia no álbum e nessa faixa tão importante”, declarou.

 

Além de Bethânia, a segunda parte do álbum de Anitta conta com a participação do Grupo Ofá, coletivo de integrantes do Terreiro do Gantóis, na faixa 'Contemplação'.

 

“Quando eles aceitaram e vieram com essa reza, eu fiquei… Eu chorava, eu chorava, chorava. Aquilo mudou a energia do meu dia, mudou tudo para mim. Essa faixa é a que eu mais amo do álbum. Eu me emociono muito de falar porque é uma letra muito linda. Essa música tem um poder de cura inacreditável. Se você estiver passando por um momento triste, um dia difícil, é só dar um play nessa música. Eu garanto que ela vai mudar o dia de vocês. É um presente”, declarou.

Anitta anuncia participação de Maria Bethânia, Grupo Ofá e Alceu Valença em nova etapa do 'EQUILIBRIVM'
Foto: André Nicolau

Anitta terá participações de peso na segunda parte do projeto 'EQUILIBRIVM', que marca a nova era da funkeira. Após colaborar com Luedji Luna, Liniker, Melly, Ponto de Equilíbrio e Shakira, a carioca convocou ícones da MPB para a segunda etapa do álbum, que será lançado no dia 23 de julho.

 

Entre as participações especiais estão Maria Bethânia, Alceu Valença, Mestrinho, Martn'ália, MC Tha e o conjunto musical Grupo Ofá, formado por integrantes da comunidade do Terreiro do Gantois, em Salvador.

 

“Assim como o primeiro disco, ‘EQUILIBRIVM II’ tem muito esse caráter colaborativo. O álbum foi todo composto e produzido no estúdio da minha casa, num ambiente de leveza e criatividade repleto de artistas que admiro. Foi incrível produzir dessa forma”, afirma Anitta.

 

Mais confessional do que seus últimos projetos, a artista revelou em entrevistas que trabalhou no álbum de dentro para fora, após um processo de autoconhecimento atravessado em meados de 2022, quando problemas de saúde associados ao excesso de trabalho a levaram a refletir sobre o equilíbrio entre corpo, mente e alma.

 

Para a artista, o EQUILIBRIVM tem uma intenção clara: "Não estou cantando exatamente sobre religiões ou dogmas, mas sobre amor, cura e cultura brasileira”, explica Anitta. “Mais do que falar sobre os orixás, os santos ou outras figuras religiosas, quero falar sobre os fundamentos que eles nos trazem". 

 

O disco dá continuidade ao universo apresentado na primeira parte do álbum e será disponibilizado poucos dias antes do início da “EQUILIBRIVM TOUR”, que passará por Salvador em agosto. Confira a tracklist completa de ”EQUILIBRIVM II”:

 

I. Você Já Sabe feat. Los Brasileros
II. Sal Grosso feat. Kbrum
III. Não Me Cutuca feat. Alceu Valença
IV. Eu Não Sou Santa feat. Mestrinho
V. Feitiço feat. Mart’nália
VI. Ponta do Pé
VII. Abre Caminho feat. Alexandre Carlo
VIII. Tudo Isso
IX. Sem Pressa feat. MC Tha
X. Deus Mãe feat. King Saints
XI. Ogum Me Rodeia feat. Maria Bethânia e Letícia Fialho
XII. Contemplação feat. Grupo Ofá
XIII. Pra Você Gostar de Mim
XIV. Divino Sexual
XV. Azul
XVI. Respira
XVII. OKE feat. Brô MC’s e Katú Mirim

Grupo Ofá lança álbum em homenagem às órixas femininas com pocket show
Foto: Divulgação

O Grupo Ofá lança, no próximo domingo (16), às 16h, no Centro Cultural Barroquinha, o álbum ÌYÁ ÀGBÀ ?IRÉ: O Poder do Sagrado Feminino. O trabalho traz a participação de artistas consagrados da MPB em uma homenagem a essas divindades em forma de 16 canções/ Orikis. 


O público convidado assistirá a um pocket show com a participação especial da cantora lírica Irma Ferreira, que divide os vocais na música "IYÁ KORO ÉERÚ IYÁ O!" em homenagem a YEMANJÁ. Após a apresentação, um coquetel será servido para comemorar a realização do projeto.


Com direção geral de Flora Gil, direção artística e musical de Yomar Asogbá e Iuri Passos, produção musical de Iuri Passos e Alê Siqueira e produção executiva de Eveline Alves e José Maurício Bittencourt, a concepção desse novo trabalho traz como referência principal a música de matriz africana com arranjos e elementos da música contemporânea.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Tenho pra mim que os nepo babies parecem meio perdidos. Alguém precisa dar uma orientação pra eles. Tem até filho feio confundindo o próprio pai. Enquanto isso, o Cacique vai ter que lutar pra afastar a imagem de pé frio, e Zoião tenta convencer que é desenrolado. Mas quem tá passando uma mensagem meio confusa é o Rambo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Tânia Scofield

Tânia Scofield
Foto: Thiago Tolentino / Antena 1 Salvador

"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".


Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".
 

Podcast

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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